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Imunoterapia no COVID-19 - Regeneron!

Imunoterapia no COVID-19 - Regeneron!

O SARS-CoV-2 vem dominando os noticiários e a ciência nos últimos 16 meses. Muitos tratamentos vêm em pesquisa, com resultados variados e muitas vezes discutíveis. A imunoterapia mostrou suas armas com o tocilizumab, as imunoglobulinas e agora dois inibidores de IgG1 em associação, imdevimab + casirivimab.

 

Em novembro do ano passado, o FDA aprovou de forma emergencial o uso de uma medicação para tratamento precoce contra a COVID-19. O Regeneron (Regn-Cov2) era a soma de dois anticorpos monoclonais com ação na resposta imunológica Th2, diminuindo a atividade da imunoglobulina IgG1, responsável pela opsonização e a resposta às doenças virais.

 

 

Parece um contrassenso bloquear a imunidade que nos protege contra o vírus, porém essa ligação é importante para desencadear a temida cascata inflamatória que culmina com o comprometimento pulmonar. Essas medicações são proteínas feitas em laboratório que simulam a nossa imunidade, impedindo que as coroas (spikes) do vírus se liguem às células humanas (veja o esquema no vídeo).

 

O próprio presidente Donald Trump fez uso desse tratamento, na época ainda experimental. Agora em abril, seguindo os protocolos da agência americana, o Brasil também autorizou o seu uso, seguindo alguns critérios clínicos:

 

  1. 12 anos ou mais;
  2. Mais de 40kg;
  3. COVID-19 leve a moderada;
  4. Realizar dentro de dez dias de sintomas;
  5. Algum tipo de comorbidade.

 

O estudo com quase 800 pacientes não hospitalizados mostrou que houve diminuição na evolução clínica dos pacientes em 81%, porém quando vemos o contexto como um todo, o custo benefício não parece ser tão interessante. O próprio estudo mostra que 9% dos pacientes contaminados pelo SARS- CoV-2 sem tomar nada (placebo) evoluíram para o quadro moderado a severo da COVID19, enquanto o grupo Imdevimab + casirivimab foi de 3%.

 

Os fatores de risco considerados para a indicação da medicação são bem amplos, como idade avançada, obesidade, doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar crônica, diabetes, asma, doença renal crônica, imunossuprimidos e doenças hepáticas crônicas.

 

Obviamente, o custo se torna proibitivo para a população, porém em algumas situações específicas deve ser cogitado. Temos visto um fator genético muito forte relacionado ao vírus. Talvez identificar grupos familiares que têm apresentando sintomas severos seja uma excelente triagem para definir os mais aptos e com melhores custo benefícios desse novo tratamento.

 

E você o que acha? Quais outros critérios poderiam ser incluídos para o uso dessa medicação?

 

 

Nome comercial – Regn-CoV2

Princípio ativo - Imdevimab e casirivimab

Empresa – ROCHE e Regeneron

Dosagem – 1.200mg (600mg + 600mg) infusão intravenosa única. Dose no Brasil

Efeitos colaterais – anafilaxia, reações infusionais, febre, calafrios, prurido, eritema, geografismo.

Preço – U$ 1.500 a U$ 6.500,00 (Pode chegar a quase 37 mil reais)

 

 

  • Filipe Prohaska Batista
  • Diretor Médico da Infecto Associados do Recife
  • Chefe da Triagem de Doenças Infectoparasitárias do Hospital Universitário Oswaldo Cruz / Universidade de Pernambuco
  • Professor Universitário Faculdade de Medicina de Olinda
  • Professor MBA
  • Empresário

 

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