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CNPq aprova projeto de realidade virtual e metodologias ativas para área de saúde

CNPq aprova projeto de realidade virtual e metodologias ativas para área de saúde

Neste mês de fevereiro, o CNPq, por meio do seu programa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora, aprovou um projeto de pesquisa focado na criação de uma metodologia para treinamento na área de saúde usando simuladores virtuais. Ela é baseada em conceitos envolvendo personalização do aprendizado e metodologias ativas, como Problem Based Learning e ensino híbrido. Além da aplicação de mobile learning e micro learning. O foco do projeto é a qualificação e avaliação continuada de enfermeiros e técnicos em enfermagem.

A premissa desse treinamento virtual é colocar o profissional de saúde em situações da sua rotina de trabalho para que ele possa praticar sua atitude ou reagir conforme o seu entendimento pessoal. Essa reação, muitas vezes instintiva, provavelmente acontecerá de acordo com o nível de conhecimento já adquirido e o stress que ele esteja vivenciando durante o período que está realizando as atividades. Importante salientar que não é uma única atividade isolada, mas sim, uma trilha de aprendizagem que irá gerar a possibilidade de identificar as atitudes desse profissional. Inclusive, buscando adequá-las para a cultura organizacional da instituição de saúde em que ele atua.

A proposta da simulação é agir como um “termômetro” de medição de desempenho e atitude cabendo, a equipe de gestão de pessoas, a melhor decisão para o direcionamento do profissional que está sendo qualificado. Seja um encaminhamento direto para um supervisor, uma mudança de atribuição ou de posto de trabalho, entre outras possibilidades. Com esta tecnologia, também é possível, auxiliar no trabalho de recrutamento e seleção conforme os roteiros de treinamento desenvolvidos. Além disso, pode ser aplicado como avaliação “prática” de conteúdos já instruídos aos colaboradores por meio de aulas teóricas e material escrito.

Os simuladores virtuais de forma geral permitem aumentar a frequência dos treinamentos, o que impacta diretamente na memória muscular do profissional.

Também possibilita realizar esses treinamentos dentro dos próprios locais de trabalho o que evita deslocamento. Essa tecnologia permite treinar equipes menores de profissionais em sessões de curta duração durante o expediente normal sem precisar realizar horas extras. Simuladores podem possuir módulos adicionais para medirem a curva de aprendizado de cada profissional, além de possibilitar o acompanhamento da evolução por treinamento realizado facilitando a geração de indicadores de desempenho. Um outro aspecto importante é a integração e padronização das operacionalidades dos profissionais das equipes espalhadas fisicamente em diversos locais (cultura organizacional homogênea).

O projeto tem a parceria do Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) cuja proposta é fomentar a criação de uma linha de pesquisa aplicada envolvendo alunos de graduação e pós-graduação. O propósito é tornar o DIS um centro de referência na aplicação de sistemas baseados em simulação virtual para área de saúde.

 


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Antonio Valerio Netto
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Professor visitante em health data science e telemedicina na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Pós-doutor em analytics e biotelemetria pelo IEP Sírio-Libanês. Doutor em computação e matemática computacional pelo ICMC/USP.

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