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Tumor de Testículo : O que você PRECISA saber em menos de 5 minutos de leitura.
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Tumor de Testículo : O que você PRECISA saber em menos de 5 minutos de leitura.

Recentemente, o jogador Ederson, do Flamengo, foi notícia na mídia nacional e internacional por ter sido diagnosticado com tumor de testículo. O problema já acometeu outros atletas conhecidos (Nenê Hilário, jogador de basquetebol; Lance Armstrong, ex-cliclista americano; Arjen Robben, jogador de futebol da seleção holandesa; Magrão, jogador de futebol brasileiro, entre outros vários) e obviamente cria uma sensação de consternação bastante grande, principalmente porque acomete indivíduos jovens e saudáveis, sem qualquer doença prévia ou hábitos de vida ruins. O diagnóstico certeiro e o tratamento rápido atinge altos índices de cura, possibilitando o retorno do paciente às suas atividades prévias com mínimo impacto no desempenho das atividades laborais.

O tumor de testículo é um câncer cujo tratamento tem altos índices de cura, pois tem um padrão de comportamento bastante conhecido e acomete pessoas comumente sem outras doenças (jovens) e que toleram bem o tratamento. É exemplo de doença em que o tratamento multidisciplinar – cirurgia, quimioterapia e radioterapia – tem papel importante para a resolução do problema.

O tumor de testículo:

Representa em torno de 5% dos tumores do sexo masculino.

Acomete indivíduos entre 15-35 anos aproximadamente.

Acomete apenas um testículo em mais de 95% dos casos.

O fato de, na infância, não haver a descida dos testículos à bolsa escrotal aumenta a chance do desenvolvimento do tumor.

O sintoma mais comum na maioria dos casos é o AUMENTO TESTICULAR INDOLOR – o testículo aumenta de tamanho e fica endurecido, mas não dói. Este aumento é relativamente rápido, podendo ser percebido em semanas.

O aumento do volume pode incomodar nas atividades cotidianas e até doer, mas por trauma secundário e não pela doença em si.

Outras causas de aumento da bolsa escrotal: hidrocele, inflamações do testículo ou epidídimo (orquites virais – como na caxumba, epididimites bacterianas, etc), torção testicular, hérnias inguino-escrotais.

Um exame físico realizado com o UROLOGISTA é capaz de confirmar a suspeita e eventualmente acertar o diagnóstico.

A ecografia de bolsa escrotal normalmente confirma o diagnóstico.

A tomografia ou ressonância de tórax e abdome permite a identificação de qualquer acometimento dos gânglios linfáticos, local de disseminação comum do tumor de testículo.

Em alguns casos, produzem hormônios como o beta-hCG e a alfa-fetoproteína. No caso do jogador Ederson, a dosagem do hCG no momento do exame anti-doping ajudou o diagnóstico do problema com bastante antecedência (o hCG é usado como doping para aumento de desempenho). Na verdade, apenas a fração beta (beta-hCG) apresentava-se elevada.

Aparentemente certeira, a dosagem rotineira não deve ser solicitada como exame de triagem.

TRATAMENTO CIRÚRGICO é a primeira etapa do tratamento multidisciplinar.

É realizada a retirada completa do testículo acometido, das suas camadas que o protegem e do cordão espermático.

A bolsa escrotal fica intacta e somente é abordada em caso de infiltração tumoral local, o que acontece em poucos casos bastante avançados.

O lado onde o testículo foi retirado fica “vazio”. É possível o implante de uma prótese testicular no mesmo momento da cirurgia ou posteriormente, dependendo de cada caso.

A cirurgia é feita com um corte na região da virilha, próximo aos pelos pubianos, e não na bolsa escrotal. Trata-se de uma intervenção rápida e bastante objetiva.

A depender do tipo de células presentes no tumor e também da presença ou não de suspeita de acometimento de gânglios linfáticos, o tratamento subsequente pode envolver medicações (QUIMIOTERAPIA), RADIOTERAPIA ou mesmo a retirada dos nódulos possivelmente acometidos (LINFADENECTOMIA RETROPERITONEAL).

É importante que seja oferecido ao paciente a possibilidade de preservar espermatozóides, pois tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia podem diminuir a fertilidade.

 

Se você gostaria de alguma informação adicional sobre câncer de testículo ou tem dúvidas sobre tumores gênito-urinários, entre em contato pelo www.paulojaworski.com.br

Paulo Jaworski

FORMADO PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ EM 2006, É MEMBRO TITULAR DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA, COM EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL DE FELLOWSHIP NO DENVER HEALTH MEDI- CAL CENTER, NOS ESTADOS UNIDOS.

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