{"status":200,"response":{"result":"PUBLIC_ARTICLES_RETRIEVED","data":{"count":1,"content":[{"id":"60dd52d22e7d246cbe4d9d5b","updated":"2021-07-02T11:00:00.850Z","created":"2021-07-01T05:29:53.810Z","statuses":{"approval_status":"approved","publish_status":"published","visibility_status":"public","has_pending_changes":false,"is_pinned":false,"is_paywall_disabled":true,"scheduled_date":"2021-07-02T11:00:00.027Z","rejection_reason":null},"metadata":{"location":"home","location_slug":"blog","content_type":"post","publish_date":"2021-07-02T11:00:00.850Z","likes_count":0,"bookmarks_count":0,"comments_count":0,"score":"2021-07-02T11:00:00.850Z","sharing_title":"TROMBOSE VENOSA: O que você precisa saber","sharing_description":"Neste artigo você vai descobrir os principais fatores de risco que a trombose venosa pode causar!\n\nCaracterizada pela existência de trombo em uma veia e a resposta inflamatória que se desenvolve na parede deste mesmo vaso. É a solidificação do sangue no leito vascular, podendo ocorrer também no interior das câmaras cardíacas em um indivíduo vivo. \n\nLeia o artigo completo na íntegra, e saiba como acontece a trombose venosa, quais os tratamentos e meios de prevenção.\n\nAcesse agora mesmo a comunidade Academia Médica!\n\n#trombosevenosa #trombose #vasossanguíneos #medicos #academicosdemedicina #saúde #academiamedica","sharing_image":"https://58b04f5940c1474e557e363a.redesign.static-01.com/f/images/f24253dc9df36f06898e6a64eed87a7c90696002.png","tag_ids":["5936cb14a0df0168491e5e36","593f127e11eebc073efd4a0b","60bcb73a0653e121c2da9531","60dd52d12e7d246cbe4d9d59","60dd52d22e7d246cbe4d9d5a"],"author_user_id":"60dd36ee07ad1439a3321026","moderator_user_id":"60da048792cc322a080f3e3d","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a","course_id":null,"course_module_id":null,"group_id":null,"version":1,"shares_count":1,"tags":[{"id":"5936cb14a0df0168491e5e36","title":"medicina","slug":"medicina","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"593f127e11eebc073efd4a0b","title":"estudante de medicina","slug":"estudante-de-medicina","fixed":0,"app_id":"56e066bd9cbb047348354ea6","account_id":"58b04e55e9dd6944b5ee4daf","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"60bcb73a0653e121c2da9531","title":"trombose","slug":"trombose","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"60dd52d12e7d246cbe4d9d59","title":"tvp","slug":"tvp","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"},{"id":"60dd52d22e7d246cbe4d9d5a","title":"vasos sanguineos","slug":"vasos-sanguineos","project_id":"58b04f5940c1474e557e363a"}]},"content":{"title":"TROMBOSE VENOSA: O que você precisa saber","slug":"trombose-venosa-o-que-voce-precisa-saber","cover_image":"https://58b04f5940c1474e557e363a.redesign.static-01.com/l/images/6ee53dc50b925866b1ed8b751f4817991a0696bb.png","headline":"A trombose venosa é caracterizada pela existência de trombo em uma veia e a resposta inflamatória que se desenvolve na parede deste mesmo vaso. É a solidificação do sangue no","main_content":"

A trombose venosa é caracterizada pela existência de trombo em uma veia e a resposta inflamatória que se desenvolve na parede deste mesmo vaso. É a solidificação do sangue no leito vascular, podendo ocorrer também no interior das câmaras cardíacas em um indivíduo vivo. 

Fisiopatologia 

É frequente que os três mecanismos da Tríade de Virchow sejam os causadores da trombose, sendo eles:

  1. Lesão endotelial - ocorre a exposição da membrana basal, sobre a qual as plaquetas se aderem e são ativadas, iniciando a formação do trombo.

  2. Alteração do fluxo sanguíneo - modificações na velocidade do sangue e na turbulência são fatores importantes na gênese do trombo. 

  3. Aumento da coagulabilidade do sangue - resulta de aumento do número de plaquetas, maior disponibilidade de fatores pró-coagulantes e redução de inibidores da coagulação.

Principais fatores de risco 

Quadro clínico e diagnóstico 

Trombose venosa superficial 

Consiste em um evento que acomete a circulação superficial a partir da formação de um trombo. Paciente apresenta inflamação, com a visualização de uma veia superficial palpável e nitidamente endurecida, acompanhada de dor, edema e rubor.O diagnóstico é eminentemente clínico, feito a partir da história clínica somada ao exame físico adequado. Em casos de dúvidas ao diagnóstico, o paciente deve ser submetido ao USG Doppler Venoso. 

Trombose venosa profunda (TVP)

Consiste na formação de trombo em veias profundas, principalmente nos membros inferiores e na pelve. Pode ser assintomática porém o paciente normalmente apresenta dor e edema assimétrico e aumento da temperatura do membro acometido, podendo possuir paresia ipsilateral ao membro acometido. 

Diagnóstico para TVP: Realizado por dados clínicos somados a exames de imagem. Durante a anamnese são avaliados os Critérios de Wells (imagem 1) e somados a sua pontuação, em seguida, se necessário, são realizados o teste D-dímero e USG Doppler assim como demonstrado no esquema (imagem 2).

Imagem 1 - Critérios de Wells. Resultados: 2TVP provável ou <2TVP improvável

Imagem 2 - Esquema para realização de exames e possível diagnóstico de TVP

Exames utilizados:

Sinais clínicos durante o exame físico  

Sinal de Homans - Dor na perna, com a dorsiflexão do pé

Sinal de Olov - Dor à palpação da musculatura da panturrilha

Sinal da Bandeira  - Empastamento da panturrilha (menor mobilidade quando comparada à panturrilha do outro membro)

Sinal de Bancroft - Dor à palpação da panturrilha contra a estrutura óssea

Sinal de Denecke Payer - Dor na panturrilha ao empurrar o hálux contra o paciente

Prevenção e tratamento não medicamentoso 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo, patologia. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

  2. Kalil, Jorge Agle et al. Investigação da trombose venosa na gravidez. Jornal Vascular Brasileiro [online]. 2008, v. 7, n. 1 [Acessado 1 Julho 2021] , pp. 28-37. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1677-54492008000100006>. Epub 24 Abr 2008. ISSN 1677-7301. https://doi.org/10.1590/S1677-54492008000100006.

  3. GROSSMAN, Sheila; PORTH, Carol M. Porth fisiopatologia. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

  4. PORTO, Celmo Celeno. Clínica médica na prática diária. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

  5. Pitta, Guilherme Benjamin Brandão e Gomes, Rosamaria RodriguesA frequência da utilização de profilaxia para trombose venosa profunda em pacientes clínicos hospitalizados. Jornal Vascular Brasileiro [online]. 2010, v. 9, n. 4 [Acessado 1 Julho 2021] , pp. 220-228. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1677-54492010000400003>. Epub 09 Fev 2011. ISSN 1677-7301. https://doi.org/10.1590/S1677-54492010000400003.

  6. KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins Patologia Básica. 9 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

 

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A trombose venosa é caracterizada pela existência de trombo em uma veia e a resposta inflamatória que se desenvolve na parede deste mesmo vaso. É a solidificação do sangue no leito vascular, podendo ocorrer também no interior das câmaras cardíacas em um indivíduo vivo. 

Fisiopatologia 

É frequente que os três mecanismos da Tríade de Virchow sejam os causadores da trombose, sendo eles:

  1. Lesão endotelial - ocorre a exposição da membrana basal, sobre a qual as plaquetas se aderem e são ativadas, iniciando a formação do trombo.

  2. Alteração do fluxo sanguíneo - modificações na velocidade do sangue e na turbulência são fatores importantes na gênese do trombo. 

  3. Aumento da coagulabilidade do sangue - resulta de aumento do número de plaquetas, maior disponibilidade de fatores pró-coagulantes e redução de inibidores da coagulação.

Principais fatores de risco 

Quadro clínico e diagnóstico 

Trombose venosa superficial 

Consiste em um evento que acomete a circulação superficial a partir da formação de um trombo. Paciente apresenta inflamação, com a visualização de uma veia superficial palpável e nitidamente endurecida, acompanhada de dor, edema e rubor.O diagnóstico é eminentemente clínico, feito a partir da história clínica somada ao exame físico adequado. Em casos de dúvidas ao diagnóstico, o paciente deve ser submetido ao USG Doppler Venoso. 

Trombose venosa profunda (TVP)

Consiste na formação de trombo em veias profundas, principalmente nos membros inferiores e na pelve. Pode ser assintomática porém o paciente normalmente apresenta dor e edema assimétrico e aumento da temperatura do membro acometido, podendo possuir paresia ipsilateral ao membro acometido. 

Diagnóstico para TVP: Realizado por dados clínicos somados a exames de imagem. Durante a anamnese são avaliados os Critérios de Wells (imagem 1) e somados a sua pontuação, em seguida, se necessário, são realizados o teste D-dímero e USG Doppler assim como demonstrado no esquema (imagem 2).

Imagem 1 - Critérios de Wells. Resultados: 2TVP provável ou <2TVP improvável

Imagem 2 - Esquema para realização de exames e possível diagnóstico de TVP

Exames utilizados:

Sinais clínicos durante o exame físico  

Sinal de Homans - Dor na perna, com a dorsiflexão do pé

Sinal de Olov - Dor à palpação da musculatura da panturrilha

Sinal da Bandeira  - Empastamento da panturrilha (menor mobilidade quando comparada à panturrilha do outro membro)

Sinal de Bancroft - Dor à palpação da panturrilha contra a estrutura óssea

Sinal de Denecke Payer - Dor na panturrilha ao empurrar o hálux contra o paciente

Prevenção e tratamento não medicamentoso 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo, patologia. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

  2. Kalil, Jorge Agle et al. Investigação da trombose venosa na gravidez. Jornal Vascular Brasileiro [online]. 2008, v. 7, n. 1 [Acessado 1 Julho 2021] , pp. 28-37. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1677-54492008000100006>. Epub 24 Abr 2008. ISSN 1677-7301. https://doi.org/10.1590/S1677-54492008000100006.

  3. GROSSMAN, Sheila; PORTH, Carol M. Porth fisiopatologia. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

  4. PORTO, Celmo Celeno. Clínica médica na prática diária. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

  5. Pitta, Guilherme Benjamin Brandão e Gomes, Rosamaria RodriguesA frequência da utilização de profilaxia para trombose venosa profunda em pacientes clínicos hospitalizados. Jornal Vascular Brasileiro [online]. 2010, v. 9, n. 4 [Acessado 1 Julho 2021] , pp. 220-228. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1677-54492010000400003>. Epub 09 Fev 2011. ISSN 1677-7301. https://doi.org/10.1590/S1677-54492010000400003.

  6. KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins Patologia Básica. 9 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

 

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