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As mais mortais epidemias de gripe da história

As mais mortais epidemias de gripe da história
Fernando Antônio Ramos Schramm Neto
Fernando Antônio Ramos Schramm Neto jul. 4 - 5 min de leitura
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A gripe vem recentemente sendo debatida como uma doença em segundo plano, em virtude da atual pandemia da COVID-19. Novas campanhas de vacinação eclodem ao longo do Brasil, somadas às propagandas disseminadas através dos meios midiáticos, visando conscientizar a população a respeito de tal perigo que ainda se faz presente.

Muito embora esteja sendo “ignorada” devido ao atual caos gerado pelo seu “concorrente” Coronavírus, a gripe constitui uma mazela que não deve ser ignorada pela população, que, apesar de nos encontrarmos num atual estado de quarentena, deve realizar esforços para garantir sua vacinação.

Por isso, trouxe alguns dos maiores episódios de epidemias e pandemias de gripe que marcaram a história da humanidade. Essa lista encontra-se organizada da disseminação mais branda até a mais horrenda que o ser humano já presenciou.

 

6º lugar: Gripe Aviária

O H5N1 figurou nas principais manchetes jornalísticas entre os anos de 1997 à 2004, abrangendo regiões do Sudeste Asiático, e posteriormente evoluindo para Europa e África. No entanto, o total de mortes geradas por tal vírus foi bem abaixo das demais, com cerca de 300 óbitos declarados. Um dos tristes desfechos desse período foi o extermínio de quase 1,5 milhões de aves infectadas.

 

5º lugar: Gripe Suína

Muitos até se lembram dos tempos dessa pandemia, ocorrente entre os anos de 2009-2010. Parecia ontem quando os noticiários da televisão anunciavam os primeiros casos ocorrentes no México, onde o vírus H1N1, que até então encontrava-se restrito à infecção de suínos, havia adquirido uma mutação que o permitia se proliferar em humanos. Não demorou muito para se disseminar pelas Américas e, posteriormente Europa, África e Ásia. Vitimou um total de 17 mil pessoas, sendo a grande maioria jovens.

 

4º lugar: Gripe Russa

Entre os anos de 1889 e 1890, a Rússia, o Uzbequistão e países do norte asiático noticiaram os primeiros casos de infecção pelo H2N2. Posteriormente, regiões da Europa e África também foram afetadas, totalizando cerca de 1,5 milhões de mortes no mundo. A pandemia acabou chegando ao Brasil, infectando, inclusive, o imperador D. Pedro II, que acabou se recuperando tempos depois.

 

3º lugar: Gripe Asiática

O vírus H2N2 surpreendeu o mundo entre os anos de 1957-1958, quando começou a gerar grande número de óbitos no norte da China, rapidamente se disseminando pela Ásia e Oceania, chegando ao resto do mundo tempos depois. Os cientistas até que tentaram buscar uma vacina da forma mais rápida possível, no entanto, não foi desenvolvida nenhuma solução para a pandemia, que acabou gerando um total de 2 milhões de óbitos.

 

2º lugar: Gripe de Hong Kong

Como o próprio nome já define, o principal local afetado foi Hong Kong, que na época contava com uma grande parte de sua população vivendo condições subumanas, em contato direto com animais, sobretudo aves infectadas pelo vírus H3N2, que não encontrou dificuldades para se disseminar por toda a região, se espalhando pelo mundo tempos depois, principalmente através de navios e aviões cargueiros. Totalizou cerca de 3 milhões de óbitos e foi marcada pela intensa febre e dor articular que gerava nos infectados.

 

1º lugar: Gripe Espanhola

Chegamos à maior pandemia de gripe da história, e um dos maiores eventos de extermínio gerados por vírus já presenciados pelo ser humano. A gripe espanhola foi tão impactante que até hoje é intensamente lembrada pelos meios midiáticos e pelos cidadãos que viveram e sobreviveram a ela durante o período.

Ela teve um início curioso logo após a Primeira Guerra Mundial, entre os anos de 1918-1919. Suspeita-se até hoje que a mesma tenha se originado nos Estados Unidos, com os soldados que retornaram da guerra, no entanto, o país se recusava a divulgar dados que comprometessem a visão que o mundo tinha sobre seu exército, que havia acabado de sair vencedor do conflito.

A Espanha, que havia sido um dos poucos países que ousaram divulgar dados que apontavam os ianques como sendo os causadores da pandemia, acabou se dando mal na história e sendo reconhecida como o “berço da Gripe Espanhola”, que acabou levando seu nome. Até hoje não se sabe a total verdade a respeito da origem dessa pandemia, que, gerada pelo vírus H1N1, totalizou aproximadamente 100 milhões de óbitos em todo mundo.

 

Referências Bibliográficas

1. Superinteressante. Gripe: quais foram as maiores epidemias da história. URL: https://saude.abril.com.br/medicina/gripe-quais-foram-as-maiores-epidemias-da-historia/. Arquivo capturado em 25 de abril de 2020.

2. SILVEIRA, Anny Jackeline Torres. A medicina e a influenza espanhola de 1918. Tempo, v. 10, n. 19, p. 91-105, 2005.

3. AUERBACH, Patrick; OSELAME, Gleidson Brandão; DE ALMEIDA DUTRA, Denecir. Revisão Histórica da Gripe no mundo e a nova H7N9. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, v. 2, n. 3, 2014.

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Fernando Antônio Ramos Schramm Neto
Fernando Antônio Ramos Schramm Neto

Estudante, Universidade Salvador

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