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O prazer de ficar sem carro em São Paulo
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O prazer de ficar sem carro em São Paulo

Amigos, transmito aqui uma reflexão que venho trabalhando há algum tempo. Já parou pra pensar se você considera prazeroso dirigir em São Paulo? E nas rodovias em torno de nossa cidade, é prazeroso viajar dirigindo? E sobre  possuir um carro, realmente é interessante ter um automóvel bom, importado e novo?

O trânsito engarrafado de São Paulo já não tem mais hora e sentimos na pele o quanto um deslocamento curto pode durar. Acelerar e brecar infinitas vezes, sem andar sequer 10 m, é uma atividade muito comum em nossas ruas. Além disso, é rotineiro vermos acidentes automobilísticos em nossos percursos, principalmente envolvendo motociclistas nas vias expressas. 

O rodízio municipal de veículos também pode limitar bastante o uso do automóvel, principalmente pra quem não é médico residente na cidade de São Paulo.

Como sabem, muitos novos radares foram instalados nos pegando de surpresa, por vezes quando passamos de meros 50 km/h.

E nas estradas, também não é comum sermos multados por descuidos em ultrapassar a velocidade máxima permitida ou por esquecermos de ligar o farol?

Essas percepções, aliadas ao alto custo de manutenção do carro, que em muito passam das despesas mais óbvias, como gasolina, estacionamento, desvalorização, IPVA, pedágio, seguro e manutenções, me fizeram vender o meu automóvel. Tomei essa decisão há cerca de oito meses e a mudança está sendo muito recompensadora. 

Durante a vida passei por uma evolução gradativa no que se diz respeito a sofisticação dos automóveis que possuía. Tive desde carro nacional 1.0 durante a faculdade, chegando a possuir uma BMW e, por último, uma Mercedes Benz. Foi uma grata surpresa descobrir que o melhor entre todas essas opções é não ter carro. Sim, nesse caso, o máximo da sofisticação é a simplicidade.

Além dos custos óbvios comentados acima, muitos esquecem que o carro é um grande passivo financeiro.  Você já parou pra pensar no custo de oportunidade de um de carro de R$90.000,00? Se esse dinheiro estivesse investido, qual seria a rentabilidade desse valor? Por esse ponto de vista, ao vender o automóvel, trocamos um grande passivo por um bom ativo. 

Outros custos muitas vezes ignorados, são relacionados com os riscos envolvidos com a direção. Você já parou pra pensar o  risco de atropelar um motoqueiro ou algum pedestre e ser responsabilizado a pagar uma indenização pelo dano causado?

Não são só os custos, a tranquilidade de não se preocupar em dirigir no trânsito maluco de nossa cidade, assim como com a manutenção do veículo e aonde estacionar também mostra-se reconfortante.  

Além disso, a possibilidade de aproveitar o tempo de deslocamento para atividades produtivas, foi também uma questão fundamental nessa decisão. No meu caso, consigo responder mensagens de pacientes, fazer ligações importantes e aproveitar o tempo para assistir aulas no celular. Qual o valor disso?

Os diversos aplicativos relacionados ao transporte urbano, inclusive aplicativos que comparam os preços mais baratos disponíveis, facilitaram de sobremaneira os deslocamentos dentro de nossa cidade. Quando eu tinha carro, usava esses aplicativos basicamente para ir a festas de forma a não precisar ficar mirabolando em quem iria voltar dirigindo após tomar um pouco de vinho.

Pensando no ponto de vista da coletividade, usar esse tipo de transporte pode diminuir significativamente o número de carros na rua e também a poluição ambiental envolvida com a emissão de gases tóxicos.

Claro que todos temos situações peculiares que podem facilitar ou não essa tomada de decisão. No meu caso, minha esposa continua tendo carro e, por vezes, seguimos juntos para alguma direção. Outro fator que contribui para essa logística é que, por enquanto, não temos filhos. Também, felizmente, temos poucas urgências médicas que exigem deslocamentos fora do horário comercial. Com certeza, essa situação contribui para a boa fluência do meu estado atual.

Muitos dizem que, em um futuro próximo, os carros terão menos lugares, serão todos movidos a energia elétrica e serão autônomos, isto é, sem motoristas. Teoricamente, isso diminuiria muito o número de acidentes, poluição sonora e ambiental e facilitaria muito a vida de todos. Como exemplo, boa parte desse texto escrevi enquanto estava sendo transportado. Na verdade, o motorista mostrou-se tão interessado no que eu ditava ao celular, que quase bateu o carro… foi uma viagem com emoção.

Mas e você, já parou pra pensar se realmente vale a pena manter seu carro?Abraço forte e até a próxima!

Bruno Rossini

Médico otorrinolaringologista

OTOVITA- São Paulo

www.otovita.com.br

Bruno Rossini

Bruno Rossini

Fundador da Clínica OTOVITA de Otorrinolaringologia em São Paulo. Apaixonado por estudar e ensinar assuntos relacionados com o desenvolvimento da carreira médica, sei da importância do conhecimento gerencial para o sucesso nessa jornada.

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