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A gestão de crises e o coronavírus

A gestão de crises e o coronavírus

Segundo informe da Sociedade Brasileira de Infectologia, a categoria dos coronavírus já é descrita desde meados de 1960. Ele, na verdade, faz parte de uma grande família de vírus que podem causar desde resfriados – que podem passar despercebidos pelo corpo – até mesmo síndromes respiratórias mais graves que precisam de um acompanhamento médico mais intenso.

No dia 11/03/2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o estado da contaminação à pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). O Brasil está em estado de calamidade pública, onde várias medidas de isolamento e distanciamento foram tomadas - e continuam sendo tomadas - a nível federal, estadual e municipal.

No início dessa pandemia, o secretário do Partido Comunista Chinês em Wuhan disse que estava "dominado por um sentimento de culpa, de remorso e culpo-me", referindo-se à forma como administrou a crise viral nos seus primeiros dias. Assim também aconteceu com vários líderes mundiais, e até hoje vemos os reflexos de tais decisões.

Sem dúvidas, estamos diante da maior crise dos últimos tempos, afetando as nações a nível global, e com reflexos em todas as áreas da sociedade. E esta não será a primeira, e nem a última.

Uma crise pode acontecer a qualquer momento, com qualquer tipo de instituição, mesmo com um gerenciamento de riscos adequado. Mas é importante estar preparado para fazer a gestão da crise, caso ela ocorra.

Diante deste cenário, eu vou dar 4 dicas para que sua clínica ou hospital faça a adequada gestão de crise:

1. Tenha um manual de conduta. Definir quais são as áreas chave e o que elas devem fazer caso uma crise ocorra é de extrema importância, pois isso traz uma maior segurança e clareza em um momento de crise.

2. Defina um problema. O manual de conduta vai trazer diretrizes gerais, de forma que quando ocorrer uma crise, é importante definir qual é o problema central. Por exemplo, no caso da barragem de Brumadinho (MG), o problema central foi o rompimento da barragem, que desencadeou uma série de ações que foram (ou deveriam) ter sido tomadas pela empresa.

3. Defina as estratégias de comunicação. A comunicação é essencial neste cenário, porque há várias partes interessadas quando uma crise ocorre, quais sejam os funcionários da sua clínica ou hospital, autoridades governamentais, pacientes, sociedade, ou mesmo um país ou países (no caso do coronavírus).

4. Implemente um Programa de Compliance. A implementação do Programa de Compliance e o monitoramento desse programa quando feitos de forma robusta, também irão garantir que a gestão de riscos seja bem-sucedida, de forma que a crise tem grande probabilidade de ser evitada.

Portanto, antecipe-se. Não aguarde uma nova crise para começar a se preparar.

 


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Academia Médica
Paula Resende
Paula Resende Seguir

Advogada especialista em Compliance na Área da Saúde desde 2011. Professora. Palestrante. Instragram: @_paularesende

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