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Os médicos puristas que me perdoem, mas adequar-se à tecnologia é fundamental
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Os médicos puristas que me perdoem, mas adequar-se à tecnologia é fundamental

Os médicos puristas que me perdoem, mas adequar-se à tecnologia é fundamental

Em momentos que a medicina brasileira esta a deriva vale a pena olhar um pouco para o futuro. Entender como a revolução da informação irá transformar a medicina é essencial para o médico não ficar parado no tempo. Saber como será o futuro da medicina pode ser a nova força motriz para nos especializarmos coda vez mais.

Leia a seguir como a Inteligência Artificial, os Prontuários Eletrônicos e os sensores médicos irão dar precisão à medicina

Daqui a 5 anos, médicos estarão em poder de uma variedade de tecnologias que os tornarão mais eficientes do que eles jamais foram. Médicos ou sistemas de inteligência artificial terão a habilidade de saber o quão saudável o paciente está. Talvez, poderá identificar as alterações antees mesmo dos próprios pacientes, graças a combinação de três fatores importantes: Inteligência artificial, Prontuários eletrônicos e a tecnologia de sensores.

Cada uma das tecnologias mencionadas tem profundidade suficiente para merecer um artigo próprio, e seu impacto na saúde acontecerão em diferentes momentos. Isoladamente elas possuem um potencial imenso, porém quando reunidas, as possibilidades para quebrar paradigmas são infinitas. A revolução do cuidado da saúde está acontecendo diante dos nossos olhos, e nós, como Médicos, podemos testemunhar a consagração da tecnologia, ou ser parte dela.

A inteligência artificial facilita a sobrecarga de informações

Para entender o potencial tremendo da Inteligência artificial, é importante observar dois eventos importantes da história. O primeiro foi em 1997, quando o projeto da IBM "Deep Blue" derrotou o campião mundial de xadrez Garry Kasparov. O segundo foi em 2011, quando "Watson", também da IBM, derrotou sem problemas  Brad Rutter e Ken Jennings no Jeopardy. Esses eventos foram importantes pois demonstraram que a inteligência artificial foi preparada, através de informações não estruturadas, para organizar e responder corretamente todas as tarefas dadas, em milisegundos, todas as vezes.

E como isso se aplica a medicina? A maioria dos médicos consegue ler, no máximo, 15 horas por mês, o equivalente a duas ou três Revistas Científicas. O Watson, por exemplo, consegue ler 4000 artigos ao mesmo tempo retendo toda a informação e criar algorítimos que miram e acertam qualquer cenário clínico. Finalmente ele extrai dados precisos e relevantes que elaboram o melhor manejo possível. Se um algorítimo leva a um cenário negativo, ele é descartado.

O Watson terminou a faculdade de medicina em uma semana, e agora está treinando em diferentes especialidades médicas, para um dia ajudar profissionais de saúde para oferecer a melhor atenção de saúde possível. " Será a medicina mais personalizada possível, porque será possível conhecer mais fatos sobre o paciente que qualquer outro médico ou sistema de saúde pode, e ao processar essa informação, o resultado será extremamente útil no cuidado a saúde daquele indivíduo em especial" falou Mark Kris, Chefe da Oncologia Torácica da New York's Sloan Kettering Cancer Center

O papel da medicina digital e dos prontuários eletrônicos

Os prontuários eletrônicos tem ajudado os profissionais de saúde a serem mais eficientes para oferecer um melhor cuidado. Ainda assim, esse tipo de organização documental que arranja datas de atendimento, check-ups laboratoriais, imagens e prescrições , são apenas a superfície do verdadeiro potencial dos prontuários eletrônicos.

O aspecto mais importante dos prontuários eletrônicos é que as informações provém da interação médico-paciente. Históricos de pacientes, notas de progresso, notas procedimento, resumos de alta, estão todos reunidos adequadamente para dizer perfeitamente a história do progresso do paciente e como as decisões da equipe médica desempenhou um papel neste processo.

Imagine uma visita clínica de 15 minutos, quando médicos necessariamente precisam de alguns minutos para absorver e digerir dias ou semanas de informação em poucos minutos - isso pode ser um pouco estressante. Assim, ao tomar vantagem da inteligência artificial que pode pegar a informação desestruturada ou estruturada e arranja-las em blocos de informações que o algorítimo de aprendizado considera de máxima importância para uma conclusão não tendenciosa. Isso pode permitir ao médico decidir entre diagnósticos diferenciais e intervenções terapêuticas.

Ao analisar registros médicos e mapear a informação pode produzir resumos estatísticos que ajudarão médicos a seguir tendências de uma coorte de paciente e identificar quem teve melhores resultados e porquê, e quem não teve. Isso tem máxima importância na análise de dados de guidelines ainda não estabelecidos. A analise dis dados pode criar algorítimos específicos que determinarão a melhor abordagem naquele paciente que sofre de circunstâncias muito particulares.

Sensores e tecnologias "vestíveis"

O mercado já possui uma grande variedade de sensores, e a mairoia de nós ja possui um. Cada um de nós e dono dos seus próprios dados específicos. Atualmente estes sensores podem nos dar a pressão arterial, número de incursões respiratórias, calorias queimadas, batimentos cardíacos, saturação de oxigênio, etc.

Graças aos biologistas computacionais, em breve estaremos testemunhando o aparecimento de startups de sensores bioquímicos. Esses novos sensores irão mirar na obtenção de perfis bioquímicos, hemogramas, enzimas cardíacas, e outros resultados laboratoriais pertinentes. O conceito de tele-monitoração mudará drasticamente e a telemedicina ascenderá como um foguete nos próximos anos.

O que isso significa? Com o desenvolvimento de plataformas adequadas, que incorporem todos esses dados e tecnologias, poderemos alertar pacientes ou desenvolver alarmes que recomendem a eles a procura por um médico, antes que as condições comecem a piorar. Isso leva a prevenção a um outro nível.

Se formos um pouco mais longe, isso fica mais interessante quando consideramos a incorporação dessas informações dentro dos prontuários eletrônicos que serão analisados por Inteligência Artificial. Se feito corretamente, poderemos identificar doenças muito detalhadas e específicas e fazer recomendações adequadas, tanto no estilo de vida do paciente quanto até mesmo para os medicamentos prescritos.

Criando um ambiente sólido para essas tecnologias para interagir entre si, forneceremos a base para uma plataforma que irá permitir mais as integração das tecnologias exponenciais emergentes e capacitar profissionais de saúde para prestar o melhor atendimento possível.

Essas mudanças acontecem em escala global e irão mudar a forma como a medicina é praticada no mundo todo. É uma revolução médica que vai conduzir à melhoria da qualidade de vida de milhões de pessoas. Não há nada mais emocionante e visivelmente crucial para a medicina, e que deverá ser alcançado, através do trabalho duro e do uso adequado da tecnologia médica

Qual sua opinião sobre o assunto? Como será a adaptação do médico de hoje as novas tecnologias da informação médica?

Fernando Carbonieri

Fernando Carbonieri

Fundador da comunidade Academia Médica, que desde 2012 tem o intuito de expandir os horizontes falando o que a faculdade esqueceu de nos contar.

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