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CFM envia carta ao ministério da saúde solicitando garantia de vacina para 500 mil médicos

CFM envia carta ao ministério da saúde solicitando garantia de vacina para 500 mil médicos

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

OFÍCIO Nº 331/2021/GABIN/CFM

Brasília, 05 de fevereiro de 2021.

Ao Senhor

Eduardo Pazuello

Ministro de Estado da Saúde

Ministério da Saúde – MS

Assunto: Imunização de médicos – Covid-19

Senhor Ministro,

1. O início de 2021 foi marcado pelo anúncio de imunizantes para a covid-19, que representam uma esperança na luta contra essa doença. Após a aprovação de algumas vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Conselho Federal de Medicina (CFM) tem acompanhado a implementação da campanha de vacinação contra o novo coronavírus, iniciativa que conta com seu amplo apoio.

2. Desde o início do processo, o CFM tem recebido manifestações de médicos e de entidades médicas que acusam a dificuldade de acesso à vacina, apesar de o Programa Nacional de Imunização (PNI) ter incluído esses profissionais e os de outras categorias da saúde entre os grupos prioritários para receber as doses.

3. Os médicos relatam que autoridades municipais e estaduais têm priorizado apenas aqueles que atuam em determinados serviços, onde há atendimento de casos de covid19. Diante do exposto, o CFM, vem por meio deste solicitar ao Ministério da Saúde atue junto aos gestores locais para que as vacinas contra covid-19 sejam garantidas para todos os médicos brasileiros.

4. Essa preocupação e pleito do CFM se justificam por questões epidemiológicas e de planejamento, às quais devem ser consideradas em um momento como o atual, onde os recursos humanos em saúde são de extrema importância. A seguir, elencamos nossos argumentos:

  • Independentemente do local de atuação (hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais), todos os médicos registrados nos Conselhos de Medicina atendem a milhões de brasileiros adoecidos pela covid-19, ou portadores assintomáticos da doença, sendo imprescindível, portanto, que estejam devidamente amparados no plano de priorização;
  • Com a grande maioria da população brasileira ainda suscetível à infecção pelo vírus, é prioritária a manutenção do funcionamento e da força de trabalho dos serviços de saúde e, portanto, a inclusão de todos os médicos nos grupos de maior risco para agravamento e óbito;
  • A vacinação da totalidade de população médica deixa já uma força de trabalho preparada para assumir os postos na linha de frente do atendimento da covid-19, a qual está exposta a riscos como o adoecimento pela covid-19 e outras causas, como o estresse e a síndrome de Burnout;
  • Ao minimizar a letalidade e o adoecimento dos médicos, de uma forma em geral, a vacinação desses profissionais fortalece o sistema de contenção do coronavírus, evitando a rotatividade e as licenças, o que contribui para manutenção dos serviços de saúde em sua totalidade, com a realização de consultas, exames e procedimentos para pacientes de todos os tipos de doenças;
  • Levantamento realizado pelo CFM mostra que até 31 de dezembro de 2020 um total de 516 médicos morreram em decorrência da contaminação pelo coronavírus. Com este dado, calcula-se que a taxa de mortalidade entre a população médica é quase 10% maior do que na população geral.

5. Com este pleito, o CFM chama a atenção do Ministério da Saúde para uma questão estruturante no enfrentamento da covid-19, cuja solução fortalecerá os esforços para oferecer diagnósticos e cuidados para todos os brasileiros.

6. Certos de que os esforços e a união de todos, e as conquistas do conhecimento médico e científico auxiliarão na superação desta crise sanitária, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se coloca à disposição para o que se fizer necessário, inclusive dispondo de unidades físicas dos Conselhos Regionais de Medicina por todo o País para amparar esta ação de imunização da classe.

Atenciosamente,

MAURO LUIZ DE BRITTO RIBEIRO

Presidente

 


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