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TP #41: B-day da dupla-hélice, gestação em Covid-19 e vacinação

TP #41: B-day da dupla-hélice, gestação em Covid-19 e vacinação

Um bate-papo interessante sobre os 68 anos da descoberta da dupla-hélice na estrutura do DNA, também comentamos sobre Síndrome de Burnout, radiologista e inteligência artificial, diabetes gestacional e é claro o plantão do caos com as informações sobre os efeitos do Covid-19 e vacinas. 

O Troca de Plantão acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse e é transformado em Podcast para você que não pode participar conosco ao vivo. Dê o play aqui e curta conosco.

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº41 contou com os colegas  Filipe Prohaska,  Ana Carolina Carvalho, Jamil Cade, Alexander Buarque, Newton Nunes, Ana Panigassi, Marilea Assis, Debora Fukino, Messias Mendonça, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

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Nossos heróis aqui do #TP trouxeram as suas fofocas e a gente traz a sedimentação teórica para elas. Confira abaixo as referências que embasaram a discussão de hoje!

9 Livros que todo médico deve ler

Leia, aqui, a lista completa, feita por Fernando e publicada na AM.

"Em comemoração ao Dia do Livro, separei alguns livros que julguei que deveriam estar na biblioteca de todo médico. Essa é a minha prescrição literária , deixe você também a sua postando aqui no Academia Médica."

Colette ganha o Oscar na categoria de melhor curta documental

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68 anos da descoberta da fita dupla hélice

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Em 1951, Rosalind entrou para o laboratório de biofísica do King’s College. Foi então que, com auxílio do aluno Raymond Gosling, extraiu fibras de DNA para uma análise com raios-X. Naquele momento, ela descobriu que a molécula apresentava duas formas e não uma, como anteriormente se acreditava. 

A cientista havia acabado de voltar da França, onde pôde aprimorar o uso da cristalografia de raios-X, que servia para criar imagens de elementos microscópicos. Assim, com sua técnica, foi possível fotografar a estrutura de dupla hélice do DNA, registro que veio a ser conhecido como Photo 51.

Franklin não chegou a desenvolver sua tese, pois um biólogo molecular chamado Maurice Wilkins, o qual trabalhava no local, se apossou da mesma quando o cientista James Watson visitou o laboratório. Na época, Watson estava numa incessante missão com o objetivo de desvendar a estrutura do DNA.

Assim, no ano de 1953, a química mudou o foco de seus estudos e passou a analisar vírus. Porém Watson, Wilkins e um terceiro biólogo chamado Francis Crick, anunciaram a descoberta da dupla hélice, não creditando a mulher. Cinco anos depois, Rosalind, que nunca criticou a ação dos cientistas, morreu aos 37 anos de idade, vítima de um câncer no ovário.

Rosalind Franklin realizou uma importante descoberta sobre o DNA

Em 1968, James Watson, quem foi o vencedor do Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1962 pela pesquisa, citou em sua autobiografia 'A dupla hélice: Como descobri a estrutura do DNA', a importância de Franklin para a descoberta.

Apesar de no livro o biólogo falar negativamente sobre a mulher chamando-a de “agressiva”, há quem considere que, se não fosse por esta passagem na obra, Rosalind jamais teria sido lembrada e creditada.

Brasil tem em 1 dia mais mortes por Covid-19 do que 133 países em 1 ano de pandemia

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Em 6 de abril de 2021, o Brasil bateu um recorde trágico na pandemia, com 4.195 mortes por Covid-19 registradas em 24 horas. É mais que o dobro do registrado um mês antes. Apenas os Estados Unidos superam essa marca. O patamar brasileiro de mortes em apenas um dia é tão alto que supera o que 133 países registraram, separadamente, durante um ano inteiro de pandemia. O Brasil tem 212 milhões de habitantes. Estes 133 países somam 1,9 bilhão de pessoas.

Pela primeira vez em 10 meses, Israel não registra nenhuma morte por Covid-19

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País é lider de vacinação no mundo, com 54% da população completamente vacinada; governo israelense recomenda evitar Brasil, Índia e Turquia

Vacina própria da Fiocruz contra Covid-19 não tem cronograma, contrato nem plano B para atrasos

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A produção da vacina totalmente nacional pela Fiocruz está sem cronograma de entrega nem contrato de transferência de tecnologia com o laboratório AstraZeneca assinado e carece da aprovação da planta industrial pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Tampouco há plano de ação para o caso de atrasos, segundo informou a instituição ao TCU (Tribunal de Contas da União), em documento obtido pela reportagem, em 24 de março, no processo em que acompanha a condução da pandemia pelo Ministério da Saúde.

Ao tribunal a Fiocruz respondeu que as medidas "estão sendo desenhadas". "O plano de gerenciamento de riscos está em elaboração e sua primeira versão será emitida após a assinatura do contrato prevendo a transferência de tecnologia do IFA [ingrediente farmacêutico ativo]." O contrato de transferência de tecnologia com a AstraZeneca deveria ter sido assinado no ano passado, mas foi adiado para fevereiro, depois abril e maio. Agora, está sem previsão, disse a Fiocruz à reportagem.

Parecer do Cremesp proíbe videochamada entre familiares e pacientes com Covid-19 na UTI

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O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) editou um parecer proibindo as videochamadas entre pacientes sedados e familiares "enquanto durar a pandemia de Covid-19". O documento afirma que não há possibilidade de interação nesses casos e que a decisão reafirma um parecer anterior, de 2016, que protege os pacientes de exposição. A decisão foi aprovada em reunião em 5 de março deste ano e homologada no dia 11 de março.

O conselheiro Mario Jorge Tsuchiya, relator da consulta, afirma que a privacidade e o sigilo médico são "princípios basilares" da confiança estabelecida entre os profissionais e os doentes. O parecer, editado após pedido de posicionamento, destaca ainda que não é possível "a alegada interação com familiares" durante as videochamadas com pacientes sedados ou em coma, que não teriam condições de consentir a prática.

Países com vacinação acelerada veem aumento de casos de Covid-19 e queda de mortes

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O desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 foi o mais rápido da história e já ajuda na queda de óbitos e de hospitalizações em muitos países. Neste sábado (24), o mundo alcançou a marca de mais de 1 bilhão de doses aplicadas. Mas ainda há preocupação generalizada de autoridades sanitárias e de pesquisadores, pois o número de casos cresce nas últimas semanas no mundo, mesmo em nações que avançam rapidamente na imunização. Essa situação - repique de infecções, mesmo com avanço da vacinação - tem sido motivo de seguidos alertas da OMS.

Efeitos colaterais graves de vacina da AstraZeneca ocorrem em uma a cada 100 mil doses

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Os efeitos colaterais mais graves devido à vacina contra covid-19 da AstraZeneca ocorrem em uma em cada 100 mil pessoas vacinadas, disse a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês). O efeito colateral mais sério é a formação de coágulos sanguíneos com baixos níveis de plaquetas.

Pfizer: Israel investiga casos de inflamação no coração de vacinados

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O Ministério da Saúde de Israel disse neste domingo (25) que está examinando um pequeno número de casos de inflamação cardíaca em pessoas que receberam a vacina da Pfizer contra a Covid-19, embora não haja nenhuma conclusão a respeito até o momento. 

A Pfizer disse que não observou incidência maior da doença do que o que seria normalmente esperado na população em geral. O coordenador das ações de resposta à pandemia em Israel, Nachman Ash, disse que um estudo preliminar mostrou "dezenas de incidentes" de miocardite ocorrendo entre mais de 5 milhões de pessoas vacinadas, principalmente após a segunda dose.

Ash disse que não está claro se esse valor é alto e se está relacionado à vacina. A maioria dos casos foi relatada entre pessoas de até 30 anos.

"O Ministério da Saúde está atualmente examinando se há um excesso de morbidade (incidência da doença) e se isso pode ser atribuído às vacinas", disse Ash.

SARS-CoV-2 e características de AVC - maior taxa de oclusões de grandes vasos e AVC em pacientes jovens

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Indução do parto a termo com misoprostol vaginal ou um pessário PGE2

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A indução do parto está entre os procedimentos mais comuns para mulheres grávidas. Apenas alguns ensaios clínicos randomizados (RCT) com amostras relativamente pequenas compararam o misoprostol à dinoprostona. Embora sua eficácia pareça semelhante, seus perfis de segurança não foram avaliados adequadamente e os dados econômicos são escassos.

A não inferioridade de 25 μg de misoprostol vaginal a cada quatro horas para o pessário de dinoprostona para taxas de DC após IOL a termo não pôde ser demonstrada, embora o limite de confiança da diferença mal exceda a margem de não inferioridade. No entanto, dada a pequena diferença entre essas taxas de cesárea e a semelhança das taxas de morbidade neonatal e materna neste grande estudo, a relação risco-benefício clínico justifica o uso de ambos os medicamentos.

Metformina X insulina em diabetes gestacional

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O diabetes gestacional não controlado adequadamente com dieta tem sido comumente tratado com insulina. Nos últimos anos, vários estudos publicaram que a metformina pode levar a, pelo menos, resultados obstétricos e perinatais semelhantes aos da insulina. No entanto, nem todas as diretrizes clínicas endossam seu uso, e a prática clínica é heterogênea.

O tratamento com metformina foi associado a um melhor controle glicêmico pós-prandial do que a insulina para algumas refeições, menor risco de episódios hipoglicêmicos, menor ganho de peso materno e baixo índice de falha como tratamento isolado. A maioria dos resultados obstétricos e perinatais foram semelhantes entre os grupos.

COVID-19: Crematório improvisado na Índia

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Trabalhador com Síndrome de Burnout tem direito a licença médica

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Segundo advogados, os trabalhadores têm direito ao afastamento por licença médica, estabilidade e, em casos mais graves, à aposentadoria por invalidez. A síndrome desencadeada pelo estresse crônico no trabalho se caracteriza pela tensão resultante do excesso de atividade profissional e tem o esgotamento físico e mental, a perda de interesse no trabalho e a ansiedade e a depressão entre os sintomas.

“A síndrome de burnout é um transtorno cada vez mais comum nos dias atuais, sendo relacionada exclusivamente com o trabalho e, por isso, é equiparada a acidente de trabalho. Como toda doença ocupacional incapacitante, após o diagnóstico, o empregado deve ser afastado da atividade profissional”, explica Lariane Del Vecchio, advogada especialista em Direito do Trabalho e sócia da BDB Advogados.

Os especialistas orientam os trabalhadores a procurarem por atendimento médico. Após identificada a síndrome, a apresentação de atestado ao empregador dá direito a uma licença médica por um período mínimo de 15 dias, tempo no qual a remuneração é mantida pela empresa. Caso a licença se estenda por tempo maior, o trabalhador passa a contar com o benefício de auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).  

Morbidade e mortalidade materna e neonatal entre mulheres grávidas com e sem infecção por COVID-19

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Neste estudo de coorte multinacional de 2.130 mulheres grávidas em 18 países, mulheres com diagnóstico de COVID-19 estavam em risco aumentado de um índice composto de morbidade e mortalidade materna. 

Os recém-nascidos de mulheres com diagnóstico de COVID-19 apresentaram índice de morbidade neonatal grave e índice de morbidade e mortalidade perinatal graves significativamente mais elevados em comparação com recém-nascidos de mulheres sem diagnóstico de COVID-19.

Este estudo indica uma associação consistente entre gestantes com diagnóstico de COVID-19 e maiores taxas de resultados adversos, incluindo mortalidade materna, pré-eclâmpsia e parto prematuro em comparação com gestantes sem diagnóstico de COVID-19.

Chefe da OMS: "o mundo pode controlar a pandemia global de COVID-19 nos próximos meses, desde que distribua os recursos necessários de forma justa"

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O mundo pode controlar a pandemia global de COVID-19 nos próximos meses, desde que distribua os recursos necessários de forma justa, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira.

A ativista da mudança climática global Greta Thunberg, que se juntou ao briefing como convidada virtual da Suécia, atacou o "nacionalismo da vacina" e disse que não era ético que os países ricos priorizassem a vacinação de seus cidadãos mais jovens antes dos grupos vulneráveis ​​nos países em desenvolvimento.

“Temos as ferramentas para controlar esta pandemia em questão de meses, se as aplicarmos de forma consistente e equitativa”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

No entanto, ele também expressou preocupação com a "taxa alarmante" em que COVID-19 está se espalhando em pessoas com idades entre 25-59 anos em todo o mundo, possivelmente devido a variantes muito mais contagiosas.

Caracterização de lesões hepáticas indeterminadas em tomografia computadorizada e ressonância magnética com ultrassom com contraste: quais são as evidências?

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A TC ou a RNM são mais comumente usadas para caracterizar lesões hepáticas focais. No entanto, os achados na TC e na RNM são ocasionalmente indeterminados. O ultrassom com contraste (CEUS), com suas características únicas como agente de contraste puramente intravascular e avaliação em tempo real do realce, é uma próxima etapa útil. O objetivo deste artigo é revisar as evidências para a realização de CEUS na avaliação de lesões hepáticas indeterminadas vistas na TC e na RM.

O CEUS é uma ferramenta útil para a solução de problemas na avaliação de lesões hepáticas indeterminadas na TC e na RNM. Os usos incluem detecção de hiperalimentação da fase arterial; diferenciação entre carcinoma hepatocelular e colangiocarcinoma intra-hepático; determinação de trombo tumoral benigno versus maligno, lesões hepáticas císticas benignas versus neoplásicas e adenoma hepatocelular versus hiperplasia nodular focal; e monitoramento de recorrência em terapias pós-ablativas. CEUS pode ajudar a estabelecer um diagnóstico confiável e determinar a necessidade de diagnóstico ou tratamento invasivo adicional.

Responsabilidades com inteligência artificial: 4 coisas que os futuros radiologistas precisam saber

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Negligência geral

Esses casos geralmente lidam com negligência médica, Harvey e Gowda disseram. Embora os demandantes tenham o ônus de mostrar quatro ocorrências distintas de negligência, os tribunais também contarão com os padrões da sociedade profissional, bem como com a prática da comunidade e com os protocolos do departamento. Consequentemente, é vital criar diretrizes, concluir o treinamento do usuário suficiente e integrar a IA corretamente.

Além disso, a IA é extremamente útil, mas se você confiar apenas nela - em vez de usar a ferramenta e decidir descartar suas descobertas e recomendações - o risco de negligência médica será maior, disseram eles.

Consentimento informado

Quando se trata de usar IA com imagens médicas, há duas preocupações principais, eles disseram - você avisa seus pacientes que está usando IA e, se o faz, o que precisa dizer a eles?

Dado que a IA é amplamente usada para investigações de pesquisa atualmente, esse problema não foi muito abordado. Mas, uma vez que as ferramentas sejam implementadas clinicamente, a história será diferente, especialmente se a tecnologia eventualmente se tornar autônoma mais adiante.

Em última análise, Harvey e Gowda disseram, o tratamento adequado do consentimento informado provavelmente exigirá um padrão baseado no paciente ou no provedor, e a diferença entre eles pode não ser clara.

“O problema é que os radiologistas devem estar cientes das revelações de seus colegas e antecipar os tipos de informações que os pacientes achariam importantes ao implantar a IA”, disseram eles.

Riscos para grupos de radiologia

Quando erros acontecem, os pacientes procuram alguém para responsabilizar, disseram eles. Se você usou uma ferramenta de IA que resultou em um resultado negativo, seu hospital ou prática de radiologia pode acabar como o réu - não você.

Essa situação de “responsabilidade indireta” pode ser complicada, eles explicaram, porque coloca sua prática ou liderança de instalação em risco. Consequentemente, há uma necessidade de protocolos claramente escritos sobre como lidar com essas situações potenciais.

Responsabilidade do desenvolvedor

Você não é o único que está se sujeitando a responsabilidades e riscos ao usar uma ferramenta de IA. O desenvolvedor também é responsável por quando as coisas dão errado, como rotular achados erroneamente ou recomendar uma biópsia - ou pior, não recomendar uma.

Sob uma estrutura de responsabilidade estrita, se um reclamante puder provar que o erro é resultado de um problema de fabricação - o que pode ser difícil de resolver - ele pode ganhar o caso. Por outro lado, os princípios da negligência exigem o exame das características da instalação de saúde, em vez do produto.

De qualquer forma, eles disseram, os radiologistas precisam estar cientes dessas possibilidades e ficar atualizados com o que está acontecendo.

Com a falta de clareza sobre a responsabilidade e a responsabilidade com o uso futuro da inteligência artificial, Harvey e Gowda disseram que, como radiologistas, você deve garantir que sua voz faça parte da discussão sobre o desenvolvimento de padrões rigorosos de imagem de IA.

 

 

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