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TP #28: O que esperar dos líderes da saúde?

TP #28: O que esperar dos líderes da saúde?

Quais devem ser as habilidades de um líder da saúde? No Troca de plantão nº 28 o bate-papo principal foi sobre este assunto, além do rotineiro plantão do caos com as últimas novidades sobre o Covid-19, os participantes comentaram e trocaram experiências sobre  Value-Bases Health Care, perspectivas e desafios da gestão em saúde.

O Troca de Plantão acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse e é transformado em Podcast para você que não pode participar conosco ao vivo. Dê o play aqui e curta conosco.

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº28 contou com os colegas Filipe ProhaskaMarilea AssisAna Panigassi, Ana Carolina Carvalho, Newton Nunes, Ursula Guirro, Nathália Nunes, Hélio Castello, Ana Paula Simões, Debora Fukino, Alexander Buarque, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

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Nossos heróis aqui do Troca de Plantão trouxeram as suas fofocas e a gente traz a sedimentação teórica para elas. Confira abaixo as referências que embasaram a discussão de hoje!

Bolsa sobe 1,97% e tem maior alta em duas semanas; dólar cai 0,62%

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Em meio a informações de que o governo teria chegado a um acordo com o Congresso sobre o Orçamento de 2021 e com um ambiente favorável no exterior, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 1,97%, a 117.518,44 pontos. Essa é maior alta desde o dia 17 de março, quando o indicador subiu 2,22%. 

Reinfecção por Covid-19 pode ser mais agressiva mesmo sem variantes, diz estudo

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As pessoas assintomáticas e as que apresentaram sintomas leves ou moderados de Covid-19 correm risco de reinfecção pela doença, mesmo que não tenham sido contaminadas por uma das variantes de preocupação, como a amazônica P1, além das cepas de Reino Unido e África do Sul. Nestes casos, o segundo contágio provoca uma resposta corporal inflamatória mais intensa e com sintomas mais fortes.

É o que mostra um estudo recém publicado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto D'Or de Ensino e Pesquisa (IDOR). O trabalho usou exemplos de reinfecções ocorridas no estado do Rio de Janeiro, que mostraram que pacientes desenvolveram sintomas mais agudos em relação à primeira infecção, mesmo não tendo sido contaminados com algumas das variantes de risco.

Com pandemia sob controle, Nova Zelândia começará vacinação em massa apenas no segundo semestre

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Considerado um dos países mais bem-sucedidos no controle da pandemia de Covid-19 no mundo, a Nova Zelândia só começará a vacinar sua população maciçamente no segundo semestre do ano, uma estratégia que contrasta enormemente com a  política "go hard, go early", (ou seja "seja duro, haja cedo") de prevenção, rastreamento e isolamento aplicada pela primeira-ministra Jacinda Ardern e sua equipe desde a primeira onda do coronavírus. A medida tem gerado críticas da oposição e dividido especialistas, mas boa parte dos neozelandeses permanece confiante.

Como a Nova Zelândia está usando uma estratégia de eliminação do vírus para controlar a Covid-19, há menos urgência para vacinar a população do que em países onde a pandemia é muito intensa e um grande número de pessoas está sendo infectado e morrendo a cada dia — disse ao GLOBO Michael Baker, professor da Universidade de Otago e um dos principais epidemiologistas do país.

Rede D’Or fecha aquisição de 51% de hospital Biocor, em BH

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A Rede D’Or anunciou a aquisição, por meio de sua afiliada Clínica São Lucas, de 51% do Biocor, hospital de doenças cardiovasculares, localizado em Belo Horizonte (MG). Segundo a empresa, a empresa tem valor de firma de R$ 750 milhões, do qual será deduzido o endividamento líquido.

Discurso do CFM é de quem não usa a ciência como norteador, diz presidente do Einstein

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Impactos de COVID-19 na saúde física, cognitiva e mental após hospitalização - um estudo de coorte prospectivo multicêntrico

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Foram identificados fatores relacionados à recuperação de uma admissão hospitalar com COVID-19 e quatro fenótipos diferentes relacionados à gravidade da saúde física, mental e cognitiva cinco meses depois. As implicações para o atendimento clínico incluem o potencial para estratificar o atendimento e a necessidade de uma abordagem pró-ativa com amplo acesso aos serviços clínicos holísticos COVID-19.

Existem 92 cepas do coronavírus no Brasil, afirma Fiocruz

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Segundo informações disponíveis na plataforma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — que apresenta dados de sequenciamentos da própria Fiocruz em associação com outros institutos — existem no Brasil, desde o início da pandemia, 92 variantes da doença.

O domínio de ligação ao receptor SARS-CoV-2 reconhece preferencialmente o grupo sanguíneo A

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A pergunta que vem motivando dezenas de pesquisas como essa, divulgada no último mês, é a seguinte: o Covid-19  tende mais a ser mais perigoso para algum tipo sanguíneo do sistema ABO — O, A, B ou AB? A resposta oferecida pela pesquisa,publicada em março na revista científica Blood Advances, foi a de que sim, o coronavírus mostra uma "forte preferência" em se ligar a proteínas que só o tipo sanguíneo A tem, particularmente aquelas presentes nas células respiratórias nos pulmões. O mesmo não foi observado em células dos tipos sanguíneos B ou O, também avaliadas.

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Covid-19 foi a terceira causa de morte nos Estados Unidos em 2020

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A Covid-19 foi a terceira doença que mais matou nos Estados Unidos no ano passado, atrás apenas de doenças cardíacas e do câncer. A informação está em um relatório provisório, divulgado na quarta-feira (31), pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). 

Os dados mostram que estas foram as 10 principais causas de morte em 2020:
1- Doença cardíaca
2- Câncer
3- Covid-19
4- Lesão não intencional
5- Acidente Vascular Cerebral 
6- Doença respiratória inferior crônica
7- Doença de Alzheimer
8- Diabetes
9- Influenza e pneumonia
10- Doença renal

O que esperar dos líderes da saúde?

Marilea ressaltou que um bom líder de saúde precisa entender as habilidades humanísticas, bem como de entender que estamos em um momento de mudanças e de tecnologias avançadas. Porém, alegou que ela por si só não é capaz de gerar valor, pois é necessário conectar com pessoas para que realmente faça sentido. Também disse que tem crescido muito a resolução de problemas complexos, mas é importante ouvir todas as perspectivas e entender o lado do trabalho rotineiro, do trabalho compartilhado e mais holístico. Além disso, comentou que a inteligência emocional será muito requisitada.

Filipe alegou que um gestor do futuro deve saber andar por todos os caminhos, inclusive pelos planos de saúde e funcionários, bem como inspirar a equipe e misturar conhecimento técnico de saúde e o "saber cuidar". Hélio ressaltou que estamos em um momento híbrido, ou seja, os equipamentos tecnológicos aliados a uma prática humanizada. Também trouxe a necessidade do gestor em ser "mais ouvido do que boca", e de conseguir atender o paciente fora dos muros de um hospital ou consultório.

Fernando, Alexander e Ursula ressaltaram a importância de um ambiente colaborativo, do respeito a experiência dos colegas e uma liderança ética e transparente. Newton levantou que é necessário conhecer a cultura da empresa, não deixar intermediários entre o líder e seu funcionário, conquistar a confiança da equipe, receber feedbacks e ter uma conduta que não discorde entre a palavra e a prática.

  • Medicina baseada em valor (VBHC)

Basicamente, o modelo considera a qualidade do serviço prestado ao paciente e o resultado de melhora de saúde obtido, bem como a satisfação do público atendido pelo sistema. Além disso, o conceito se baseia em uma visão de longo prazo. Como o foco não está na cura de doenças, e sim na melhora da saúde, é preciso elaborar ações preventivas e contínuas, com o objetivo de proporcionar uma vida mais saudável para o paciente. O foco é a relevância entregue aos pacientes, em vez do modelo tradicional voltado para o volume de serviços.

Ainda, para que o sistema funcione é fundamental promover os estímulos certos. Essencialmente, eles podem ser obtidos com uma remuneração que considere os índices de saúde das vidas cobertas pelo sistema, independentemente da quantidade de procedimentos necessários para alcançá-los. Como resultado, o foco passa a ser o cuidado com a saúde e não a cura de uma doença, por exemplo, se ocorre aumento da taxa de fumantes em um determinado grupo, o médico procurará diminuí-la de alguma forma para evitar os seus efeitos, ou seja, as ações preventivas assumem um maior grau de importância, pois são definitivas para atingir as metas estabelecidas como valor

  • Design na saúde

O design é muitas vezes associado a estética e forma de produtos. Mas design é muito mais que isso. O design também é verbo e está relacionado à atitude de projetar algo com foco nas necessidades das pessoas. A saúde pode se beneficiar dessa abordagem para solucionar problemas complexos por meio de processos criativos e focados na experiência do paciente e familiar. Partindo de 4 pilares: empatia, criatividade, colaboração e prototipagem rápida, o design pode auxiliar a saúde a inovar com foco nas pessoas.

Quando falamos de inovação, podemos pensar primeiramente no uso da tecnologia. No entanto, a tecnologia só faz sentido quando estiver resolvendo o problema de alguém e sua implementação só terá sucesso se for planejada considerando quem irá utilizar e usufruir dessa solução tecnológica. O design já ajudou a solucionar muitos problemas na saúde que vão desde reduzir número de cesárias desnecessárias, reimaginar as salas de espera de hospitais, melhorar a experiência de internação psiquiátrica, melhorar a troca de turno da enfermagem e projetar um hospital digital.

Venha conhecer mais sobre a abordagem do design e entender como você pode aplicar conceitos e ferramentas para inovar com soluções centradas nas pessoas.

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