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Finanças para médicos: como se preparar financeiramente para situações inesperadas

Finanças para médicos: como se preparar financeiramente para situações inesperadas

A vida reserva surpresas e nem sempre elas são agradáveis. Por isso, é preciso estar preparado para elas. Podem ocorrer (e muitas vezes ocorrem) situações em que a renda mensal pode ser reduzida ou mesmo pode cessar completamente por alguns meses. Podem ocorrer atrasos de pagamentos (muito comum atualmente com a crise política e financeira que o Brasil está vivenciando), demissão, falência de um negócio próprio, doenças ou necessidade de mudança de cidades e de emprego.

O que você faria se não pudesse mais trabalhar?

Caso alguma dessas situações aconteça e você não disponha de uma reserva de segurança, você terá que recorrer a empréstimos, ao cheque especial, ao cartão de crédito ou mesmo terá que mexer na carteira de investimento (caso já tenha uma) e, com isso, incorrerá em dívidas e pagará juros ou, ainda, terá que interromper o processo de criação de riqueza antes de se tornar independente financeiramente.

A reserva de segurança é uma provisão financeira alocada em investimento conservador, de baixo risco e de alta liquidez, que lhe permite resolver problemas financeiros de curto e médio prazos sem depender do salário ou outra fonte de renda ativa, nem recorrer a empréstimos ou soluções que causem endividamento. Ela é muito útil principalmente em épocas de crise ou de acontecimentos inesperados, que tenham repercussões negativas no patrimônio. Também é útil na proteção da carteira de investimento em tempos de crise, quando o preço dos ativos de renda variável que compõem a carteira poderão sofrer quedas acentuadas.

Os recursos usados para a compor a reserva de segurança virão do planejamento financeiro. O tamanho da reserva varia de acordo com as circunstâncias de vida de cada um, mas é aconselhável ter um montante capaz de pagar as contas por, pelo menos, 12 meses.

Por exemplo, suponha que a sua despesa mensal média seja de R$ 10 mil. Neste caso sua reserva de segurança deve conter, pelo menos R$ 120mil. Isto significa que você terá recursos suficientes para pagar as contas por um período de um ano, sem que precise se endividar, pagar juros ou mesmo mexer na carteira de investimentos. Esta reserva lhe dará tempo para se organizar até que a situação esteja normalizada.

Produtos adequados à reserva de segurança

Como o próprio nome já diz, os recursos da reserva de segurança devem ser aplicados em produtos de investimento que garantam liquidez e segurança, já que o dinheiro poderá ser usado a qualquer momento. Nesse caso, não se deve ter tanta preocupação com a rentabilidade, bastando que não se perca da inflação.

Atualmente existem três produtos no mercado que podem ser usados para aplicar o dinheiro da reserva de segurança. Deve-se buscar produtos que tenham rendimento diário e que possibilitem resgate automático, sem perda do rendimento do período.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Um produto que se adéqua a essas necessidades são os CDBs (Certificados de Depósito Bancários) pós fixados, com liquidez diária, resgate automático e que paguem pelo menos 100% do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro). Os CDBs têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de até R$ 250 mil por CPF/instituição, em caso de insolvência da instituição emissora.

Fundos DI

Outro produto que pode ser usado para remunerar a reserva de segurança são os Fundos Referenciados DI com baixa taxa de administração (de até 1% ao ano). Geralmente, eles já contam com liquidez diária e possibilidade de resgate em D+0 ou mesmo em D+1, e, por conterem Tesouro Selic em sua composição (esses fundos devem investir no mínimo 95% dos seus recursos em Tesouro Selic), apresentam alto grau de conservadorismo, o que significa baixo risco.

Tesouro Selic

Atualmente, o Tesouro Selic (antiga Letra Financeira do Tesouro ou LFT) tem sido um ótimo produto para compor a reserva de segurança. Como os demais títulos públicos, o Tesouro Selic tem liquidez diária, porém a variação desses títulos no mercado é baixa comparada aos demais títulos públicos. Não há limite de aplicação mínima, tais como alguns CDBs e fundos DI. A garantia é dada pelo Tesouro Nacional (considerada até mais robusta que a garantia do FGC).

 

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Academia Médica
Francinaldo Gomes
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Neurocirurgião. Mestre em Neurociências. MBA em Finanças e Gestão de Investimentos (FGV). Educador e Consultor Financeiro. Autor de livros e artigos sobre finanças e gestão. CEO da Saúde + Ação Educação e Consultoria Ltda. Visionário e Filantropo.

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