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Procrastinação médica: os 17 filmes médicos que você respeita

Procrastinação médica: os 17 filmes médicos que você respeita

Na história do cinema, a telona brindou os espectadores com extraordinários filmes médicos. Seja através de dramas de enorme carga emocional, de comédias escancaradas, de abordagens de enfermidades pessoais muitas vezes raras e até mesmo através de tragédias provocadas por epidemias.

Vários desses filmes médicos são inesquecíveis e tornaram-se referência, sendo lembrados constantemente em listas do tipo 10 Mais, 50 Mais, 100 Mais, seja pelo conteúdo, pelas imagens ou por frases inesquecíveis.

A seguir, selecionei alguns filmes considerados indispensáveis para assistir em seu tempo de folga. Se preferir livros, fiz uma seleção também. Confira!

 


1 - Um Homem entre Gigantes:

A seleção começa por um filme baseado em uma história real: “Um Homem entre Gigantes”, dirigido por Peter Landesman e com Will Smith no papel principal, atuação que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator.

O filme narra a história do Dr. Bennet Omalu, um neuropatologista forense que descobre uma severa enfermidade causada pelos constantes golpes que os jogadores de futebol recebem na cabeça durante as partidas. Determinado a expôr para o mundo a grave situação, ele trava uma guerra contra a poderosa NFL.                      

<< Um Homem entre Gigantes >>

 

2 - Bem-vindo a Marly-Gomont:

O filme  “Bem-vindo a Marly-Gomont” de Julien Rambaldi, conta a trajetória de Seyola Zantoko, jovem médico, que decide morar com a sua família no interior da França.

Mostrando as dificuldades, desafios e superações que a família Zantoko enfrentou na  pequena cidade de uma forma leve e com uma narrativa que mistura os momentos de drama sem tirar o humor do roteiro. É sem dúvida um filme que vai te fazer refletir, sorrir e se emocionar.

<< Bem-vindo a Marly-Gomont >>

 

3 - Um Estranho no Ninho:

Um ícone da década de 70: “Um Estranho no Ninho” (One Flew Over the Cuckoo´s Nest, de 1975), dirigido por Milos Forman (“Hair” e “Amadeus”), que ganhou o Oscar de Melhor Filme.

A película narra a história de Randle McMurphy, um presidiário soberbamente interpretado pelo “Iluminado” Jack Nicholson, que tinha como plano passar-se como louco para deixar de trabalhar na prisão. Entretanto, se vê em maus lençóis quando é obrigado a morar em um hospital psiquiátrico. Sua reação contra os desmandos da autoritária enfermeira Mildred Ratched é contagiante e o resultado da contenda "contamina" os espectadores.

<< Um Estranho no Ninho >>

 

4 - Mar Adentro:

Dirigido por Alejandro Amenábar, extrapola na sensibilidade, ao mesmo tempo que dá um tapa no preconceito e um soco no estômago. Com uma comovente interpretação de Javier Barden, é provocante e desafiador acerca das mais arraigadas críticas à eutanásia.

Baseia-se na história real de Ramon Sampedro, espanhol que durante 30 anos travou ferrenha batalha a favor da eutanásia e seu direito de morrer. O início da ária “Nessun Dorma”, anunciando o voo inconcebível do tetraplégico sobre o mar, é uma das cenas mais tocantes do Cinema.

No Oscar, venceu nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Direção, Ator e Atriz.

<< Mar Adentro >>

 

5 - Óleo de Lorenzo:

(Lorenzo´s Oil, 1993) é uma daquelas tristes histórias de um paciente que sofre de alguma enfermidade condenatória. É o relato sobre o drama de um garoto diagnosticado com uma rara doença que lhe confere a sombria perspectiva de sobrevivência: dois anos.

Seus pais (vividos por Susan Sarandon e Nick Note) não se conformam. E se transformam em pesquisadores, mergulhando nos mistérios do mal que afeta o filho, procurando por conta própria o bálsamo que possa curar a criança.

<< Óleo de Lorenzo >>

 

6 - Tempo de Despertar:

(Awakenings, 1990), de Penny Marshall, é outro filme que leva a plateia às lágrimas e que também causa revolta contra o “establishment”, a exemplo de “Um Estranho no Ninho”. O falecido Robin Williams, de tantos filmes brilhantes, como “Sociedade dos Poetas Mortos”, encarna um médico que luta para trazer de volta à vida pacientes afetados pela doença do sono.

A revolta dos espectadores se dá porque ele encontra uma possível cura para a enfermidade de Leonard Lowe, personagem magistralmente (como sempre) interpretado por Robert De Niro (“Touro Indomável”, “Taxi Driver”), que acorda após passar anos em estado de coma. Seu tratamento, porém, é contestado e Lowe tem uma recaída que não deixa ninguém esconder lágrimas. O filme baseia-se na vida do médico Oliver Sacks, falecido recentemente.

<< Tempo de Despertar >>

 

7 - M.A.S.H.:

Saindo diretamente dos dramas para uma visão diametralmente oposta: “M.A.S.H.” (“Mobile Army Surgical Hospital” ou em tradução livre "Hospital Cirúrgico Móvel do Exército") é uma brilhante e descarada comédia dirigida por Robert Altman em 1970.

Em clima de escracho total, conta o dia a dia de uma unidade médica militar em pleno campo de batalha na Guerra da Coreia, mas com claras alusões à Guerra do Vietnã. No elenco, nomes grandiosos, como Elliott Gould, Donald Sutherland (pai do ator Kiefer), Tom Skerritt e Sally Kellerman, a inesquecível e perseguida enfermeira “Lábios Quentes”.

Ganhou a Palma de Ouro em Cannes, o Globo de Ouro na categoria Melhor Comédia (71) e o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado (71), além de inspirar a aclamada e homônima série exibida de 1972 a 1983.

<< M.A.S.H >>

 

8 - O Homem Elefante:

A dramática e comovente história de John Merrick (com o ator John Hurt extremamente maquiado), acometido de neurofibromatose múltipla, com 90% do corpo deformado, foi levada às telas pelo diretor David Lynch, o mesmo de "Twin Peaks" e outras “estranhezas”, em 1980.

“O Homem Elefante” (“The Elephant Man”), obra-prima em preto e branco, narra a triste vida de um homem com aparência assustadora nos tempos vitorianos da Inglaterra no final do século XIX. Antes de ser salvo e resgatado em sua dignidade pelo médico Frederick Treves (Anthony Hopkins). É no hospital que se libera emocional e intelectualmente, revelando-se um ser humano que sabe falar e ler, é bom, gentil e com extrema sensibilidade.

Um detalhe curioso e que não dá para imaginar: o filme foi produzido pelo comediante Mel Brooks e seu roteiro baseia-se na história real de Joseph Merrick, que viveu nos arredores de East End, em Londres.

Três cenas emocionantes: 1 – Quando o Dr. Treves vê Merrick pela primeira vez e chora; 2 - Quando o monstro fala: “Meu nome é Merrick. John Merrick”; 3 - Quando acuado no banheiro, após ser caçado, grita por socorro: “Eu não sou um elefante! Eu não sou um animal! Eu sou um ser humano! Eu sou um homem!”.

<< O Homem Elefante >>

 

9 - Rain Man

Outro clássico da cinematografia, Tom Cruise encarna Charlie, um jovem astuto e ganancioso que somente se aproxima de seu até então desconhecido irmão Raymond (Dustin Hoffman). O motivo? Raymond é um autista que tem uma inteligência matemática fantástica. E que ainda por cima é herdeiro de 3 milhões de dólares. Então, Charlie enxerga aí a oportunidade para se valer do irmão para tentar faturar alto.

Mas, para além da maldade humana, o filme enfoca as peculiaridades de uma enfermidade que muitas vezes é ininteligível tanto para familiares dos pacientes quanto para os médicos que não têm afinidade com a Psiquiatria. Dirigido por Barry Levinson, em 1988.

<< Rain Man >>

 

10 - Quase Deuses:

(“Something the Lord Made”), dirigido por Joseph Sargent em 2004, conta a história real de Vivien Thomas, interpretado por Mos Def, um negro, marceneiro recém-admitido como um prático de laboratório após a Grande Depressão de 1930 nos Estados Unidos, que devastou todas as economias destinadas às faculdades de Medicina.

Sua vida se transforma depois de conhecer o Dr. Alfred Bablock (Alan Rickman), cirurgião chefe da Universidade Johns Hopkins, que ao notar sua inteligência e criatividade, enquanto trabalhava como faxineiro, o chama para trabalhar em uma parceria fora dos padrões dos anos 30 e que culminaria em uma das maiores descobertas da Medicina.

Um dos feitos da improvável dupla foi o desenvolvimento do método para a correção da Tetralogia de Fallot, narrado em uma história pontuada pelo preconceito racial e pela superação, com um desfecho desafiador para a hierarquia médica da época.

<< Quase Deuses >>

 

11 - Contágio:

(“Contagion”), filme de 2011, dirigido por Steven Soderbergh e com elenco grandioso: Jude Law, Laurence Fishburne, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Matt Damon e Marion Cotillard.

Relata com fidelidade o processo de disseminação e controle de grandes pandemias, sendo possível observar uma doença sob diversos aspectos. Um vírus letal, altamente contagioso e transmitido pelo contato com pessoas infectadas ou com objetos que estas tenham tocado, aterroriza o planeta pela velocidade com que é disseminado. A Comunidade Científica busca o desenvolvimento de uma vacina para uma possível cura.

<< Contágio >>

 

12 - Hippocrate:

Dirigido por Thomas Lilti, em 2014, traz no elenco Vincent Lacoste, Reda Kateb, Jacques Gamblin, Félix Moati e Marianne Denicourt. O filme narra a trajetória de Benjamin, que se julga predestinado a ser um grande médico. Carrega consigo esta certeza, entretanto, sua primeira experiência como interno na enfermaria do hospital onde seu pai trabalha não sai conforme esperava.

A responsabilidade é imensa, principalmente diante da presença paterna constante. Além disso, seu parceiro de internato, um médico estrangeiro, é muito mais experiente que ele. Benjamin se vê diante do desafio de enfrentar seus limites para crescer na profissão e amadurecer para a vida.

<< Hippocrate >>

 

13 - Patch Adams – O Amor é Contagioso:

(“Patch Adams”, 2001), filme dirigido por Tom Shadyac que conta a história real de Hunter “Patch” Adams, médico norte-americano que ficou célebre por adotar uma metodologia inusitada no tratamento de seus pacientes. Rapidamente inspirou toda uma sociedade, culminando com a fundação do Instituto Gesundheint em 1972. Na telona, Robyn Williams encarnou o médico.

<< Patch Adams - O Amor é Contagioso >>

 

14 - Coisas belas e sujas:

(“Dirty Pretty Things”), dirigido por Stephen Frears em 2003, conta a trajetória de um médico (Chiwetel Ejiofor), imigrante ilegal vindo da Nigéria e que descobre o lado desagradável da vida em Londres ao se deparar com o tráfico ilegal de órgãos.

Um filme que desnuda a cruel realidade do mercado negro da saúde, não apenas na Europa, mas também no mundo.

<< Coisas belas e sujas >>

 

15 - O Físico:

(“The Physician”, 2013), película baseada no romance de Noah Gordon e que narra a história de Rob J. Cole, o jovem aprendiz que decide embarcar na maior aventura de sua vida e parte para a exótica Pérsia, onde pretende encontrar e estudar com o lendário médico, cientista e filósofo Ibn Sina.

Aí aparecem as amputações relâmpago, extrações dentárias, curandeirismo, apendicites, peste negra e catarata, retratando todo o exercício de busca de aprendizado que coloca o médico na busca e na investigação para alcançar respostas. No elenco: Tom Payne, Ben Kingsley e Stellan Skarsgåard, sob a direção de Philipp Stölzl.

<< O Físico >>

 

16 - Mãos Talentosas:

(“Gifted Hands: The Ben Carson Story”, 2009), levado ao cinema pelas mãos do diretor Thomas Carter e estrelado por Cuba Gooding Jr., Kimberly Elise e Aunjanue Ellis, narra a história de Ben Carson, que superou o preconceito devido à cor e à pobreza, para se tornar um talentoso e reconhecido neurocirurgião.

O filme relata sua vida de criança, quando se considerava burro por tirar notas muito baixas, tempo em que todos zombavam dele por causa disso. Mas, sua mãe sempre o incentivava e assim reuniu forças para resistir e superar todas as dificuldades, chegando a ser o melhor aluno da sala. Formado, tornou-se o primeiro médico a conseguir separar gêmeos siameses craniópagos com sucesso e, depois de contribuir para o avanço da Medicina de maneira brilhante, foi professor emérito de Cirurgia Neuropediátrica da Johns Hopkins University.

Ben Carson criou um centro de operações neurológicas e pelos seus trabalhos foi aplaudido e reconhecido nos Estados Unidos.

<< Mãos Talentosas >>

 

17 - O Escafandro e a Borboleta:

(The Diving Bell and the Butterfly, 2007), considerado uma obra prima por seu brilhantismo e sensibilidade, retrata a história real de Jean-Dominique Bauby, editor da revista “Elle”, que depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) fica totalmente paralisado, mexendo apenas o olho esquerdo. Para vencer a chamada “Síndrome do Encarceiramento”, recebe ajuda e passa a se comunicar com as pessoas piscando as letras do alfabeto.

Chamam a atenção os movimentos de câmera que, com imensa sensibilidade, permitem que o telespectador assuma o ponto de vista do paciente. Outro destaque do filme é a abordagem fria da angústia e do comportamento dos médicos e de seus familiares em relação a ele. Dirigido por Julian Schnabel, traz no elenco Mathieu Amalric e Emmanuelle Seigner.

<< O Escafandro e a Borboleta >>

 


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Pedro Nascimento
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Sou formado em medicina pela UFJF e consultor de conteúdo da empresa de desenvolvimentos de softwares para a gestão de clínicas e consultórios ProDoctor Software S/A.

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