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A pergunta de 7 bilhões de vidas!

A pergunta de 7 bilhões de vidas!

A autenticidade da medicina atual é a Vida.

Medicina não é pathos, não é doença, não é morte, não é desespero, não é sofrimento. É vida! Empenhamo-nos por ela todo every saint day. Sobrevivência faz parte do nosso instinto. Existência faz parte da nossa evolução. Reprodução faz parte da nossa biologia. Pensamentos fazem parte da nossa história. Prazer faz parte do nosso psiquê. Existir… reproduzir… pensar… ter prazer… aliados a algum propósito é o que nos faz ter algo pra chamar de vida.

Nós médicos sabemos bem como lutar, como empenhar, afinal perdemos e ganhamos lutas todos os dias. Numerosas lutas não forjam numerosas vitórias. Numerosas lutas forjam sabedoria, assim aprendemos cada vez mais como agir quando derrotados. E mesmo no calor da derrota, enquanto aprendemos e engolimos mais uma, ensinamos e confortamos outros a perder também.

Circunstâncias assim nos transformam semanticamente em paciente, seja no sentido de quem tem paciência, calmo, sereno, seja no sentido perseverante, obstinado, seja no sentido do enfermo, da pessoa doente. Sim! Calma e serenidade para aprender. Perseverança para tentar sempre o melhor e que da próxima seremos e estaremos melhores. Enfermos, pois somos empáticos ao sofrimento do outro.

 

“Somos todos pacientes”, escutamos. “Somos vulneráveis”, escutamos. “Nem tudo na vida é para sempre”, escutamos. “Aproveite cada segundo”, escutamos. “Ame cada momento e cada pessoa”, ESCUTAMOS.
Acreditamos?

“A vida é um sopro”, dizem. “Cuide bem da sua saúde”, dizem. “Viaje”, dizem. “A vida é uma só”, dizem. “Não desperdice sua vida fazendo o que não gosta ou se importando com quem não deve”, DIZEM.
Acreditamos?

Estudando sobre paliativismo e cuidado com pacientes paliativos, deparamo-nos com livros e textos que analisam e versam sobre arrependimentos mais comuns de pessoas sob este olhar clínico. Bem… Será que agora acreditaremos?

“Gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo e não a vida que os outros esperavam de mim…”

Disseram.

“Gostaria de não ter trabalhado tanto.”

Escutamos.

“Queria ter tido coragem de expressar meus sentimentos.”
Disseram.

“Gostaria de ter sido mais feliz.”

O entendimento que temos sobre o conceito de felicidade é singular! Felicidade é uma escolha diária e sem limites. Permanecer preso a padrões e hábitos nos limita. O medo de mudança faz com que finjamos para nós mesmos que estamos felizes, quando na verdade queríamos poder fazer outra coisa. Por muitas e muitas vezes percebemos tarde demais.
Bem… a saúde traz uma liberdade que poucos percebem.
Mais uma vez… dessa vez… acreditamos?

Deveríamos.

Empatia é internalizar e entender a dor do outro. Pego-me pensando… se fossemos mais empáticos, será que acreditaríamos mais? Eu acredito que sim.

Fascinada por tecnologia que sou, obviamente, não podia deixar de citar sobre tal. Temos aplicativos, dispomos de dispositivos de monitorização e de alerta, colorimos, estabelecemos metas, facilitamos, “gamificamo-nos”, abusamos do Design Thinking, experimentamos o famoso User Experience Design, mas…

Como médica e como ser humano falível que sou me pergunto a todo momento como engajar as pessoas a existir, reproduzir, pensar, ter prazer com algum propósito, enfim a VIVER. Afinal de contas, medicina se trata de vida e nós escutamos, nós dizemos, mas nós não acreditamos.

A célere pergunta de um milhão de dólares todos sabem, mas essa é a pergunta de 7 bilhões de vidas.

Como fazer as pessoas acreditarem?

 


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