{"status":200,"response":{"result":"PUBLIC_ARTICLES_RETRIEVED","data":{"count":11,"content":[{"id":"593f551f11eebc073efd4f31","updated":"2021-09-30T18:28:43.771Z","created":"2017-06-13T02:59:43.276Z","statuses":{"approval_status":"approved","publish_status":"published","visibility_status":"public","has_pending_changes":false,"is_pinned":false,"is_paywall_disabled":true,"scheduled_date":"2021-09-30T18:00:00.722Z","rejection_reason":null},"metadata":{"location":"home","location_slug":"blog","content_type":"post","publish_date":"2021-09-30T18:28:08.822Z","likes_count":5,"bookmarks_count":0,"comments_count":1,"score":"2021-09-30T19:28:08.822Z","sharing_title":"8 dicas que vão melhorar sua relação com seu paciente mesmo antes que ele te conheça","sharing_description":"Antes que seu paciente chegue! \n8 dicas que melhorarão sua relação com seu paciente mesmo antes que ele te conheça!\n\nLeia o artigo na íntegra em academiamedica.com.br","sharing_image":"https://58b04f5940c1474e557e363a.redesign.static-01.com/f/images/91599329d85b9e226fde0425ddcc0d13c6a7da9d.png","tag_ids":["5936cb14a0df0168491e5e36","593f52c811eebc073efd4b3d","593f536b11eebc073efd4c7f","593f543311eebc073efd4e1f","593f543311eebc073efd4e22","593f548c11eebc073efd4ecf","593f551f11eebc073efd4f30"],"author_user_id":"593f4e9211eebc073efd4a25","moderator_user_id":"6025272770a8cb6fad97b181","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a","course_id":null,"course_module_id":null,"group_id":null,"version":1,"tags":[{"id":"5936cb14a0df0168491e5e36","title":"medicina","slug":"medicina","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"593f52c811eebc073efd4b3d","title":"consultório","slug":"consultorio","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"593f536b11eebc073efd4c7f","title":"quanto ganha um médico?","slug":"quanto-ganha-um-medico","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"593f543311eebc073efd4e1f","title":"empreendedorismo","slug":"empreendedorismo","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"593f543311eebc073efd4e22","title":"gestão","slug":"gestao","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"593f548c11eebc073efd4ecf","title":"mercado médico","slug":"mercado-medico","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"593f551f11eebc073efd4f30","title":"empreendedor","slug":"empreendedor","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"}]},"content":{"title":"8 dicas que vão melhorar sua relação com seu paciente mesmo antes que ele te conheça","slug":"8-dicas-que-melhorarao-sua-relacao-com-seu-paciente-mesmo-antes-que-ele-te-conheca","cover_image":"https://58b04f5940c1474e557e363a.redesign.static-01.com/l/images/91599329d85b9e226fde0425ddcc0d13c6a7da9d.png","headline":"Aprendemos na faculdade quase tudo sobre o que devemos fazer diante de nossos pacientes. Ou pelo menos assim pensamos. Mas ninguém nos fala sobre o que fazer com eles, os","main_content":"

Aprendemos na faculdade quase tudo sobre o que devemos fazer diante de nossos pacientes. Ou pelo menos assim pensamos. Mas ninguém nos fala sobre o que fazer com eles, os pacientes, antes que eles cheguem à consulta.

Sou médico há 28 anos e outro dia precisei ir me consultar com um colega que ainda não conhecia. Marquei a consulta por telefone e, na data marcada, coloquei o endereço no GPS e me fui. Ao chegar na clínica, descobri que havia um estacionamento ao lado, conveniado.

Estava preocupado se iria encontrar vaga na rua... preocupei-me à toa. Logo depois, meio que tive que adivinhar em qual guichê seria atendido, fui de lá pra cá e, depois de alguns minutos protocolares respondendo às mesmas perguntas, sentei-me para aguardar ser chamado pelo médico.

Leia mais: O desafio da relação médico-paciente na Telemedicina

Na sala de espera outras pessoas faziam o mesmo. Algumas tinham
exames na mão, outras não. Parei e pensei:

Por que não informamos nada aos nossos pacientes antes deles chegarem à consulta? Por que deixamos que eles venham quase sempre esquecendo de trazerem aquele exame, a caixa do remédio ou coisa do gênero? Por que desperdiçamos tempo e energia, nossa e das pessoas, se nada disso está sobrando?

Até ser chamado para a consulta rascunhei mentalmente o que poderia ser então uma pequena e objetiva carta de apresentação aos pacientes. Pensei em enviá-las por email, não são todos os pacientes que têm uma conta mas pelo menos uma parte deles receberia. Aqui vão então os pontos de uma carta de apresentação, tal como eu a mentalizei:

1) Primeiro apresente-se e agradeça que a pessoa tenha marcado
consulta com você, dentre tantas outras possibilidades;

2) Depois fale um pouco quem você é (formação, atuação etc);

3) Liste bem objetivamente o que você gostaria que a pessoa não
deixasse de trazer à consulta (como receitas, laudos, exames, etc.);

4) Dê orientações sobre como ela poderia te ajudar com relação às informações que você precisa reunir para o diagnóstico e tratamento. Exemplo: Se ela deve vir acompanhada por mais alguém da família, se precisa registrar algo como num diário para depois te trazer, etc.;

5) Em seguida informe algumas coisas sobre o local de atendimento. Exemplos: com quem ela vai falar, para onde deve se dirigir, o que ela vai encontrar na clínica (café, lanche, wi-fi, jardins, etc.);

6) Informe também sobre as adjacências da clínica, se tem estacionamento, o que há nas imediações e que ela pode precisar (supermercado, farmácia. etc.). Isto é muito útil para pessoas que vêm de outras cidades e que não conhecem muito bem o que há no local. Acrescente ao e-mail um link para um mapa do Google, com a localização exata, para facilitar ainda mais as coisas;

7) Não deixe de colocar um e-mail de contato e, caso você seja um médico moderno e antenado, informe suas redes sociais, além de telefone, é claro. Muitas pessoas podem se sentir mais à vontade após conhecerem você por estes canais. Insira uma foto sua. Lembre-se que o paciente ainda não conhece você e, se puder vê-lo antes através de uma boa foto, isso ajuda na formação do vínculo.

8) Ao final, acrescente um “para saber mais” e insira, por exemplo, um link para algum portfólio seu (você ainda não tem? Bem, isso é tema para um outro post) ou currículo.

Lembre-se: Vivemos a era da informação. Não deixe seu paciente pensar que você está parado no tempo, dentro de alguma caverna, sentado em volta de uma fogueira com o seu tacape. Entre nessa era e informe bem o seu paciente.

Texto publicado pela primeira vez na Academia médica em 2014.

Leia mais


Quer escrever? Clique aqui e saiba como.


 

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Aprendemos na faculdade quase tudo sobre o que devemos fazer diante de nossos pacientes. Ou pelo menos assim pensamos. Mas ninguém nos fala sobre o que fazer com eles, os pacientes, antes que eles cheguem à consulta.

Sou médico há 28 anos e outro dia precisei ir me consultar com um colega que ainda não conhecia. Marquei a consulta por telefone e, na data marcada, coloquei o endereço no GPS e me fui. Ao chegar na clínica, descobri que havia um estacionamento ao lado, conveniado.

Estava preocupado se iria encontrar vaga na rua... preocupei-me à toa. Logo depois, meio que tive que adivinhar em qual guichê seria atendido, fui de lá pra cá e, depois de alguns minutos protocolares respondendo às mesmas perguntas, sentei-me para aguardar ser chamado pelo médico.

Leia mais: O desafio da relação médico-paciente na Telemedicina

Na sala de espera outras pessoas faziam o mesmo. Algumas tinham
exames na mão, outras não. Parei e pensei:

Por que não informamos nada aos nossos pacientes antes deles chegarem à consulta? Por que deixamos que eles venham quase sempre esquecendo de trazerem aquele exame, a caixa do remédio ou coisa do gênero? Por que desperdiçamos tempo e energia, nossa e das pessoas, se nada disso está sobrando?

Até ser chamado para a consulta rascunhei mentalmente o que poderia ser então uma pequena e objetiva carta de apresentação aos pacientes. Pensei em enviá-las por email, não são todos os pacientes que têm uma conta mas pelo menos uma parte deles receberia. Aqui vão então os pontos de uma carta de apresentação, tal como eu a mentalizei:

1) Primeiro apresente-se e agradeça que a pessoa tenha marcado
consulta com você, dentre tantas outras possibilidades;

2) Depois fale um pouco quem você é (formação, atuação etc);

3) Liste bem objetivamente o que você gostaria que a pessoa não
deixasse de trazer à consulta (como receitas, laudos, exames, etc.);

4) Dê orientações sobre como ela poderia te ajudar com relação às informações que você precisa reunir para o diagnóstico e tratamento. Exemplo: Se ela deve vir acompanhada por mais alguém da família, se precisa registrar algo como num diário para depois te trazer, etc.;

5) Em seguida informe algumas coisas sobre o local de atendimento. Exemplos: com quem ela vai falar, para onde deve se dirigir, o que ela vai encontrar na clínica (café, lanche, wi-fi, jardins, etc.);

6) Informe também sobre as adjacências da clínica, se tem estacionamento, o que há nas imediações e que ela pode precisar (supermercado, farmácia. etc.). Isto é muito útil para pessoas que vêm de outras cidades e que não conhecem muito bem o que há no local. Acrescente ao e-mail um link para um mapa do Google, com a localização exata, para facilitar ainda mais as coisas;

7) Não deixe de colocar um e-mail de contato e, caso você seja um médico moderno e antenado, informe suas redes sociais, além de telefone, é claro. Muitas pessoas podem se sentir mais à vontade após conhecerem você por estes canais. Insira uma foto sua. Lembre-se que o paciente ainda não conhece você e, se puder vê-lo antes através de uma boa foto, isso ajuda na formação do vínculo.

8) Ao final, acrescente um “para saber mais” e insira, por exemplo, um link para algum portfólio seu (você ainda não tem? Bem, isso é tema para um outro post) ou currículo.

Lembre-se: Vivemos a era da informação. Não deixe seu paciente pensar que você está parado no tempo, dentro de alguma caverna, sentado em volta de uma fogueira com o seu tacape. Entre nessa era e informe bem o seu paciente.

Texto publicado pela primeira vez na Academia médica em 2014.

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Nas profissões de saúde, homens ainda ganham mais que as mulheres!

\n

Pesquisa realizada nos EUA revela que ainda há uma grande diferença nos ganhos entre homens e mulheres

\n

O que a faculdade não te conta é que, em pleno século XXI, ainda observamos diferenças salariais entre os gêneros. E isto acontece principalmente entre nós, profissionais de saúde. Confira no Academia Médica este artigo encontrado no Faculty of Medicine sobre este assunto polêmico.

\n

Médicas ganham, por ano, US$56.000,00 a menos quando comparadas aos colegas do gênero masculino, segundo um recente estudo americano, que constatou que esta lacuna não se moveu desde 1980. Esta pesquisa de relevância nacional, foi realizada com dados entre 1987 e 2010. Descobriram que, embora as lacunas salariais tenham encolhido ao longo do tempo entre os profissionais que não são da área de saúde, isto não ocorreu com os médicos e outros profissionais de saúde.

\n

"Existe algo intrínseco na força de trabalho médica" disse Dr. Anupam B. Jena, o autor principal do estudo realizado pela Harvard Medical School's Department of Health Care Policy (escola de Medicina de Harvard, departamento de política de Cuidados em Saúde). "Gostaríamos de ter encontrado que a diferença entre homens e mulheres tivessem convergido ao longo dos anos, entretanto, descobrimos que esta lacuna se manteve relativamente constante".

\n

Ele e seus colegas compararam respostas, sobre renda e outros aspectos do trabalho, de aproximadamente 6300 médicos e 32000 entre os outros profissionais de saúde. Levando em conta número de horas trabalhadas e anos de experiência - não contando a especialidade - encontraram que os médicos do gênero masculino ganharam, em média, US$221.000,00 em 2006, enquanto as do gênero feminino receberam cerca de US$165.000,00. Essa diferença salarial de aproximadamente 25% é similar à lacuna de 20% que Jena e seus colegas encontraram entre os médicos pesquisados entre 1987 e 1990.

\n

A diferença salarial de 40% se manteve entre os dentistas do gênero feminino e do gênero masculino. Essa disparidade caiu um pouco para cerca de 11% para os farmacêuticos e 6% para os enfermeiros, reportaram os pesquisadores da JAMA Internal Medicine. Durante o mesmo período, encontraram que a diferença salarial entre homens e mulheres (que não são da área da saúde) caiu de 28% entre 1987 e 1990, para 15% entre 2006 e 2010.

\n

Dr. Jena deu algumas explicações para esta disparidade salarial entre homens e mulheres:"Pode ser porque mulheres trabalham em um número menor de casos ou porque os homens trabalham em especialidades melhor remuneradas. Preconceitos implícitos, entretanto, poderiam impedir as mulheres de entrar nestes campos de trabalho, em primeiro lugar".

\n

"Pode ser o caso de que pediatras, do gênero feminino e do masculino, e cirurgiões de ambos os gêneros, ganhem um mesmo salário. É mais difícil, porém, para as mulheres entrarem para a cirurgia, então seu acesso a campos de trabalho melhor remunerados seria menor", disse  Dr.Jena, também do Massachusetts General Hospital, em Boston". Se nós chamamos isso de discriminação ou preconceito, acredito que sejam a mesma coisa", ele disse.

\n

Apesar disto "ser verdade até certo ponto", disse Anthony Lo Sasso, um pesquisador de política de saúde e economia da universidade de Illinois, em Chicago, é provável que exista menos preconceito hoje para que as mulheres entrem em determinadas especialidades que no passado. "É difícil dizer qual é o fator principal", disse Lo Sasso, que  não estava envolvido nesta pesquisa. Ele disse que é possível que mais mulheres escolham flexibilidade e menos horas de trabalho ao invés de salários mais altos, por exemplo. "Eu percebi que uma grande questão ficou sem resposta: o que nós realmente podemos dizer sobre o quanto esta é uma escolha que os médicos estão fazendo, uma vontade entre ganhar mais dinheiro e ter um equilíbrio mais razoável entre trabalho e vida pessoal?" ele disse. "Acho que o que realmente importa é se queremos rotular esta diferença como um problema ou não".

\n

Jena concordou "Se as oportunidades fossem igualmente acessíveis, e as mulheres continuassem a escolher certas especialidades por questões de estilo de vida, tudo bem", ele disse. "Temos que ter certeza, entretanto, que estas oportunidades existem"

\n

Caro amigo leitor, deixe aqui sua opinião. Será que isto também acontece no Brasil? Se sim, por que isto acontece?

\n
 Fonte : http://forum.facmedicine.com/threads/study-gender-income-gaps-persist-among-doctors.16279/
\n","external_link":null,"list_items":[],"recipe":{"portions":"","total_time":"","description":"","ingredients":[],"stages":[],"nutritional_information":""},"word_count":699,"read_time":5},"content_draft":{"title":"Nas profissões de saúde, homens ainda ganham mais que as mulheres!","slug":"nas-profissoes-de-saude-homens-ainda-ganham-mais-que-as-mulheres","cover_image":"https://58b04f5940c1474e557e363a.redesign.static-01.com/l/images/nas-profissoes-de-saude-homens-ainda-ganham-mais-que-as-mulheres.jpg","main_content":"

Nas profissões de saúde, homens ainda ganham mais que as mulheres!

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Pesquisa realizada nos EUA revela que ainda há uma grande diferença nos ganhos entre homens e mulheres

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O que a faculdade não te conta é que, em pleno século XXI, ainda observamos diferenças salariais entre os gêneros. E isto acontece principalmente entre nós, profissionais de saúde. Confira no Academia Médica este artigo encontrado no Faculty of Medicine sobre este assunto polêmico.

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Médicas ganham, por ano, US$56.000,00 a menos quando comparadas aos colegas do gênero masculino, segundo um recente estudo americano, que constatou que esta lacuna não se moveu desde 1980. Esta pesquisa de relevância nacional, foi realizada com dados entre 1987 e 2010. Descobriram que, embora as lacunas salariais tenham encolhido ao longo do tempo entre os profissionais que não são da área de saúde, isto não ocorreu com os médicos e outros profissionais de saúde.

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"Existe algo intrínseco na força de trabalho médica" disse Dr. Anupam B. Jena, o autor principal do estudo realizado pela Harvard Medical School's Department of Health Care Policy (escola de Medicina de Harvard, departamento de política de Cuidados em Saúde). "Gostaríamos de ter encontrado que a diferença entre homens e mulheres tivessem convergido ao longo dos anos, entretanto, descobrimos que esta lacuna se manteve relativamente constante".

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Ele e seus colegas compararam respostas, sobre renda e outros aspectos do trabalho, de aproximadamente 6300 médicos e 32000 entre os outros profissionais de saúde. Levando em conta número de horas trabalhadas e anos de experiência - não contando a especialidade - encontraram que os médicos do gênero masculino ganharam, em média, US$221.000,00 em 2006, enquanto as do gênero feminino receberam cerca de US$165.000,00. Essa diferença salarial de aproximadamente 25% é similar à lacuna de 20% que Jena e seus colegas encontraram entre os médicos pesquisados entre 1987 e 1990.

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A diferença salarial de 40% se manteve entre os dentistas do gênero feminino e do gênero masculino. Essa disparidade caiu um pouco para cerca de 11% para os farmacêuticos e 6% para os enfermeiros, reportaram os pesquisadores da JAMA Internal Medicine. Durante o mesmo período, encontraram que a diferença salarial entre homens e mulheres (que não são da área da saúde) caiu de 28% entre 1987 e 1990, para 15% entre 2006 e 2010.

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Dr. Jena deu algumas explicações para esta disparidade salarial entre homens e mulheres:"Pode ser porque mulheres trabalham em um número menor de casos ou porque os homens trabalham em especialidades melhor remuneradas. Preconceitos implícitos, entretanto, poderiam impedir as mulheres de entrar nestes campos de trabalho, em primeiro lugar".

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"Pode ser o caso de que pediatras, do gênero feminino e do masculino, e cirurgiões de ambos os gêneros, ganhem um mesmo salário. É mais difícil, porém, para as mulheres entrarem para a cirurgia, então seu acesso a campos de trabalho melhor remunerados seria menor", disse  Dr.Jena, também do Massachusetts General Hospital, em Boston". Se nós chamamos isso de discriminação ou preconceito, acredito que sejam a mesma coisa", ele disse.

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Apesar disto "ser verdade até certo ponto", disse Anthony Lo Sasso, um pesquisador de política de saúde e economia da universidade de Illinois, em Chicago, é provável que exista menos preconceito hoje para que as mulheres entrem em determinadas especialidades que no passado. "É difícil dizer qual é o fator principal", disse Lo Sasso, que  não estava envolvido nesta pesquisa. Ele disse que é possível que mais mulheres escolham flexibilidade e menos horas de trabalho ao invés de salários mais altos, por exemplo. "Eu percebi que uma grande questão ficou sem resposta: o que nós realmente podemos dizer sobre o quanto esta é uma escolha que os médicos estão fazendo, uma vontade entre ganhar mais dinheiro e ter um equilíbrio mais razoável entre trabalho e vida pessoal?" ele disse. "Acho que o que realmente importa é se queremos rotular esta diferença como um problema ou não".

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Jena concordou "Se as oportunidades fossem igualmente acessíveis, e as mulheres continuassem a escolher certas especialidades por questões de estilo de vida, tudo bem", ele disse. "Temos que ter certeza, entretanto, que estas oportunidades existem"

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Caro amigo leitor, deixe aqui sua opinião. Será que isto também acontece no Brasil? Se sim, por que isto acontece?

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 Fonte : http://forum.facmedicine.com/threads/study-gender-income-gaps-persist-among-doctors.16279/
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Quanto ganham e como estão trabalhando os médicos no Brasil? Fator importante a se observar, pois ao medir seu índice de satisfação, também podemos balancear o futuro da profissão. Esse estudo foi realizado por meio digital, com o vício amostral desviado para pessoas que utilizam o site do Medscape, não sendo extrapolável à todos os membros da profissão médica do Brasil, mas com certeza é um importante estudo.

Os médicos trabalham em média 48h por semana, em hospitais e para alguém. É isso que encontrou a pesquisa realizada pelo Medscape com seus membros que assinam o portal aqui no país. O estudo com  participação de 1599 colegas médicos (pelo site e aplicativos do Medscape). 47% dos médicos que responderam, encontram-se na faixa etária que vai de 28 a 39 anos, mostrando o perfil jovem dominante na pesquisa.

Dos respondentes, 64% são homens e estão distribuídos de forma parelha ao Demografia Médica 2018, do Conselho Federal de Medicina.

A pesquisa aponta que o especialista rende em torno de 55 mil reais a mais em honorários anualmente. Os generalistas que responderam a pesquisa, ganham em média 13,5 mil reais ao mês, enquanto os especialistas 17,6 mil reais ao mês.

A média de ganho anual das mulheres é 30% inferior aos dos homens. Quanto as mulheres especialistas, o site afirma que a diferença é de 61 mil reais no ano, entretanto, tanto para generalistas quanto para especialistas.

Um ponto muito interessante foi a pergunta sobre a satisfação dos médicos que responderam a pesquisa. 61% deles vivem de acordo com os recurso que ganham de seus trabalhos. 29% afirma viver abaixo dos recursos que recebem por seus trabalhos e 9% gasta mais do que ganha.

A pesquisa também aponta que 1/4 dos médicos que responderam, afirmam ter um financiamento ou mais e 1/5 tem dívidas com o cartão de crédito. Isso demonstra uma grande inabilidade com a parte financeira. Coisa que aqui na Academia Médica ajudamos a corrigir com o curso online \"Enriquecer faz bem à saúde\", do neurocirurgião, Francinaldo Gomes.

61% dos médicos acham que ganham menos do que deveriam. Especialistas acreditam ter a remuneração mais justa do que generalistas.

Os médicos que responderam à pesquisa demonstram satisfação quanto a qualidade do trabalho que desempenham. Mesmo assim, mais de 1/3 alega que trabalham demais. 1/5 relatam que é muito difícil serem reembeolsados pelos planos de saúde e seguradoreas, apenas 17% acham complicado lidar com pacientes \"difíceis\". 6% apenas tem preocupação em ser processados.

Em contrapartida, os aspectos mais gratificantes em ser médico no Brasil, segundo os pouco mais de 1500 médicos que responderam, é \"ser bom no que faz, fazendo diagnósticos\", \"ganhar bem e trabalhar no que gosta\" e \"Gratidão e/ou relação com os pacientes. Para aquele grupo, 76% escolheriam a medicina novamente como profissão e 69% ainda escolheria a mesma especialidade.

O que achou? Concorda com os dados apresentados por essa pesquisa do Medscape Brasil? Comente logo abaixo para ampliarmos a discussão!

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Os médicos trabalham em média 48h por semana, em hospitais e para alguém. É isso que encontrou a pesquisa realizada pelo Medscape com seus membros que assinam o portal aqui no país. O estudo com  participação de 1599 colegas médicos (pelo site e aplicativos do Medscape). 47% dos médicos que responderam, encontram-se na faixa etária que vai de 28 a 39 anos, mostrando o perfil jovem dominante na pesquisa.

Dos respondentes, 64% são homens e estão distribuídos de forma parelha ao Demografia Médica 2018, do Conselho Federal de Medicina.

A pesquisa aponta que o especialista rende em torno de 55 mil reais a mais em honorários anualmente. Os generalistas que responderam a pesquisa, ganham em média 13,5 mil reais ao mês, enquanto os especialistas 17,6 mil reais ao mês.

A média de ganho anual das mulheres é 30% inferior aos dos homens. Quanto as mulheres especialistas, o site afirma que a diferença é de 61 mil reais no ano, entretanto, tanto para generalistas quanto para especialistas.

Um ponto muito interessante foi a pergunta sobre a satisfação dos médicos que responderam a pesquisa. 61% deles vivem de acordo com os recurso que ganham de seus trabalhos. 29% afirma viver abaixo dos recursos que recebem por seus trabalhos e 9% gasta mais do que ganha.

A pesquisa também aponta que 1/4 dos médicos que responderam, afirmam ter um financiamento ou mais e 1/5 tem dívidas com o cartão de crédito. Isso demonstra uma grande inabilidade com a parte financeira. Coisa que aqui na Academia Médica ajudamos a corrigir com o curso online \"Enriquecer faz bem à saúde\", do neurocirurgião, Francinaldo Gomes.

61% dos médicos acham que ganham menos do que deveriam. Especialistas acreditam ter a remuneração mais justa do que generalistas.

Os médicos que responderam à pesquisa demonstram satisfação quanto a qualidade do trabalho que desempenham. Mesmo assim, mais de 1/3 alega que trabalham demais. 1/5 relatam que é muito difícil serem reembeolsados pelos planos de saúde e seguradoreas, apenas 17% acham complicado lidar com pacientes \"difíceis\". 6% apenas tem preocupação em ser processados.

Em contrapartida, os aspectos mais gratificantes em ser médico no Brasil, segundo os pouco mais de 1500 médicos que responderam, é \"ser bom no que faz, fazendo diagnósticos\", \"ganhar bem e trabalhar no que gosta\" e \"Gratidão e/ou relação com os pacientes. Para aquele grupo, 76% escolheriam a medicina novamente como profissão e 69% ainda escolheria a mesma especialidade.

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Os dados a seguir são da Organização Mundial do trabalho e mostram os países em que há maior compensação para o médico. Obviamente o Brasil não entra nem na lista, pois a média de remuneração do médico não especialista no Brasil é de 24.300 dólares ao ano (dólar a 4,13 reais, em 29/08/2018).

Comparativamente, somos muito melhores pagos que nossos demais conterrâneos brasileiros, que possuem média salarial de 3.542,28 dólares ao ano. Este dado demonstra que os médicos ganham em média 6,86 vezes o valor que ganha um cidadão comum brasileiro.

 

Confira os melhores países para ganhar dinheiro como médico.

Nº1 - Holanda

Nº2 - Austrália

Nº3 - Estados Unidos

Nº4 - Bélgica

Nº5 - Canadá

Nº6 - Reino Unido

Nº7 - França

Nº8 - Irlanda

Nº9 - Suíça

Nº10 - Dinamarca

 

 

*Valores levantados em 2016.
Fontes: Portal Brasil, Organização Mundial do Trabalho, Academia Médica, MedxForum.

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Os dados a seguir são da Organização Mundial do trabalho e mostram os países em que há maior compensação para o médico. Obviamente o Brasil não entra nem na lista, pois a média de remuneração do médico não especialista no Brasil é de 24.300 dólares ao ano (dólar a 4,13 reais, em 29/08/2018).

Comparativamente, somos muito melhores pagos que nossos demais conterrâneos brasileiros, que possuem média salarial de 3.542,28 dólares ao ano. Este dado demonstra que os médicos ganham em média 6,86 vezes o valor que ganha um cidadão comum brasileiro.

 

Confira os melhores países para ganhar dinheiro como médico.

Nº1 - Holanda

Nº2 - Austrália

Nº3 - Estados Unidos

Nº4 - Bélgica

Nº5 - Canadá

Nº6 - Reino Unido

Nº7 - França

Nº8 - Irlanda

Nº9 - Suíça

Nº10 - Dinamarca

 

 

*Valores levantados em 2016.
Fontes: Portal Brasil, Organização Mundial do Trabalho, Academia Médica, MedxForum.

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DINHEIRO DO MÉDICO - 2 - "Escolhi ser médico e ganhar dinheiro com minha profissão"

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 Saudações amigos do Academia Médica.

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Postei há umas duas semanas atrás no Crônicas de Anestesia, minha página de desenhos e tirinhas que tenho no facebook e que o Academia ajuda a promover, uma charge intitulada: Moeda SUS. Houve uma grande repercussão e muitas pessoas viram e comentaram a respeito. Isso é sempre muito bom. Acredito sinceramente que o objetivo principal da arte seja, no mínimo, criar discussão e emocionar de alguma forma, senão ela é estéril.

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Muito bem, vamos ao que interessa. Para algumas pessoas ficou parecendo que eu estava promovendo a cobrança de procedimentos aos pacientes do SUS. Não!!! Nada disso. Outra questão levantada é que eu estava atacando os médicos que trabalham no SUS e dizendo que ninguém mais deve aceitar isso, etc. A coisa foi mal interpretada e quanto a isso eu só posso lamentar.

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Os médicos, no Brasil, muitas das vezes( ou todas as vezes?)são vistos como mercenários porque querem ganhar dinheiro com seu trabalho! Olha que coisa! Pergunto, quem gosta de trabalhar de graça? Quem estuda por aproximadamente 10 anos(somando faculdade e residência médica) para sair e trabalhar sem ganhar um tostão?Ou para ganhar o menos possível? Quem? Como eu já disse em outro texto aqui no Academia existem casos de almas profundamente caridosas e que estão desligadas do material, tudo bem, respeito muito estas pessoas, mas não é o caso da maioria dos mortais.

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Vivemos em um mundo complicado, ultimamente dominado pelo maldito politicamente correto! Ninguém tem preconceito. Ninguém detesta nada. Ninguém gosta de ganhar dinheiro. Ninguém opina a não ser junto com a manada. Quem fala o contrário é imediatamente(isto deve estar acontecendo comigo neste exato momento) colocado num grupo de monstros sanguinários, insensíveis, fascistas, capitalistas opressores de olhos claros e que são financiados(Não sou!) pelos grande grupos empresariais americanos para destruir a solidariedade e a justiça social. Monstros!

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Nosso planeta está cada vez mais pasteurizado. Sim, sem gosto, sem cheiro, sem opinião. Numa água filtrada e pardacenta onde todos devem evitar qualquer tipo de pensamento diferente. Tudo é bullying, tudo é errado desde que não esteja nos cânones das novelas da Rede Globo e similares ou na boca e texto de jornalistas, artistas e seres claramente iluminados e superiores pelo esquerdismo utópico disfarçado de progressismo.

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O culto ao bom, ao belo, ao sucesso, não! Errado!!! E aqueles que são feios? E aqueles que são miseráveis, quem pode salvá-los? E aqueles que não querem trabalhar e ganham bolsa do governo? Com isto sacrifica-se o honesto, o trabalhador, o competente e aquele que consegue ganhar dinheiro(mesmo que sustente com este dinheiro o Estado) em nome da igualdade. A santa e bela igualdade que não tem nada de natural. Nos exigem o impossível. "Trabalhe, mas não seja feliz se você ganhar mais! Fique triste! Tenha dó dos que não podem. Doe para o Criança Esperança! Não seja ingrato e egoísta. Este dinheiro, que você mesmo fez com o seu suor e esforço, isto não quer dizer nada! Não representa a sua competência e inteligência. Representa o quanto você é monstruoso e desalmado."

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Sendo assim vivemos com culpa. Um grande remorso porque não somos capazes de resolver a fome na África! A seca do Nordeste! Como podemos ser felizes e satisfeitos se nem conseguimos isto? Eu já estive assim. Eu me sentia muitíssimo mal por todas as mazelas do mundo. Então eu comecei a perceber que somos gado num abatedouro. Nos fazem acreditar que somos os culpados quando na verdade nós sustentamos todo resto e ainda sobra dinheiro, em especial aqui no Brasil, para construir portos em países como Cuba e Venezuela. Para enriquecer ex-presidente e seus filhos como nosso caríssimo Lula. Para perdoar dívidas e mais dívidas de ditadores africanos sanguinários que mantém suas populações na miséria total e na fome.E ainda nos pedem para doar dinheiro!!!! Pelo amor de Deus, tudo tem limite!

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Quem tem piedade de quem trabalha e produz? Resposta: NINGUÉM! Poder trabalhar e ter uma vida um pouco mais confortável é, na visão doentia do povo brasileiro em geral, um pecado. A inveja nada logo abaixo da superfície nisso tudo. Aquele que tem mais dinheiro não é admirado e serve como exemplo. É um pecador, um ímpio. O mesmo homem que sustenta uma cadeia produtiva, que dá empregos, que gera renda e bem-estar, este é o pior deles. Os médicos estão bem no meio deste grupo. Se formos bem sucedidos é porque somos dinheiristas e cruéis. Deveríamos ser pobres, andar de chinelo, chegar ao hospital de bicicleta ou ônibus, de preferência fedendo a suor, aí sim, seríamos respeitados? É isto? Quem quer isto?

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Digo e repito. Amo minha profissão, justamente por isso eu quero e mereço ser bem remunerado. Gosto de ganhar dinheiro, preciso ganhar dinheiro para sustentar minha família e dar um ótimo futuro aos meus filhos(de preferência num país melhor). Não posso trabalhar de graça ou por "beijos de luz" como uma das pessoas comentaram no Crônicas. Qualquer coisa abaixo disso, de eu ganhar dinheiro com o que faço, que me estimule a melhorar e seguir, NÃO ME SERVE!

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Dr Carlos Eduardo dos Santos Martins

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DINHEIRO DO MÉDICO - 2 - "Escolhi ser médico e ganhar dinheiro com minha profissão"

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 Saudações amigos do Academia Médica.

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Postei há umas duas semanas atrás no Crônicas de Anestesia, minha página de desenhos e tirinhas que tenho no facebook e que o Academia ajuda a promover, uma charge intitulada: Moeda SUS. Houve uma grande repercussão e muitas pessoas viram e comentaram a respeito. Isso é sempre muito bom. Acredito sinceramente que o objetivo principal da arte seja, no mínimo, criar discussão e emocionar de alguma forma, senão ela é estéril.

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Muito bem, vamos ao que interessa. Para algumas pessoas ficou parecendo que eu estava promovendo a cobrança de procedimentos aos pacientes do SUS. Não!!! Nada disso. Outra questão levantada é que eu estava atacando os médicos que trabalham no SUS e dizendo que ninguém mais deve aceitar isso, etc. A coisa foi mal interpretada e quanto a isso eu só posso lamentar.

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Os médicos, no Brasil, muitas das vezes( ou todas as vezes?)são vistos como mercenários porque querem ganhar dinheiro com seu trabalho! Olha que coisa! Pergunto, quem gosta de trabalhar de graça? Quem estuda por aproximadamente 10 anos(somando faculdade e residência médica) para sair e trabalhar sem ganhar um tostão?Ou para ganhar o menos possível? Quem? Como eu já disse em outro texto aqui no Academia existem casos de almas profundamente caridosas e que estão desligadas do material, tudo bem, respeito muito estas pessoas, mas não é o caso da maioria dos mortais.

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Vivemos em um mundo complicado, ultimamente dominado pelo maldito politicamente correto! Ninguém tem preconceito. Ninguém detesta nada. Ninguém gosta de ganhar dinheiro. Ninguém opina a não ser junto com a manada. Quem fala o contrário é imediatamente(isto deve estar acontecendo comigo neste exato momento) colocado num grupo de monstros sanguinários, insensíveis, fascistas, capitalistas opressores de olhos claros e que são financiados(Não sou!) pelos grande grupos empresariais americanos para destruir a solidariedade e a justiça social. Monstros!

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Nosso planeta está cada vez mais pasteurizado. Sim, sem gosto, sem cheiro, sem opinião. Numa água filtrada e pardacenta onde todos devem evitar qualquer tipo de pensamento diferente. Tudo é bullying, tudo é errado desde que não esteja nos cânones das novelas da Rede Globo e similares ou na boca e texto de jornalistas, artistas e seres claramente iluminados e superiores pelo esquerdismo utópico disfarçado de progressismo.

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O culto ao bom, ao belo, ao sucesso, não! Errado!!! E aqueles que são feios? E aqueles que são miseráveis, quem pode salvá-los? E aqueles que não querem trabalhar e ganham bolsa do governo? Com isto sacrifica-se o honesto, o trabalhador, o competente e aquele que consegue ganhar dinheiro(mesmo que sustente com este dinheiro o Estado) em nome da igualdade. A santa e bela igualdade que não tem nada de natural. Nos exigem o impossível. "Trabalhe, mas não seja feliz se você ganhar mais! Fique triste! Tenha dó dos que não podem. Doe para o Criança Esperança! Não seja ingrato e egoísta. Este dinheiro, que você mesmo fez com o seu suor e esforço, isto não quer dizer nada! Não representa a sua competência e inteligência. Representa o quanto você é monstruoso e desalmado."

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Sendo assim vivemos com culpa. Um grande remorso porque não somos capazes de resolver a fome na África! A seca do Nordeste! Como podemos ser felizes e satisfeitos se nem conseguimos isto? Eu já estive assim. Eu me sentia muitíssimo mal por todas as mazelas do mundo. Então eu comecei a perceber que somos gado num abatedouro. Nos fazem acreditar que somos os culpados quando na verdade nós sustentamos todo resto e ainda sobra dinheiro, em especial aqui no Brasil, para construir portos em países como Cuba e Venezuela. Para enriquecer ex-presidente e seus filhos como nosso caríssimo Lula. Para perdoar dívidas e mais dívidas de ditadores africanos sanguinários que mantém suas populações na miséria total e na fome.E ainda nos pedem para doar dinheiro!!!! Pelo amor de Deus, tudo tem limite!

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Quem tem piedade de quem trabalha e produz? Resposta: NINGUÉM! Poder trabalhar e ter uma vida um pouco mais confortável é, na visão doentia do povo brasileiro em geral, um pecado. A inveja nada logo abaixo da superfície nisso tudo. Aquele que tem mais dinheiro não é admirado e serve como exemplo. É um pecador, um ímpio. O mesmo homem que sustenta uma cadeia produtiva, que dá empregos, que gera renda e bem-estar, este é o pior deles. Os médicos estão bem no meio deste grupo. Se formos bem sucedidos é porque somos dinheiristas e cruéis. Deveríamos ser pobres, andar de chinelo, chegar ao hospital de bicicleta ou ônibus, de preferência fedendo a suor, aí sim, seríamos respeitados? É isto? Quem quer isto?

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Digo e repito. Amo minha profissão, justamente por isso eu quero e mereço ser bem remunerado. Gosto de ganhar dinheiro, preciso ganhar dinheiro para sustentar minha família e dar um ótimo futuro aos meus filhos(de preferência num país melhor). Não posso trabalhar de graça ou por "beijos de luz" como uma das pessoas comentaram no Crônicas. Qualquer coisa abaixo disso, de eu ganhar dinheiro com o que faço, que me estimule a melhorar e seguir, NÃO ME SERVE!

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Dr Carlos Eduardo dos Santos Martins

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Remuneração por Especialidade Médica - 2015

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Não deixe de conferir a Agenda dos Concursos de Residência Médica 2016

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O Relatório de 2015 do Medscape sobre Remuneração Médica traz algumas boas notícias em relação ao ano anterior. A pesquisa, que foi respondida por quase 20.000 médicos de 25 especialidades diferentes, trata de temas como remuneração, número de horas trabalhadas, mudanças na prática médica relacionadas à reforma no sistema de saúde e satisfação dos médicos por especialidade.

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Apesar da pesquisa tratar de dados norte-americanos, e a estruturação do sistema de saúde de lá ser bem diferente da que encontramos aqui no Brasil, algumas coisas não mudam tanto assim. Por isso, vamos tentar fazer um paralelo ao longo do texto com a realidade brasileira também.

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O Relatório desse ano começa mostrando o quanto ganha, em média, um médico  da atenção primária e um especialista nos EUA. Para o médico da atenção primária a média foi de: 195.000 dólares e para os especialistas, isso sobe para: 284.000 dólares.

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Assim como no ano passado, ortopedia permanece na liderança como especialidade de melhor remuneração, e ainda com um leve aumento comparado ao ano passado. De acordo com o relatório desse ano, nos EUA, um ortopedista recebe aproximadamente 421.000 dólares por ano para o "patient care" que é basicamente os ganhos relacionados ao cuidado direto com o paciente (como consultas, por exemplo), ou seja, sem contar os ganhos correspondentes à serviços como perícia, vendas de produtos, palestras e outras atividades. Nessa parte, os ortopedistas também lideram o ranking recebendo uma média de 29.000 dólares por ano.

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Em segundo lugar, permanece a cardiologia, também com um leve aumento comparado ao ano anterior (376.000 dólares por ano). Mas, em terceiro, a urologia (que antes ocupava essa posição), cai para sétimo e dá lugar à gastro com média de ganho anual de 370.000 dólares.

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Entre as dez primeiras, como nos anos anteriores, ainda permanecem anestesiologia, cirurgia plástica, radiologia e dermato.

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Confira aqui o ranking com as médias de cada especialidade da pesquisa:

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\"Compensation

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Esse ano, a pediatria passou a ocupar a última posição no ranking, acompanhada por medicina da família e endocrinologia. Mas a novidade é que também houve um modesto aumento na média de remuneração anual dessas especialidades. Principalmente em relação à medicina da família, que no ano anterior a média foi de 176.000 dólares por ano e agora subiu para 195.000.

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Outro dado interessante da pesquisa é que a infectologia foi a especialidade que mais cresceu de um ano para o outro. O aumento nos ganhos desses especialistas foi de 22% (passou de 174.000 para 213.000). Um aumento um pouco mais modesto também foi verificado em outras especialidades, principalmente nas que mais atuam em hospitais, como: pneumologistas com 15%, emergencistas e patologistas com 12%.

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Aqui no Brasil, um estudo do site de empregos Catho, traz uma pesquisa datada do ano passado também, com as médias salariais mensais das 15 especialidades médicas mais bem pagas.

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O primeiro lugar do ranking é ocupado pela cirurgia plástica com rendimento médio de 18. 564,06 reais por mês.

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Em segundo e terceiro lugar estão o cirurgião geral e o ortopedista, com rendimentos mensais de 15.975,62 e 14.353,50 reais, respectivamente.

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Confira o ranking completo aqui:

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\"Ranking

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Além da remuneração, esse estudo brasileiro também mostrou o impacto da qualificação na remuneração final do médico no Brasil. Os médicos que tem mestrado/doutorado, ou que falam inglês fluente, por exemplo, ganham mais do que os que só possuem graduação ou os que apenas tem o inglês básico.

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Em relação aos médicos que possuem mestrado/doutorado por exemplo, essa diferença de média salarial mensal chega a ser 3 vezes maior do que os que possuem apenas a graduação: 12.084,48 contra 4.690,91 .

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Para os que possuem MBA  e pós-graduação/especialização as médias salariais mensais foram de 9.061,76 e 8.690,91, respectivamente.

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Voltando à pesquisa do Medscape, esse relatório de 2015 traz ainda outras informações interessantes, como a porcentagem de médicos que trabalham como empregados e os que são "self-employed"  (os que tem consultório próprio, por exemplo). De acordo com a pesquisa, 63% dos médicos se declararam "empregados", contra apenas 32% que disseram trabalhar apenas no consultório particular. Esses números corroboram para o aumento que se verificou nas taxas de emprego em hospitais também, que aumentaram de 11% para 64% em dez anos (2004-2014). Além disso, comparando esses dados entre homens e mulheres, a grande maioria das mulheres (72%) preferem trabalhar empregadas, por um salário, a ter o seu próprio consultório. Enquanto que, em relação aos homens, essa diferença é um pouco mais discreta (59% são empregados, e 36% tem consultório particular).

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Apesar de a maioria dos médicos trabalharem empregados, verificou-se que a média de remuneração dos que possuem consultório particular é bem maior: 329.000 dólares para os "self-employed" comparado a 258.000 dólares por ano dos que estão empregados.

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Novamente em relação aos gêneros, homens ainda continuam ganhando mais do que mulheres. De acordo com o relatório, isso acontece provavelmente porque mulheres tendem a ter uma jornada de trabalho  menor do que a dos homens (com menos dias por semana e menos horas por dia), e as mulheres tendem a trabalhar em especialidades que não tem as melhores remunerações, como ginecologia/obstetrícia, pediatria e endocrinologia. Essas três são as especialidades que as mulheres mais exercem nos EUA: nas duas primeiras, 50% dos especialistas são mulheres, e na endócrino essa porcentagem é de 44%.

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No Brasil,  de acordo com a pesquisa Demografia Médica de 2013, promovida pelo CFM, os dados revelam que a especialidade mais ocupada pelas médicas brasileiras é a dermatologia, em que a imensa maioria dos especialistas são mulheres (72,9%). Logo em seguida, vem a pediatria, com 69,6%. E  em terceiro e quarto a genética médica e a endocrinologia (correspondendo a 66,5% e 65,0% de mulheres atuando como especialistas nessas áreas, respectivamente).

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Outro dado que chamou atenção no Relatório do Medscape, é o fato de que apesar dos ortopedistas, cardiologistas, cirurgiões plásticos e urologistas serem as especialidades mais bem remuneradas, eles não são os que mais se sentem bem remunerados. De acordo com a pesquisa, apenas 42% dos ortopedistas disseram se sentir bem recompensados, seguidos por 44% dos cirurgiões plásticos e cardiologistas. Em primeiro lugar no ranking de satisfação com a remuneração, estão os dermatologistas com 61%, seguidos pelos emergencistas e patologistas com 60% cada.

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Em relação à satisfação geral com a carreira profissional, os dermatologistas, emergencistas e patologistas também ocupam os primeiros lugares, bem como os psiquiatras.

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E quando os entrevistados foram perguntados: "Se  fariam tudo de novo?", os ortopedistas, cirurgiões plásticos, e radiologistas foram os que menos escolheriam a medicina como profissão novamente. Enquanto que, ocupando o primeiro lugar, 73% dos médicos de família disseram que sim, que poderiam escolher a medicina novamente como profissão.

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Se quiser conferir o relatório completo do Medscape, clique aqui.

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Por fim, percebemos uma leve melhora na remuneração médica de um ano para o outro.Também foi possível observar o quanto o investimento em qualificação é essencial para uma melhor remuneração, principalmente aqui no Brasil mesmo. A qualificação do médico brasileiro, como especializações/fellowships no Brasil ou no exterior, mestrado, doutorado, além de trazer os benefícios para uma melhor prática médica, de ser mais bem visto pelos seus pares e pacientes, verifica-se que  o médico também ganha, de fato, financeiramente.

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Não deixe de comentar este relatório no fim da página!

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Confira estes livros que podem te ajudar no processo de escolha e revalidação do diploma nos EUA.

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\"ultimate\"o

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Fontes:

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http://www.medscape.com/features/slideshow/compensation/2015/public/overview

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http://www.medscape.com/features/slideshow/compensation/2014/public/overview

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http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-15-maiores-salarios-na-area-medica

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http://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/demografiamedicanobrasil_vol2.pdf

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Remuneração por Especialidade Médica - 2015

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O Relatório de 2015 do Medscape sobre Remuneração Médica traz algumas boas notícias em relação ao ano anterior. A pesquisa, que foi respondida por quase 20.000 médicos de 25 especialidades diferentes, trata de temas como remuneração, número de horas trabalhadas, mudanças na prática médica relacionadas à reforma no sistema de saúde e satisfação dos médicos por especialidade.

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Apesar da pesquisa tratar de dados norte-americanos, e a estruturação do sistema de saúde de lá ser bem diferente da que encontramos aqui no Brasil, algumas coisas não mudam tanto assim. Por isso, vamos tentar fazer um paralelo ao longo do texto com a realidade brasileira também.

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O Relatório desse ano começa mostrando o quanto ganha, em média, um médico  da atenção primária e um especialista nos EUA. Para o médico da atenção primária a média foi de: 195.000 dólares e para os especialistas, isso sobe para: 284.000 dólares.

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Assim como no ano passado, ortopedia permanece na liderança como especialidade de melhor remuneração, e ainda com um leve aumento comparado ao ano passado. De acordo com o relatório desse ano, nos EUA, um ortopedista recebe aproximadamente 421.000 dólares por ano para o "patient care" que é basicamente os ganhos relacionados ao cuidado direto com o paciente (como consultas, por exemplo), ou seja, sem contar os ganhos correspondentes à serviços como perícia, vendas de produtos, palestras e outras atividades. Nessa parte, os ortopedistas também lideram o ranking recebendo uma média de 29.000 dólares por ano.

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Em segundo lugar, permanece a cardiologia, também com um leve aumento comparado ao ano anterior (376.000 dólares por ano). Mas, em terceiro, a urologia (que antes ocupava essa posição), cai para sétimo e dá lugar à gastro com média de ganho anual de 370.000 dólares.

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Entre as dez primeiras, como nos anos anteriores, ainda permanecem anestesiologia, cirurgia plástica, radiologia e dermato.

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Confira aqui o ranking com as médias de cada especialidade da pesquisa:

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\"Compensation

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Esse ano, a pediatria passou a ocupar a última posição no ranking, acompanhada por medicina da família e endocrinologia. Mas a novidade é que também houve um modesto aumento na média de remuneração anual dessas especialidades. Principalmente em relação à medicina da família, que no ano anterior a média foi de 176.000 dólares por ano e agora subiu para 195.000.

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Outro dado interessante da pesquisa é que a infectologia foi a especialidade que mais cresceu de um ano para o outro. O aumento nos ganhos desses especialistas foi de 22% (passou de 174.000 para 213.000). Um aumento um pouco mais modesto também foi verificado em outras especialidades, principalmente nas que mais atuam em hospitais, como: pneumologistas com 15%, emergencistas e patologistas com 12%.

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Aqui no Brasil, um estudo do site de empregos Catho, traz uma pesquisa datada do ano passado também, com as médias salariais mensais das 15 especialidades médicas mais bem pagas.

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O primeiro lugar do ranking é ocupado pela cirurgia plástica com rendimento médio de 18. 564,06 reais por mês.

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Em segundo e terceiro lugar estão o cirurgião geral e o ortopedista, com rendimentos mensais de 15.975,62 e 14.353,50 reais, respectivamente.

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Confira o ranking completo aqui:

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\"Ranking

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Além da remuneração, esse estudo brasileiro também mostrou o impacto da qualificação na remuneração final do médico no Brasil. Os médicos que tem mestrado/doutorado, ou que falam inglês fluente, por exemplo, ganham mais do que os que só possuem graduação ou os que apenas tem o inglês básico.

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Em relação aos médicos que possuem mestrado/doutorado por exemplo, essa diferença de média salarial mensal chega a ser 3 vezes maior do que os que possuem apenas a graduação: 12.084,48 contra 4.690,91 .

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Para os que possuem MBA  e pós-graduação/especialização as médias salariais mensais foram de 9.061,76 e 8.690,91, respectivamente.

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Voltando à pesquisa do Medscape, esse relatório de 2015 traz ainda outras informações interessantes, como a porcentagem de médicos que trabalham como empregados e os que são "self-employed"  (os que tem consultório próprio, por exemplo). De acordo com a pesquisa, 63% dos médicos se declararam "empregados", contra apenas 32% que disseram trabalhar apenas no consultório particular. Esses números corroboram para o aumento que se verificou nas taxas de emprego em hospitais também, que aumentaram de 11% para 64% em dez anos (2004-2014). Além disso, comparando esses dados entre homens e mulheres, a grande maioria das mulheres (72%) preferem trabalhar empregadas, por um salário, a ter o seu próprio consultório. Enquanto que, em relação aos homens, essa diferença é um pouco mais discreta (59% são empregados, e 36% tem consultório particular).

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Apesar de a maioria dos médicos trabalharem empregados, verificou-se que a média de remuneração dos que possuem consultório particular é bem maior: 329.000 dólares para os "self-employed" comparado a 258.000 dólares por ano dos que estão empregados.

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Novamente em relação aos gêneros, homens ainda continuam ganhando mais do que mulheres. De acordo com o relatório, isso acontece provavelmente porque mulheres tendem a ter uma jornada de trabalho  menor do que a dos homens (com menos dias por semana e menos horas por dia), e as mulheres tendem a trabalhar em especialidades que não tem as melhores remunerações, como ginecologia/obstetrícia, pediatria e endocrinologia. Essas três são as especialidades que as mulheres mais exercem nos EUA: nas duas primeiras, 50% dos especialistas são mulheres, e na endócrino essa porcentagem é de 44%.

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No Brasil,  de acordo com a pesquisa Demografia Médica de 2013, promovida pelo CFM, os dados revelam que a especialidade mais ocupada pelas médicas brasileiras é a dermatologia, em que a imensa maioria dos especialistas são mulheres (72,9%). Logo em seguida, vem a pediatria, com 69,6%. E  em terceiro e quarto a genética médica e a endocrinologia (correspondendo a 66,5% e 65,0% de mulheres atuando como especialistas nessas áreas, respectivamente).

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Outro dado que chamou atenção no Relatório do Medscape, é o fato de que apesar dos ortopedistas, cardiologistas, cirurgiões plásticos e urologistas serem as especialidades mais bem remuneradas, eles não são os que mais se sentem bem remunerados. De acordo com a pesquisa, apenas 42% dos ortopedistas disseram se sentir bem recompensados, seguidos por 44% dos cirurgiões plásticos e cardiologistas. Em primeiro lugar no ranking de satisfação com a remuneração, estão os dermatologistas com 61%, seguidos pelos emergencistas e patologistas com 60% cada.

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Em relação à satisfação geral com a carreira profissional, os dermatologistas, emergencistas e patologistas também ocupam os primeiros lugares, bem como os psiquiatras.

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E quando os entrevistados foram perguntados: "Se  fariam tudo de novo?", os ortopedistas, cirurgiões plásticos, e radiologistas foram os que menos escolheriam a medicina como profissão novamente. Enquanto que, ocupando o primeiro lugar, 73% dos médicos de família disseram que sim, que poderiam escolher a medicina novamente como profissão.

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Se quiser conferir o relatório completo do Medscape, clique aqui.

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Por fim, percebemos uma leve melhora na remuneração médica de um ano para o outro.Também foi possível observar o quanto o investimento em qualificação é essencial para uma melhor remuneração, principalmente aqui no Brasil mesmo. A qualificação do médico brasileiro, como especializações/fellowships no Brasil ou no exterior, mestrado, doutorado, além de trazer os benefícios para uma melhor prática médica, de ser mais bem visto pelos seus pares e pacientes, verifica-se que  o médico também ganha, de fato, financeiramente.

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Fontes:

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http://www.medscape.com/features/slideshow/compensation/2015/public/overview

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http://www.medscape.com/features/slideshow/compensation/2014/public/overview

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http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-15-maiores-salarios-na-area-medica

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http://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/demografiamedicanobrasil_vol2.pdf

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