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É possível usar os dados do DATASUS para fazer gestão da desospitalização?

É possível usar os dados do DATASUS para fazer gestão da desospitalização?

Essa é uma pergunta que me fazem, com uma certa frequência, quando ficam sabendo que trabalho com Health Data Science. Normalmente, comento que esta é uma questão envolvendo Health Analytics e não especificamente a área que atuo. Neste tipo de pergunta, é possível utilizar a análise descritiva (descriptive analytics). O primeiro dos analíticos que cito em sala de aula e em palestras, quando falo dos “quatro cavaleiros do analítico”.

O analítico descritivo permite responder perguntas relacionadas ao que aconteceu durante um determinado período. Ao desenvolver indicadores chaves de desempenho, a análise das informações pode ajudar a rastrear atividades de sucessos ou fracassos. É possível gerar métricas especializadas para acompanhar o desempenho em setores específicos, como é o caso do ambiente hospitalar, ou mesmo identificar métricas necessárias para a análise e a melhoria da gestão. Esse processo requer coleta, processamento, análise e visualização de dados relevantes. Ele fornece uma visão essencial do desempenho no passado.

Contudo, fiquei intrigado em responder a essa pergunta e busquei montar um time de especialistas em gestão hospitalar e desospitalização para que juntos pudéssemos realizar uma pesquisa de campo. Além disso, fizemos uma parceria com a empresa Techtrials para utilizarmos uma ferramenta analítica chamada TT Hospital Explorer.

O resultado desse trabalho pode ser encontrado na edição 21 da Revista de Administração em Saúde. Publicamos o artigo “Aplicação de análise descritiva para compreensão das atividades de desospitalização de um hospital universitário de grande porte entre 2009 e 2019”. Neste artigo aplicamos a análise descritiva para identificar as atividades de desospitalização em um hospital universitário de grande porte da cidade de São Paulo (SP). O artigo também discorre sobre os principais conceitos correlatos entre a transição de cuidado e os indicadores de DRG (Diagnosis Related Groups), principalmente, taxa de reinternação hospitalar e eficiência do uso do leito.
Boa leitura!

 


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Antonio Valerio Netto
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Professor visitante em health data science e telemedicina na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Pós-doutor em analytics e biotelemetria pelo IEP Sírio-Libanês. Doutor em computação e matemática computacional pelo ICMC/USP.

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