Remuneração por Especialidade Médica - 2015
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Remuneração por Especialidade Médica - 2015

Remuneração por Especialidade Médica - 2015

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O Relatório de 2015 do Medscape sobre Remuneração Médica traz algumas boas notícias em relação ao ano anterior. A pesquisa, que foi respondida por quase 20.000 médicos de 25 especialidades diferentes, trata de temas como remuneração, número de horas trabalhadas, mudanças na prática médica relacionadas à reforma no sistema de saúde e satisfação dos médicos por especialidade.

Apesar da pesquisa tratar de dados norte-americanos, e a estruturação do sistema de saúde de lá ser bem diferente da que encontramos aqui no Brasil, algumas coisas não mudam tanto assim. Por isso, vamos tentar fazer um paralelo ao longo do texto com a realidade brasileira também.

O Relatório desse ano começa mostrando o quanto ganha, em média, um médico  da atenção primária e um especialista nos EUA. Para o médico da atenção primária a média foi de: 195.000 dólares e para os especialistas, isso sobe para: 284.000 dólares.

Assim como no ano passado, ortopedia permanece na liderança como especialidade de melhor remuneração, e ainda com um leve aumento comparado ao ano passado. De acordo com o relatório desse ano, nos EUA, um ortopedista recebe aproximadamente 421.000 dólares por ano para o "patient care" que é basicamente os ganhos relacionados ao cuidado direto com o paciente (como consultas, por exemplo), ou seja, sem contar os ganhos correspondentes à serviços como perícia, vendas de produtos, palestras e outras atividades. Nessa parte, os ortopedistas também lideram o ranking recebendo uma média de 29.000 dólares por ano.

Em segundo lugar, permanece a cardiologia, também com um leve aumento comparado ao ano anterior (376.000 dólares por ano). Mas, em terceiro, a urologia (que antes ocupava essa posição), cai para sétimo e dá lugar à gastro com média de ganho anual de 370.000 dólares.

Entre as dez primeiras, como nos anos anteriores, ainda permanecem anestesiologia, cirurgia plástica, radiologia e dermato.

Confira aqui o ranking com as médias de cada especialidade da pesquisa:

Compensation Report 2015

 

Esse ano, a pediatria passou a ocupar a última posição no ranking, acompanhada por medicina da família e endocrinologia. Mas a novidade é que também houve um modesto aumento na média de remuneração anual dessas especialidades. Principalmente em relação à medicina da família, que no ano anterior a média foi de 176.000 dólares por ano e agora subiu para 195.000.

Outro dado interessante da pesquisa é que a infectologia foi a especialidade que mais cresceu de um ano para o outro. O aumento nos ganhos desses especialistas foi de 22% (passou de 174.000 para 213.000). Um aumento um pouco mais modesto também foi verificado em outras especialidades, principalmente nas que mais atuam em hospitais, como: pneumologistas com 15%, emergencistas e patologistas com 12%.

Aqui no Brasil, um estudo do site de empregos Catho, traz uma pesquisa datada do ano passado também, com as médias salariais mensais das 15 especialidades médicas mais bem pagas.

O primeiro lugar do ranking é ocupado pela cirurgia plástica com rendimento médio de 18. 564,06 reais por mês.

Em segundo e terceiro lugar estão o cirurgião geral e o ortopedista, com rendimentos mensais de 15.975,62 e 14.353,50 reais, respectivamente.

Confira o ranking completo aqui:

Ranking remuneração especialidaes Brasil

Além da remuneração, esse estudo brasileiro também mostrou o impacto da qualificação na remuneração final do médico no Brasil. Os médicos que tem mestrado/doutorado, ou que falam inglês fluente, por exemplo, ganham mais do que os que só possuem graduação ou os que apenas tem o inglês básico.

Em relação aos médicos que possuem mestrado/doutorado por exemplo, essa diferença de média salarial mensal chega a ser 3 vezes maior do que os que possuem apenas a graduação: 12.084,48 contra 4.690,91 .

Para os que possuem MBA  e pós-graduação/especialização as médias salariais mensais foram de 9.061,76 e 8.690,91, respectivamente.

Voltando à pesquisa do Medscape, esse relatório de 2015 traz ainda outras informações interessantes, como a porcentagem de médicos que trabalham como empregados e os que são "self-employed"  (os que tem consultório próprio, por exemplo). De acordo com a pesquisa, 63% dos médicos se declararam "empregados", contra apenas 32% que disseram trabalhar apenas no consultório particular. Esses números corroboram para o aumento que se verificou nas taxas de emprego em hospitais também, que aumentaram de 11% para 64% em dez anos (2004-2014). Além disso, comparando esses dados entre homens e mulheres, a grande maioria das mulheres (72%) preferem trabalhar empregadas, por um salário, a ter o seu próprio consultório. Enquanto que, em relação aos homens, essa diferença é um pouco mais discreta (59% são empregados, e 36% tem consultório particular).

Apesar de a maioria dos médicos trabalharem empregados, verificou-se que a média de remuneração dos que possuem consultório particular é bem maior: 329.000 dólares para os "self-employed" comparado a 258.000 dólares por ano dos que estão empregados.

Novamente em relação aos gêneros, homens ainda continuam ganhando mais do que mulheres. De acordo com o relatório, isso acontece provavelmente porque mulheres tendem a ter uma jornada de trabalho  menor do que a dos homens (com menos dias por semana e menos horas por dia), e as mulheres tendem a trabalhar em especialidades que não tem as melhores remunerações, como ginecologia/obstetrícia, pediatria e endocrinologia. Essas três são as especialidades que as mulheres mais exercem nos EUA: nas duas primeiras, 50% dos especialistas são mulheres, e na endócrino essa porcentagem é de 44%.

No Brasil,  de acordo com a pesquisa Demografia Médica de 2013, promovida pelo CFM, os dados revelam que a especialidade mais ocupada pelas médicas brasileiras é a dermatologia, em que a imensa maioria dos especialistas são mulheres (72,9%). Logo em seguida, vem a pediatria, com 69,6%. E  em terceiro e quarto a genética médica e a endocrinologia (correspondendo a 66,5% e 65,0% de mulheres atuando como especialistas nessas áreas, respectivamente).

Outro dado que chamou atenção no Relatório do Medscape, é o fato de que apesar dos ortopedistas, cardiologistas, cirurgiões plásticos e urologistas serem as especialidades mais bem remuneradas, eles não são os que mais se sentem bem remunerados. De acordo com a pesquisa, apenas 42% dos ortopedistas disseram se sentir bem recompensados, seguidos por 44% dos cirurgiões plásticos e cardiologistas. Em primeiro lugar no ranking de satisfação com a remuneração, estão os dermatologistas com 61%, seguidos pelos emergencistas e patologistas com 60% cada.

Em relação à satisfação geral com a carreira profissional, os dermatologistas, emergencistas e patologistas também ocupam os primeiros lugares, bem como os psiquiatras.

E quando os entrevistados foram perguntados: "Se  fariam tudo de novo?", os ortopedistas, cirurgiões plásticos, e radiologistas foram os que menos escolheriam a medicina como profissão novamente. Enquanto que, ocupando o primeiro lugar, 73% dos médicos de família disseram que sim, que poderiam escolher a medicina novamente como profissão.

Se quiser conferir o relatório completo do Medscape, clique aqui.

Por fim, percebemos uma leve melhora na remuneração médica de um ano para o outro.Também foi possível observar o quanto o investimento em qualificação é essencial para uma melhor remuneração, principalmente aqui no Brasil mesmo. A qualificação do médico brasileiro, como especializações/fellowships no Brasil ou no exterior, mestrado, doutorado, além de trazer os benefícios para uma melhor prática médica, de ser mais bem visto pelos seus pares e pacientes, verifica-se que  o médico também ganha, de fato, financeiramente.

Não deixe de comentar este relatório no fim da página!

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Fontes:

http://www.medscape.com/features/slideshow/compensation/2015/public/overview

http://www.medscape.com/features/slideshow/compensation/2014/public/overview

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-15-maiores-salarios-na-area-medica

http://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/demografiamedicanobrasil_vol2.pdf

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