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Existe vida após a faculdade de medicina?

Existe vida após a faculdade de medicina?

Um jeito disruptech de pensar.

Medicina sempre foi aquela fruta que quis provar pra saber como é. Nem sei quantas pedras joguei para que aquela fruta caísse. Entre tantas dúvidas, erros e acertos em 6 anos na tentativa de pegar aquela fruta, consegui. Mas sabe aquela manga que falta sal? Pronto! Estava nesse nível, até me dando hipotensão! Passei por muita gente necessitada, por muitos serviços, alguns até via alguma solução “rápida, suja e barata”, mas pensava “Alguém já pensou e não deu certo. Não é possível!”.

Esse sal que faltava veio com poucos meses antes da formatura, foi chegando aos poucos, mas firme e em quantidade pra matar um hipertenso. Minha apresentação ao mundo de Design Thinking e Inteligência Artificial me fez ter um pico hipertensivo. Não sei se essa pressão mais alta aumentou meu fluxo sanguíneo cerebral, mas com certeza me fez enxergar um mundo muito maior que o meu. Daí pensei: Essa é minha manga com sal gourmetizada! Bora trabalhar! Acabei tendo formação em Design Thinking pelo Massachussetts Institute of Technology, o famoso MIT! Um sonho que não sabia que tinha.

Ainda logo após formar já me deram um banho de cuidado centrado no paciente, com Kelly da Patient Centricity Consulting. Era o caminho! Parecia um quebra-cabeça se formando, nunca fui fã de Lego, mas virei nesse momento. As ideias não paravam de chegar. Outro universo abrira naquele momento. A empatia, a visão do paciente em todo processo do cuidado, um evento tipo Florence 2.0.

O terceiro pico hipertensivo foi tão disruptivo quanto. Um movimento pesado que vem acontecendo sobre Inteligência Artificial, Machine Learning e Health Big Data me pegou de jeito. Aprendendo Python, R e regressão linear depois do Design Thinking e cuidado centrado no paciente tinha certeza que teria uma crise convulsiva. Mas o que veio foi uma sensação de bem-estar misturado com ansiedade. Que coisa boa! Inclusive recomendo pros recém-formados.

“Ah, mas ela só fez estudar!”. Não! Pulei de paraquedas, voei de balão e de helicóptero, tive experiências fantásticas nesse período, que me fizeram ser uma médica 2.0, empática, inovadora e disruptiva. Ah, tenho só 8 meses de formada!

O fato de não ter tido um derrame ou infarto com todas essas crises me fez ter certeza de que isso é pra mim. Devem vir mais picos por aí, mas tenho a certeza de que posso mais. Ajudar os pacientes, ou quem sabe os “Techpatients” seja meu verdadeiro sal, o sal da vida. Que venham diversos outros 8 meses. E muita coisa sobre isso tudo ainda vou continuar falando.

 

 


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