O Novo Segmento da Desospitalização e suas Oportunidades
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O Novo Segmento da Desospitalização e suas Oportunidades

Embora haja excelentes iniciativas em desospitalização no setor público, este artigo trata apenas da saúde suplementar. 

Estamos no início de grandes transformações no segmento da desospitalização no Brasil. Os players atuais estão se reestruturando, crescendo, enquanto há importantes entrantes, chegando com muita força e capacidade financeira.

Empresas de Home Care estão abrindo Hospitais de Transição e Retaguarda, ou unindo-se a parceiros que já tinham as suas operações. Trata-se de um movimento irreversível e muito positivo, pois são ofertas distintas e complementares, que precisam deixar de serem tratadas como concorrentes. 

Hospitais de Transição e Retaguarda estão crescendo e aumentando a sua capilaridade, pois esta oferta de serviços ainda está muito concentrada nas grandes capitais brasileiras, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Movimentações de expansão já vem sendo anunciadas.

Começamos a observar pequenas iniciativas que nos deixam otimistas, pois nos trazem a esperança de atingirmos, talvez não tão rapidamente, o que acreditamos ser o melhor desenho de atendimento: o cuidado integrado. 

Critérios de elegibilidade precisam ser discutidos e estabelecidos, pois há, naturalmente, pacientes com diferentes necessidades de atendimento ou tratamento, as quais dificilmente podem ou devem ser oferecidas por uma única instituição. 

Entre outras boas iniciativas, podemos destacar:

Operadoras de Planos de Saúde ressignificando o conceito de "médico da familia", não necessariamente com este nome;

Hospitais gerais, e também os de Transição e Retaguarda, estabelecendo expectativas sobre Alta com familiares de pacientes potenciais a longa permanência, desde os primeiros dias da internação;

Empresas contratantes de planos de saúde aliadas a empresas gestoras ou se envolvendo verdadeiramente na gestão de seus custos com saúde;

Maior aproximação entre Hospitais Gerais e Operadoras;

Maior aproximação entre Hospitais de Transição e Retaguarda, e empresas de Home Care, com Operadoras;

Uma conscientização cada vez maior sobre a necessidade urgente da busca por soluções inovadoras. 

Em meio a este cenário promissor, novas oportunidades de emprego estão sendo geradas, possibilitando que os profissionais da saúde possam expandir seus horizontes, atuando de forma mais especializada e dedicada, como é o caso de fisioterapeutas, fonoaudiologos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, médicos e enfermeiros especializados em cuidados paliativos, por exemplo. 

Há ainda muitas questões a serem direcionadas e desenvolvidas, como é o caso das empresas de Senior Living, os chamados Residenciais, dentro deste conceito de Cuidado Integrado, pois aparentemente ainda há a necessidade de se equalizar assuntos ligados às fontes pagadoras. 

Com a organização deste setor podemos esperar um melhor aproveitamento de recursos ou a redução de custos, novas oportunidades de emprego e trabalho, e uma diminuição da judicialização na Saúde. 

Vamos trabalhar e acompanhar os bons resultados! 

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André Villas Bôas

André Villas Bôas

Especialista em vendas, marketing, inovação e administração hospitalar. Foco no desenvolvimento de pessoas, na estruturação de novos negócios e em relacionamentos estratégicos. MBA pelo ITA e pela ESPM. Conselheiro de Administração pelo IBGC.

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