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Síndrome Pós Terapia Intensiva (SPTI) e Covid-19

Síndrome Pós Terapia Intensiva (SPTI) e Covid-19

 

Reabilitação abrange três frentes - física, psicológica e cognitiva - é personalizada e pode incorporar teleconsultas virtuais, com equipe multidisciplinar.

A pandemia do coronavírus trouxe aumento intenso de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e de internações em UTI de todo o mundo. Cerca de 80% dos pacientes que sobreviveram à insuficiência respiratória aguda, após serem submetidos à ventilação mecânica, enfrentam sintomas cognitivos, neuropsicológicos e/ou físicos a longo prazo, relacionados ao tempo de internação, caracterizando a síndrome Pós Terapia Intensiva (SPTI).

Arthur Negri Cotta Coelho, com equipe, afirma que a mitigação associada à multidisciplinaridade pós-alta pode contribuir para a amenização do quadro, sendo a Atenção Primária uma aliada na prevenção e no rastreamento precoce da síndrome. Arthur é um dos autores do estudo Síndrome Pós Terapia Intensiva: como rastrear e reduzir os comprometimentos?, publicado no periódico Brazilian Journal of Health Review.

As consequências mais prováveis do paciente sobrevivente de uma doença crítica após cuidados intensivos e após a alta, e que prejudicam a qualidade de vida do paciente e dos familiares, são:

  • Comprometimento cognitivo (função executiva, orientação espaço temporal, memória, atenção);
  • Danos Neuropsicológicos (depressão ansiedade, Transtorno do Estresse Pós Traumático);
  • Comprometimento Físico (Funcionalidade, força e resistência muscular, maior dependência funcional).

Familiares de pacientes críticos também têm sua saúde psicológica e física afetados durante a permanência na UTI, e os efeitos podem persistir após a alta.

Algumas instituições de saúde contam com clínicas específicas para o tratamento da SPTI, com equipe multidisciplinar geralmente composta por médicos intensivistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e enfermeiros.

A reabilitação envolve as três principais áreas afetadas: física, cognitiva e psicológica. Na reabilitação física são feitos exercícios preparados para cada paciente, geralmente com duração de 6 a 12 semanas. Os exercícios podem incluídos nos procedimentos de reabilitação cognitiva. As avaliações cognitivas devem ser feitas de forma contínua entre três a seis meses após a alta. O trabalho psicológico não segue um padrão, sendo individualizada para cada quadro clínico.

No contexto da Covid-19, a reabilitação pode ainda ocorrer, quando possível, por meio de teleconsultas virtuais.

Fontes
https://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/article/view/46080
https://www.uticovid19ufmg.com.br/spti-s%C3%ADndrome-p%C3%B3s-terapia-intensiva

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