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Demografia médica nacional 2013
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Demografia médica nacional 2013

Demografia médica nacional 2013

Neste momento estamos divulgando os resultados do estudo "demografia médica do Brasil II",  que anunciou o s resultados hoje, dia, 18/02/2013. Na segunda edição o estudo aponta ainda a brutal desigualdade na concentração de médicos no País. Com 2 anos de diferença para o último estudo, tivemos um acréscimo de quase 15000 médicos no total de registros estaduais. Isso demonstra que no momento temos 2 médicos por 1000 habitantes, um crescimento de 4,3% em um ano( a pesquisa foi realizada de outubro de 2011 a outubro de 2012).

Sem contar que existem 23 escolas médicas abertas que até então não formaram nenhuma turma. Elas, juntas, quando completarem 1 turnover do curso de medicina (6 anos) formarão aproximadamente 10000 médicos que se somarão aos mais de 100000 que estão na academia neste momento.

O número preconizado pelo governo e pela frente nacional de prefeitos é de 2,75 médicos por 1000 habitantes, o mesmo que o Inglês. Com o atual número de escolas médicas chegaríamos nessa estatística em menos de 10 anos. De uma forma sustentada, a produção em massa, desde que vigiada pelo Estado ( garantia da qualidade do curso), proporcionaria médicos suficientes e ambientados à realidade brasileira.

Pronto, sabemos que teremos médicos em número suficiente em 10 anos. O problema é saber se teremos locais de trabalho adequados e equipes multidisciplinares a postos, todos com remuneração digna para uma carga de trabalho adequada.

Em breve, faremos outras análises do documento. Sem mais, confira o texto veiculado no site do CFM. Não esqueça de baixar o documento na íntegra, no final da página!

Demografia médica no Brasil: A um passo de ter 400 mil médicos, o Brasil atinge a taxa de 2 profissionais por grupo de 1000 habitantes

Nos últimos 42 anos, o total de médicos no país cresceu 557,7% enquanto que a população em geral aumentou 101,8%; a razão médico/habitante também apresentou crescimento significativo

 demografiamedica_vol2_gr O número de médicos em atividade no Brasil chegou a 388.015 em outubro de 2012, segundo registros do Conselho Federal de Medicina (CFM). Com este número, se estabelece em nível nacional uma razão de 2 profissionais por grupo de 1.000 habitantes, confirmando-se assim uma tendência de crescimento exponencial da categoria que já perdura 40 anos. Entre 1970, quando havia 58.994 profissionais, e o último trimestre de 2012, o número de médicos saltou 557,72%. O percentual é quase seis vezes maior que o do crescimento da população, que em cinco décadas aumentou 101,84% (Gráfico 1). O país nunca teve tantos médicos em atividade, devido a uma combinação de fatores: mantém-se forte a taxa de crescimento do número de profissionais mais rápido que o da população, houve abertura de muitos cursos de medicina, com aumento de novos registros (mais de 4% ao ano), mais entradas que saídas de profissionais do mercado de trabalho, perfil jovem da categoria (baixa média de idade), além de maior longevidade profissional (alta média de anos trabalhados). Gráfico1 A perspectiva atual é de manutenção dessa curva ascendente. Enquanto a taxa de crescimento populacional reduz sua velocidade, a abertura de escolas médicas e de vagas em cursos já existentes vive um novo boom, o que sugere aumento significativo no volume de médicos a cada ano. Entre outubro de 2011 e outubro de 2012, foram contabilizados 16.227 novos registros profissionais.  Da mesma forma, houve aumento da razão de médicos por habitante. Em 1980, havia 1,15 médico para cada grupo de 1.000 habitantes no país. Essa razão sobe para 1,48, em 1990; para 1,72, no ano de 2000; atinge 1,91; em 2010; e chega a 1,95 médico por 1.000 habitantes no ano seguinte. O mais recente levantamento mostra que essa razão, em 2012, já é de 2/1.000. Desde 1980 (ao longo de 32 anos), houve um aumento de 74% na razão médico habitante (Gráfico 2).    Gráfico 2 É possível observar ainda que desde 1940, o segmento dos médicos tem mantido uma linha de crescimento continua e bem superior ao do restante da população. Isso fica evidente na análise dos números absolutos. Em três décadas - entre 1940 e 1970 -, enquanto a população cresceu 129,18%, o número de médicos passou de 20.745 para 58.994, aumento de 184,38%. Nos trinta anos que se seguiram (de 1970 a 2000), o total de médicos chegou a 291.926, um salto de 394,84%, contra um crescimento populacional de 79,44%. Nos últimos dez anos, até 2010, o efetivo de médicos chegou a 364.757, subindo 24,95% em uma década, contra um aumento populacional de 12,48%. Um olhar mais aguçado permite ver como estes dados se comportam ano a ano. Por exemplo, em 1982, o crescimento anual do total de médicos foi de 5,9%, enquanto o da população geral ficou em 2,2%, ou seja, quase três vezes superior ao de habitantes. Em 2010, a taxa de crescimento dos médicos alcançou 1,6%, enquanto o da população em geral foi de 0,9% (diferença de 77,8% a mais para o grupo de profissionais).

Tabela 1

Mais sete mil médicos a cada ano – Outro fator que contribui para o crescimento do número de médicos, segundo o estudo, é a diferença entre os novos registros de médicos e aqueles que saem, por aposentadoria, óbito e outros motivos, resultando em um crescimento natural dessa população no país. A diferença entre saída e a entrada forma um contingente de profissionais entre 6 e 8 mil novos médicos a cada ano (Tabela 1). O comportamento registrado no Brasil difere do de outras regiões do planeta. Na Europa, o número de médicos que se retiram do exercício profissional é maior por conta da faixa etária mais elevada dos médicos e da tendência de se optar por uma aposentadoria precoce. No Brasil, o grupo de médicos de até 39 anos representa 40,59% do total de profissionais na ativa, indicando uma concentração nas faixas mais jovens – o que sugere um tempo maior de permanência no exercício da profissão.  Acesse a íntegra da Pesquisa Demografia Médica no Brasil Vol 2 em PDF Fonte: CFM
Fernando Carbonieri

Fernando Carbonieri

Fundador da comunidade Academia Médica, que desde 2012 tem o intuito de expandir os horizontes falando o que a faculdade esqueceu de nos contar.

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