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Compreendendo a insuficiência respiratória

Compreendendo a insuficiência respiratória

Compreendendo a insuficiência respiratória

Enquanto você está iniciando a leitura desse texto, nós sabemos que inúmeros processos fisiológicos estão ocorrendo sob o controle neuroendócrino, inclusive a sua respiração que você não estava prestando atenção até esse momento em que a citei. E de forma didática podemos dividi-la em etapas que abordarei superficialmente, mas que será suficiente para o entendimento.

Iniciando com a ventilação, processo meramente mecânico de alteração da pressão interna da caixa torácica que provoca o deslocamento do ar ambiente para os pulmões e vice-versa por variações do gradiente de pressão. Ela que tem seu controle pelo centro respiratório no bulbo que por estímulos, principalmente, ao diafragma e aos intercostais externos, irá ativamente promover a expansão da caixa em todas as direções. Consequentemente, quanto maior o volume, menor a pressão, e o ar adentra pelas vias aéreas até o nível dos alvéolos pulmonares.

Nesse momento inicia-se uma segunda etapa: as trocas gasosas. Continuando, abordando apenas o necessário, o oxigênio se difunde pelas finas membranas alveolares pelo sangue e será carreado pelas hemácias e distribuído por todo corpo, onde ocorrerão mais trocas gasosas, porém agora do sangue para os tecidos.

Por fim, o oxigênio já nas células, ocorre a última etapa, um processo químico que é a respiração em si. Processo que utilizará o oxigênio nas mitocôndrias para geração de sua molécula energética o ATP, essencial para os processos celulares.

Esse breve resumo da fisiologia respiratória é suficiente para que se lembre dos diversos elementos que estão envolvidos para que o oxigênio ambiente se transforme em energia para o metabolismo celular. E sendo assim, se houver uma deficiência em algum desses níveis, que não sejam compensados, podemos dizer que temos uma insuficiência respiratória que será classificada a depender de que nível foi afetado e você poderá achar inúmeras classificações como: hipoxêmica, tipo I, parcial, alveolocapilar, distributiva, difusional, hipercápnica, tipo II, global, ventilatória, restritiva, obstrutiva e neuromuscular. Se apenas considerarmos o critérios fisiopatológico. Pois, se considerarmos o aspecto clínico ainda temos aguda, crônica e crônica agudizada.

Entretanto, não se preocupe que algumas classificações citadas são sinônimos e outras são subtipos, como você poderá ver na palestra que foi feita no EBRAMED que de bônus ainda tem os aspectos gerais da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) como exemplo para a insuficiência respiratória.

#MR INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA + DPOC


Espero que eu tenha sido claro, mas como foi o primeiro vídeo patológico e com convidado, fico aguardando as críticas e sugestões nos comentários. Então até a próxima semana com um pouco mais de conteúdo e informações no Medicina Resumida e bons estudos!

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