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30 anos de SUS e o presente de grego

30 anos de SUS e o presente de grego

No ano em que comemoramos os 30 anos do Sistema Único de Saúde, o futuro do SUS é colocado em xeque diante de um novo projeto da Federação Brasileira de Planos de Saúde (Febraplan). O novo modelo, apresentado no dia 10 de abril durante o 1º Fórum Brasil – Agenda Saúde, aproveita-se da emenda de congelamento dos recursos públicos por 20 anos para iniciar uma desconstrução do SUS até 2038.

Utilizando-se da premissa de que o SUS não consegue absorver toda a demanda, a proposta é desviar metade dos subsídios do SUS para os sistemas privados de modo a melhorar e modernizar os centros de atenção terciária de saúde privados, reduzindo em 50% os  atendimentos pelo SUS e obrigando os brasileiros a aderirem aos planos privados de saúde. Ou seja, caso o projeto se concretize, os avanços em prol da cobertura universal em saúde promovidos pela criação do SUS voltariam a dar lugar a um modelo de saúde  acessível apenas para aqueles com carteira assinada.

Nesse sentido, pensando neste novo cenário, na história da saúde pública no Brasil e o que ela representa para este país, e nos valendo dos debates promovidos nos nossos fóruns mensais de discussão em saúde, a IFMSA Brazil propõe algumas reflexões para vocês:

  1. O que esta reestruturação no sistema público de saúde do Brasil implicaria na vida dos mais de 145 milhões de brasileiros e imigrantes que vivem hoje neste país e que dependem exclusivamente do SUS?
  2. Como poderíamos caminhar para a cobertura universal em saúde quando não democratizamos o acesso a ela?
  3. Qual o impacto da desconstrução da ideia de qualidade de vida como definição de saúde? É suficiente encará-la como um estado de “não-doença”?

É muito importante termos em mente que esclarecer que esse projeto foi apenas uma ideia apresentada pela Febraplan – e muito criticada por vários personagens na área da política e da saúde brasileira. Para que essa ideia se concretize há um longo caminho a percorrer, até que vire uma emenda de fato. Por isso é preciso que estejamos informados sobre novas discussões como esta para que possamos sempre refletir sobre a realidade da saúde 
pública no Brasil, quais seus desafios e como podemos ser agentes ativos e transformadores – tendo o cuidado para não cairmos em discussões vazias que não nos levam a lugar nenhum.

Pensamos em um futuro que depende do que acontece lá fora agora. Por isso trazemos essas reflexões e pensamentos sobre uma saúde pública que se encontra na UTI, a qual necessita de elementos muito além de proposições sobre o Sistema Único de Saúde.

O compromisso com a defesa do SUS é bandeira de defesa dos estudantes de Medicina da IFMSA Brazil.

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