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Quatro fatores que aumentam o risco de pessoas vacinadas adquirirem covid-19

Quatro fatores que aumentam o risco de pessoas vacinadas adquirirem covid-19

Imagine que você está completamente vacinado duas semanas após sua segunda dose da vacina contra covid-19 (independente da fabricante do imunizante). Mas se, mesmo assim, você ainda contrair Covid-19, você desenvolveu uma infecção. Em termos gerais, as infecções após a vacinação são semelhantes às infecções regulares em pessoas não vacinadas, mas existem algumas diferenças. Eis quais são:

Segundo o ‘covid Symptom Study’, se você estiver imunizado e desenvolver uma nova infecção, os cinco sintomas mais prováveis de você sentir são: dor de cabeça, coriza, espirros, dor de garganta e perda do olfato. Se você não foi vacinado, três dos sintomas mais comuns também são: dor de cabeça, dor de garganta e coriza. Outros dois sintomas da infecção regular são febre e tosse persistente.

Pessoas vacinadas também têm menores chances de necessitar de hospitalização durante o quadro da covid-19, além de desenvolver menos sintomas durante os estágios iniciais da doença e permanecerem doentes por um período menor de tempo.

Pode ser que o motivo para que a doença seja mais branda após a vacinação seja a redução das partículas virais no corpo do indivíduo, ainda que seja incapaz de evitar a infecção, afinal, nenhuma vacina tem eficácia de 100%.

O que aumenta os riscos de você contrair uma infecção mesmo vacinado?

1. Tipo da vacina

Cada tipo específico de vacina possui uma redução diferente de risco relativo, que nada mais é do que a medida do grau de redução do risco que alguém que se vacinou tem de contrair covid-19 em relação a não vacinados. Por exemplo, a vacina Pfizer reduz esse risco em 95%, já a AstraZeneca reduz esse risco em cerca de 70%.

2. Tempo de vacinação

O tempo decorrido após a vacinação também é importante. Pesquisas iniciais sugerem que a proteção da vacina Pfizer diminui ao longo dos seis meses após a vacinação. Por isso, debate-se tanto sobre as necessidades de doses de reforço.

3. Variantes

Outro fator importante é a variante do vírus que você contraiu. Ao enfrentar a variante delta, dados da Public Health England sugerem que a redução do risco relativo de duas doses da vacina Pfizer caem de 95% para 88%. 

4. Seu sistema imunológico

Os riscos também dependem do seu nível de imunidade, e é por isso que pessoas mais idosas ou imunocomprometidas têm mais riscos de contrair a doença.

Você precisa se preocupar?

Essas informações não devem ser interpretadas como: “as vacinas não funcionam”. Muito pelo contrário, apenas o fato de reduzir a necessidade de internação, tempo de doença e risco de morte, já é motivo suficiente para defender e difundir a tomada correta das doses, seja qual for o tipo do imunizante. Por isso, devemos seguir rastreando a redução do risco relativo e a eficácia com o passar do tempo das vacinas. 

 

Até termos dados mais concretos, continue usando máscara, lavando as mãos e aplicando álcool em gel. A pandemia ainda não acabou!

 

 


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Referências

  1. Ciaran Grafton-Clarke, Ranu Baral, Vassilios Vassiliou. Four factors that increase the risk of vaccinated people getting COVID [Internet]. The Conversation. 2021 [cited 2021 Sep 26]. Available from: https://theconversation.com/four-factors-that-increase-the-risk-of-vaccinated-people-getting-covid-166946 ‌
  2. What are the new top 5 COVID symptoms? [Internet]. Joinzoe.com. 2021 [cited 2021 Sep 26]. Available from: https://covid.joinzoe.com/post/new-top-5-covid-symptoms#part_1 ‌

 

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