Sobre o que a Faculdade de Medicina esqueceu de nos ensinar
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Sobre o que a Faculdade de Medicina esqueceu de nos ensinar

Sempre procuramos trazer para nosso leitor, aqui no Academia Médica, além de novidades e benefícios, informações relevantes para a prática médica diária.

É nesse contexto que inicio uma série de posts sobre minha vivência fora da assistência médica. Mas não menos relevante.

Como muitos de nós, não venho de uma família de médicos, e cursei a faculdade longe de casa. Pelas andanças da vida, participando da Liga do Trauma da minha faculdade (UFCSPA), fui convidado pelo amigo Marcos Mendonça, hoje Médico de Família e Comunidade, a fazer parte de uma iniciativa do SIMERS (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul) chamada de Núcleo Acadêmico SIMERS (NAS).

Introdução à parte, e que não é o objetivo deste post, foi lá no SIMERS que cresci como profissional, quase que com uma faculdade complementar ao nosso extenso currículo técnico. E de antemão faço questão de deixar registrada minha gratidão aos colegas Fernando Waldemar, hoje presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional RS (SBCM-RS), e André Wajner, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar (SOBRAMH).

Inicialmente, minha atuação estava direcionada ao médico jovem, termo aplicado ao colega com até 10 anos de formado ou 40 anos de idade. Porém, como temos mais de 15.000 médicos associados, e pelo cenário atual (não só político e econômico, mas dos crescentes gargalos na assistência à saúde em geral), acabei sendo sugado para outras atividades, que são a razão deste post.

Como todos sabem, o Academia Médica agora está de cara nova. E o que buscamos, agora com todas ferramentas disponíveis, é a interação de vocês, nosso leitores. 
Então, para saber por onde conduzir essa série de postagens, precisamos do drive de vocês! Suas dúvidas serão nosso combustível!

Meus objetivos aqui são vários, sempre com a ajuda dos colegas e futuros colegas de todas as partes:

- ajudar a esclarecer as atribuições das entidades médicas, seus representantes regionais e nacionais;

- trazer noções gerais e atribuições de entidades que, cada vez mais, estão envolvidas com nossa prática médica diária, como Ministério da Saúde, Ministério Público, Ministério do Trabalho e Emprego, Tribunal de Contas;

- desmistificar termos como TAC, PAD, Inquérito Civil, Ação Civil Pública, falar sobre jornada de trabalho, cumprimento de carga horária/flexibilização do cumprimento e, principalmente, os riscos que corremos agora com a aprovação da Reforma Trabalhista, num país onde a terceirização, de forma muito precária, já vinha acontecendo em postos de saúde, UPAs e hospitais por toda parte, com OSs e OCIPs, em sua maioria sem garantia alguma a nossos colegas médicos;

- conscientizar nossos acadêmicos de Medicina sobre o mercado de trabalho: contratos de trabalho (concurso público, CLT, RPA, PJ), contribuição ao INSS (autônoma ou não), aposentadoria, e o famigerado Imposto de Renda;

- discutir um pouco sobre finanças e previdência privada, e sobre os riscos que corremos ao não saber cuidar do nosso dinheiro;

- falar de Residência Médica, Cursos de Especialização, discutir sobre um planejamento mínimo para a profissão que escolhemos e que, inferência minha, a faculdade não nos convida a fazer.

Ou seja, dar sentido ao nosso lema, como Academia Médica: expandir os horizontes do médico!

E então? Por onde começamos?

Convidamos vocês a escreverem conosco esta história! Faça seu cadastro, deixe um comentário no post ou escreva você também no Academia Médica!

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Willian Adami

Willian Adami

Médico, pós-graduando em Acupuntura. Partner @Academia Médica | CEO @Inova Congressos. Apaixonado pela interação entre Medicina, Comunicação, Tecnologia e Inovação, procuro conectar pessoas.

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