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COVID-19: A importância de se atentar aos fatores de risco

COVID-19: A importância de se atentar aos fatores de risco

Determinadas condições preexistentes em indivíduos sem a infecção viral por SARS-Cov-2 podem gerar fatores de risco que predisponham tal pessoa a desenvolver complicações após adquirir a doença. Algumas delas são:

Diabetes e Hipertensão

Nestas situações, há debilitação dos neutrófilos, o tipo de glóbulo branco mais numeroso em nosso corpo e que atua como nossa primeira linha de defesa diante de ameaças, como vírus e bactérias. Os neutrófilos envolvem e eliminam o invasor por meio da fagocitose, produzindo enzimas digestivas que o destroem. Quando os mesmos estão enfraquecidos, o organismo não consegue eliminar o Coronavírus tão rapidamente quanto necessário.

Câncer e Doenças Cardiovasculares 

O câncer também atua enfraquecendo o sistema imunológico, assim como seu tratamento quimioterápico, facilitando o vírus de atingir órgãos onde normalmente seria difícil de atuar em virtude do alto padrão de defesa imune, como pulmões, gerando uma forma grave de pneumonia, por exemplo. Já com relação às doenças cardiovasculares, a American Heart Association afirma que, quando os pulmões são afetados pelo SARS-Cov-2, um coração já doente precisa trabalhar ainda mais para bombear sangue.

Problemas Pulmonares e Asma 

A principal questão nesses casos é que, caso o vírus afete o pulmão, será um problema maior ainda para quem já possui tal órgão debilitado, favorecendo o surgimento de infecções bacterianas secundárias, e agravando os sintomas.

Alta faixa etária 

A imunidade naturalmente se reduz com o aumento da faixa etária. Sobretudo a partir dos 60 anos, o sistema imunológico tende a se deteriorar, num fenômeno conhecido como imunossenescência, o que prejudica a resposta inflamatória contra o vírus.

Demência e outros problemas neurológicos 

Aqui, o principal problema é o fato de poder haver complicações resultantes do SARS-Cov-2. Um exemplo é a grande quantidade de secreção respiratória que se acumula na garganta, com isso, pessoas com problemas neurológicos não percebem isso ou não têm força para cuspir ou tossir, podendo haver broncoaspiração e inundação dos pulmões.

 


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Fernando Antônio Ramos Schramm Neto
Fernando Antônio Ramos Schramm Neto Seguir

Atual graduando em Medicina pela Universidade Salvador.

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