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Manga com jaleco faz mal
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Manga com jaleco faz mal

Vestimenta sonhada por todo vestibulando de medicina, o jaleco representa um item importante tanto na proteção individual de acadêmicos/profissionais da saúde quanto dos pacientes. Porém, um estudo publicado pela Infection Control & Hospital Epidemiology relatou uma particularidade do jaleco até então contestada: profissionais que usam jalecos de manga comprida estão relacionados a uma maior exposição a patógenos, quando comparados aos profissionais que usam jalecos de manga curta.

O ensaio randomizado cruzado testou a hipótese de que a transmissão de agentes patogênicos ocorre com menor frequência em jalecos de manga curta quando comparado aos de manga comprida.

Um grupo de 34 profissionais de saúde foi escolhido para usar jalecos com mangas curtas ou mangas compridas, ambos com luvas, enquanto realizavam um exame padronizado de manequim em uma cama de hospital com uma mesa de cabeceira ao lado.

A mesa e a parte posterior do manequim estavam contaminadas com DNA viral. O exame físico incluiu a palpação e percussão do tórax e do abdome, muito comuns nos leitos de hospitais, com tempo de aproximadamente 2 minutos de duração. Depois do primeiro exame, os participantes lavaram as mãos por 30 segundos e colocaram luvas limpas antes de realizar um exame semelhante em um manequim não contaminado. Os jalecos foram os mesmos durante os exames consecutivos.

O teste de Fisher comparou a frequência de transferência do DNA para as mangas e/ou punhos do profissional para o manequim não contaminado nas simulações. A contaminação foi detectada significativamente mais vezes quando o profissional usava jaleco de mangas longas.

Para avaliar o potencial de transferência de agentes patogênicos pela mangas longas de jalecos em ambiente real, foram realizadas observações de grupos de médicos durante rondas. Foi observada a frequência de contato entre as mangas dos jalecos e pacientes ou materiais próximos aos leitos durante as visitas. Os punhos da manga longa entraram em contato com pacientes e/ou superfícies ambientais durante 31 das 71 (44%) interações físicas entre médicos e pacientes.

As superfícies ambientais que mais tocavam as mangas dos jalecos incluíam trilhos de cama, roupa de cama e cortinas de privacidade.

O estudo reconhece sua limitação no sentido de usar um marcador de DNA como sinalizador de contaminação em vez de um patógeno propriamente dito. Outra limitação reside na ausência de uma avaliação cujo objetivo seria se o uso de uniformes de mangas curtas reduz o risco de transferência de agentes patogênicos em um contexto clínico mais amplo, além de formas alternativas que garantam a manutenção da segurança do profissional da saúde na ausência das mangas.

Até então, as mãos e a partilha dos equipamentos portáteis de contato direto ou indireto eram consideradas as principais formas de transmissão de patógenos em ambientes hospitalares.

Porém, esta valiosa informação nos leva a acreditar que um simples “arregaçar as mangas” pode garantir uma maior segurança para nossos pacientes.

 

O artigo original está disponível neste link.

Bruna de Souza Tavares

Bruna de Souza Tavares

Acadêmica de Medicina na Universidade Federal de Viçosa

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