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Um "gift" chamado fibromialgia

Quando cedemos não somos fracos, pelo contrário, porque aguentar tudo é impossível!

Sou um ser humano que todos dias luta numa batalha entre meu corpo e meu ser.

O meu ser quer aguentar tudo, acha que nada mudou, mas meu corpo diz que não. Ele diz que eu mudei, não faço o que fazia antes, tenho dores, cansaço, não sou mais como era. Mas quem é, né!? E aí, meu ser percebe que precisa aceitar, precisa ser forte. Eu choro, grito por dentro, porque é difícil aceitar o invisível...

Quando as minhas defesas caem é o momento em que eu me escondo do mundo. Quero me proteger, não quero chamar a atenção. Só preciso de apoio e compreensão. Há dias muito bons, outros melhores, outros piores e aqueles bem piores... Às vezes sinto incompreensão, falta de empatia, mas isso não se vê, então eu compreendo.

Isso existe, isso transtorna! Querer fazer algo e faltar força, querer andar ao acordar e sentir o corpo travado, como se tivessem pedras machucando os pés, as mãos – o peso do mundo nos ombros – muitas vezes tentar recordar coisas e não conseguir. Esquecer sobre o que estava falando no momento em que se está falando. Coisas banais do dia a dia ficam difíceis algumas vezes.

Mas eu ganhei isso de presente da vida e sei que existe algum motivo. Sou grata por esse gift (que é difícil de carregar, viu...) porque isso me fez descobrir o quanto sou forte, resiliente e capaz de aguentar a dor que vier. Lidar com ela como parte do meu ser e sem jamais esquecer que todos sentem dores e nenhuma delas é menor que a minha.

Especialmente por me ensinar que não sou uma vítima e que posso ser ainda mais forte e resiliente a cada dia, em tudo na vida, apesar de tudo. Só me observe...

Eu só tenho uma vida e não vou permitir que a fibromialgia me tire a alegria de viver.

Academia Médica
Mônica Mendes
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Sou Designer Gráfica e Gerente de Projetos por formação, corredora por amor e aqui sou a "Paciente Profissional" porque "eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim..." (CRAVO E CANELA. Gabriela). Ou por falta de opção. Ou por ignorância.

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