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Políticas Públicas de envelhecimento saudável na América Latina

Políticas Públicas de envelhecimento saudável na América Latina


A transição demográfica vivenciada nos países da América Latina sinaliza uma preocupação diante das futuras demandas necessárias à assistência da população idosa. Apesar disto, as iniciativas existentes parecem insuficientes para contemplar a demanda.

A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o período entre 2021-2030 como a Década do Envelhecimento Saudável, para fomentar as capacidades das pessoas idosas e promover a saúde através da abordagem educativa sobre estilos de vida saudáveis, segurança e saúde ocupacional ao longo da vida.
Segundo a ONU (com dados de 2020), a América Latina e o Caribe possuem aproximadamente 654 milhões de habitantes, sendo que deste total as pessoas idosas (acima de 60 anos) representam 13% da população.

Além disso, Chile, Argentina e Brasil apontam tendência de expansão no envelhecimento.

Em ritmos distintos, porém de forma generalizada, a transição epidemiológica iniciada a partir da década de 1970 ocorre na maioria dos países latino-americanos, consequência da queda da taxa de fecundidade e contínuo aumento da esperança de vida.

Vanessa Trintinaglia, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, autora do artigo Políticas Públicas de Saúde para o Envelhecimento Saudável na América Latina: uma revisão integrativa, juntamente com equipe, realizou análise de 37 artigos de acesso livre, originais e de revisão completos, referentes a políticas públicas para o envelhecimento saudável.

O estudo, publicado no periódico Revista Brasileira em Promoção da Saúde, considera que a análise do envelhecimento populacional tem a tendência a apontar efeitos negativos, como prevalência de condições crônicas potencialmente incapacitantes, possível dependência para os cuidados básicos de vida diária e o aumento da demanda por serviços de saúde. Vanessa defende que esses fatores representam um desafio aos sistemas de saúde e previdência social, especialmente nos países em desenvolvimento com menor disponibilidade de recursos para investimento.

A autora e a equipe chamam a atenão para algumas limitações dentificadas durante a pesquisa, como pequena quantidade de estudos oriundos de outros países além do Brasil. Esse fator, afirmam, não permite visualizar um panorama extensivo à realidade latino-americana em sua totalidade. Nesse cenário, consideram, é possível queos países da região não tenham evoluído na proposição de políticas públicas sustentáveis para a população idosa, mencionando ainda dificuldades financeiras e sociais.

Fonte
Trintinaglia, V., Bonamigo, A. W., & Azambuja, M. S. de. (2022). Políticas Públicas de Saúde para o Envelhecimento Saudável na América Latina: uma revisão integrativa. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 35, 15. https://doi.org/10.5020/18061230.2022.11762

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