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Ômicron: o que sabemos sobre ela?

Ômicron: o que sabemos sobre ela?

Depois de um bom tempo em nosso país com o número de casos de infecção pela COVID-19 e de mortes caindo, eis que olhamos (com certa preocupação) para um novo aumento, aos poucos, da curva de infecção pela SARS-CoV-2 e as notícias de uma nova variante: a B.1.1.529 ou, popularmente chamada de Ômicron.

A função dessa publicação é trazer à tona as informações que já possuímos sobre a nova variante e estimular a troca de conhecimento à medida que forem surgindo novas informações, ou seja, se você gostou do texto, deixe seu comentário, mas mais do que isso, se surgir alguma nova informação na literatura, deixo esse texto para expor seu achado!

Hoje nós veremos um pouco sobre:

  • Panorama geral sobre a descoberta

  • Quais as suas alterações?

  • Qual a sua transmissibilidade?

  • Qual a gravidade da doença?

 

Panorama geral sobre a descoberta

O dia era 24 de novembro de 2021. A África do Sul relata a identificação de uma nova variante, denominada de B.1.1.529, posteriormente denominada de Ômicron (apesar de que, para a Organização Mundial da Saúde, o primeiro registro oficial vem de Botswana em 14 de novembro e depois foi surgir na África do Sul).

Depois disso, em primeiro de dezembro surge nos Estados Unidos e, infelizmente, já começa a ser encontrada na Europa, Austrália, Canadá (e outros países) e agora começa a ser registrada também no Brasil.

 

Quais as suas alterações?

A versão Ômicron do Novo Coronavírus conta com as seguintes mudanças estruturais detectadas (1):

  • 30 substituições de aminoácidos
  • 3 pequenas deleções (que é quando uma parte do seu DNA acaba sendo "cortada")
  • 1 pequena inserção (um ganho de material genético)

 

Qual a sua transmissibilidade?

Estudos apontam que a Ômicron tem maior taxa de transmissibilidade inclusive que a Delta*(1), mas ainda são necessários estudos mais avançados para confirmação plena.

*Nota: quando falamos que a taxa de transmissibilidade é maior, expõe-se que o contágio é mais fácil de ocorrer, mas não necessariamente é mais mortal pois, para constatar isso, outros estudos epidemiológicos também são necessários.

 

Qual a gravidade da doença?

Ainda não está tão claro na literatura o quão severa é a variante B.1.1.529, mas os dados que já possuímos da doença na África do Sul apontam que não há indícios de sintomas muito atípicos dos que já notamos nas outras variantes e muitos pacientes se apresentam assintomáticos(2). 

 

A função dessa publicação é iniciar o debate e o estímulo à pesquisa para saber com quem estamos lidando, sempre tendo como base fontes de pesquisa confiáveis. Por isso, peço que, comente o que achou do texto e, se tiver alguma nova fonte (CONFIÁVEL) de informação, por favor, coloque nos comentários.

 

Passado o recado, é interessante fazermos a seguinte pergunta:

 

O que muda em termos de cuidados que devemos ter contra a Ômicron?

A resposta mais simples é: nada.
Como assim? Já estamos cansados de ouvir sobre os cuidados que temos que ter em relação à COVID, e esses cuidados apenas um dia serão dispensados quando finalmente poderemos dizer "A COVID-19 foi vencida".

Enquanto o dia e essa maravilhosa notícia não chegam, quais os cuidados que temos que manter:

- Usar máscara sempre;
- Higienizar as mãos com álcool em gel;
- Fazer limpeza de utensílios com álcool borrifador sempre que possível;
- Evitar aglomerações;
- Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca (sempre usando o braço, porque se colocar a mão na frente, ela estará infectada e disseminará o conteúdo dela a outros lugares e pessoas) ;
- Tomar a vacina (inclusive as de reforço).

 

Lembre-se, ainda estamos em uma pandemia!

Deixe seu comentário e compartilhe para dar aquela força.

Muito obrigado!

 

Referências

1. National Center for Immunization and Respiratory Diseases (NCIRD), Division of Viral Diseases. CDC COVID-19 Science Briefs. Atlanta (GA): Centers for Disease Control and Prevention (US); 2020–. Science Brief: Omicron (B.1.1.529) Variant. 
Artigo disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34932278/

2. National Institute for Communicable Diseases. FREQUENTLY ASKED QUESTIONS FOR THE B.1.1.529 MUTATED SARS-COV-2 LINEAGE IN SOUTH AFRICA <https://www.nicd.ac.za/frequently-asked-questions-for-the-b-1-1-529-mutated-sars-cov-2-lineage-in-south-africa/>
Acesso: 07/01/2022

Imagem que ilustra o texto: Divulgação/National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID)

Academia Médica
Gabriel Couto
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Acadêmico de Medicina da Universidade Federal do Paraná Futuro geriatra!

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