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Podemos evitar um processo médico?
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Podemos evitar um processo médico?

Haveria um padrão de profissionais que são processados mais facilmente? Há atitudes conscientes ou não que facilitariam isso? No livro “ Blink- A decisão num piscar de olhos” de Malcolm Gladwell, essa temática é abordada de um modo simples e construtivo.

Diferentemente do que pensamos, o risco de se sofrer um processo não estaria tão relacionado aos erros cometidos por um médico, ou pelo seu grau de qualificação somente. Mas também se vincula ao modo que um médico trata seu paciente. Mas qual seria a forma “certa” de fazer esse tratamento?

 Conforme a advogada Alice Burkin, especialista em causas por negligência, em sua vasta prática, percebeu que as pessoas geralmente não processam os médicos dos quais verdadeiramente gostam , ou seja,  daqueles que traçam um vínculo muito positivo com elas.

  Além disso, o livro também nos trás a pesquisa médica  de Wendy Levinson , que analisou centenas de diálogos médicos- pacientes. Dividiram-se os médicos em dois grupos. No primeiro, os profissionais que jamais  foram  processados . Em contrapartida, a outra parte havia sido processada duas ou mais vezes . Por meio das conversas durante as consultas,  percebeu-se que o grupo dos “não-processados” ficavam um  tempo ligeiramente maior com seus pacientes, cerca três minutos  a mais: (18,3 minutos versus 15 minutos) mais precisamente conforme a pesquisa.

  Vale ressaltar que no grupo isento de processos, os profissionais frequentemente faziam comentários esclarecedores quanto aos passos da consulta e como seria sua conduta e ainda abriam espaço específico para responder dúvidas. Eles conduziam sua consulta com uma escuta ativa, visando a entender os detalhes do que lhes era dito e interagir com o paciente. Finalmente os médicos “não- processados” se mostraram engraçados ou pelo menos com  maior probabilidade de rir ao longo da consulta . A quantidade e qualidade em si das informações dadas pelos profissionais de ambos os grupos não teve uma diferença significativa quanto aos processos. 

  Diante disso, a interação médico-paciente pode ir muito além do que preconizado apenas nas aulas de propedêutica e sobretudo, diante dessas pesquisas, se mostra ainda mais relevante para a nossa prática profissional. Num contexto crescente de processos médicos, detalhes aparentemente simples podem ser o diferencial entre ter ou não uma prática médica mais tranquila.

Por Mísia Nogueira Altino -  8º Período Medicina Unimar. 

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