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TP #20: TB, Harry startupeiro e investimento em saneamento

TP #20: TB, Harry startupeiro e investimento em saneamento

Um episódio com muita diversidade de assuntos, conversas sobre o Dia Mundial da Tuberculose, efeitos adversos da intubação em pacientes críticos, fofocas direto do Palácio de Buckingham e terminando com uma troca de ideias sobre bolsa de valores e investimento em saneamento. 

O Troca de Plantão acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse é transformado em Podcast para você que não pode participar conosco ao vivo. Dê o play aqui e curta conosco.

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº20 contou com os colegas Filipe ProhaskaMarilea Assis, Carlos Bernini, Ana Panigassi, Ursula Guirro, Newton Nunes, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

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Nossos heróis aqui do Troca de Plantão trouxeram as suas fofocas e a gente traz a sedimentação teórica para elas. Confira abaixo as referências que embasaram a discussão de hoje!

Hoje: Dia Mundial da Tuberculose

No dia 24 de março comemora-se o Dia Mundial da Tuberculose. Foi em 24 de março de 1882 que Robert Koch anunciou a descoberta da causa da tuberculose – o bacilo da Tuberculose (mycobacterium tuberculosis). No centenário da data, em 1982, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares, decidiram criar o Dia Mundial da Tuberculose. A Tuberculose continua a ter consequências devastadoras a nível da saúde global, da economia e das condições sociais. De fato, em todo o mundo, a cada dia morrem cerca de quatro mil pessoas e vinte e oito mil adoecem devido à doença.

Tuberculose: epidemia que atravessa os séculos pode fazer ainda mais vítimas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estimativa é que 10 milhões de pessoas adoeçam com a tuberculose por ano. No Brasil, são registrados anualmente cerca de 4,5 mil mortes pela doença, sendo um dos principais motivos para o óbito a descontinuidade do tratamento. E com a pandemia, esse cenário pode se agravar.

Estudo publicado na revista The Lancet indica que as mortes por tuberculose podem aumentar em 20% por cento nos próximos cinco anos em países de baixa e média renda com alto ônus dessas doenças por causa da interrupção de tratamentos e serviços de saúde causada pela pandemia de covid-19.

Fora o fator pandemia, que pode prejudicar o acesso ao tratamento, o tempo prolongado até a cura contribui para a interrupção dos medicamentos antibióticos, que devem ser administrados por, no mínimo, seis meses. De acordo com o Ministério da Saúde, de cada 10 pessoas que iniciam o tratamento, pela menos uma abandona o uso dos medicamentos.

Mortalidade em adultos com tuberculose multirresistente e HIV por terapia antirretroviral e uso de drogas para tuberculose: uma meta-análise de dados de pacientes individuais

Leia na íntegra aqui. 

A infecção pelo HIV está associada ao aumento da mortalidade durante o tratamento da tuberculose multirresistente, mas não está claro até que ponto o uso de terapia antirretroviral (TARV) e medicamentos anti-tuberculose modificam esse risco. O uso de TARV e medicamentos anti-tuberculose mais eficazes está associado a menores chances de morte entre pacientes HIV-positivos com tuberculose multirresistente. O acesso a essas terapias deve ser buscado com urgência.

O Paradoxo de Fermi e o porquê de nunca termos encontrado vida no universo

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A conclusão a que chegou o astrônomo Frank Drake a partir da sua própria equação é que há na Via Láctea uma dezena de civilizações capazes de se comunicarem conosco e hoje, meio século depois e à vista dos últimos descobrimentos astronômicos, muitos acreditam que essas civilizações galácticas poderiam ser contadas às centenas ou milhares. Apesar de ser difícil detectar planetas extrassolares, mais de 3.000 deles já são conhecidos, e alguns astrônomos consideram provável que a maioria das estrelas tenha planetas orbitando ao seu redor, o que significaria que os “ecomundos” (planetas aptos a abrigarem vida) poderiam ser contados às centenas de milhões.

É aí que entra com renovada força o chamado “paradoxo de Fermi”, pois o grande físico italiano, inspirador da equação de Drake, se perguntou, ainda em meados do século passado, por que nenhum desses supostos vizinhos galácteos entrou em contato conosco nem deixou nenhum rastro perceptível da sua presença no cosmo. Uma das possíveis explicações desse paradoxo é a denominada “hipótese da Terra especial”, segundo a qual, embora haja muitos planetas similares ao nosso, é necessária tamanha quantidade de condições para o desenvolvimento da vida inteligente que o processo pode ter acontecido em pouquíssimos planetas, ou talvez apenas na Terra. Mas essa hipótese parte da premissa de que a vida inteligente só pode se desenvolver mediante um processo análogo ao que se deu no nosso planeta, e não há por que necessariamente ser assim.

Golfinhos são flagrados nadando no Grande Canal de Veneza

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Os dois golfinhos provavelmente foram atraídos para o canal devido à falta de turistas, navios de cruzeiro e barcos a motor normalmente encontrados na área. Pois águas atualmente estão muito mais calmas do que o normal devido à pandemia.

COVID-19: a resposta da natureza?

As ações da humanidade são pautadas pelo punho capitalista, que prioriza interesses econômicos em detrimento dos recursos naturais, como principais autores dos impactos nos ciclos de transformações da vida no planeta. Desta forma é equivocado as atuais métricas de desenvolvimento baseado no crescimento do PIB, que apenas supervaloriza nossa cultura de excessos. Com isso, nós adquirimos a crença de um progresso à custa de danos ao meio ambiente. As forças mundiais têm a ideia de um crescimento ilimitado para um planeta finito, as contas não batem no final, e esse é o grande dilema que permeia nossos problemas globais.

Nosso planeta é como organismo vivo e vai responder a estímulos de nossas ações, e a pandemia poderia surgir de um desequilíbrio ecológico que nós mesmos causamos. As crescentes consequências dessa pandemia são intensificadas por conta das nossas desigualdades sociais e econômicas de um sistema que se mostra insustentável.

#sugestão de filme:

O dia em que a Terra parou

"Apenas à beira do abismo evoluímos."

Pandemia e banalização do mal

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A pandemia de coronavírus trouxe questões jurídicas e filosóficas, dentre elas, a banalização do mal. A naturalização das mortes, a possibilidade do médico escolher quem irá para um leito com respirador após a análise de um protocolo e a postura negacionista do Presidente da República mostram que os requisitos da banalização do mal, conceito criado por Hannah Arendt, estão presentes. A ética da solidariedade precisa ser relembrada, especialmente quando a sociedade contribui no aumento do contágio quando se aglomera ou pleiteia o inexistente direito de não usar a máscara.

NICE publica diretriz única para o manejo de COVID-19

Leia na íntegra aqui. 

A diretriz cobre o gerenciamento de COVID-19 com diagnóstico clínico ou laboratorial para crianças, jovens e adultos em todos os ambientes de atendimento. Ele lista os principais sintomas do COVID-19 para identificar pacientes com doenças graves, incluindo confusão, níveis reduzidos de oxigênio e falta de ar.

Além disso, a diretriz inclui recomendações atualizadas sobre duas opções de tratamento para COVID-19. Uma atualização do resumo da evidência publicado anteriormente , a orientação sugere que o remdesivir agora deve ser considerado para adultos e crianças com mais de 12 anos de idade que estão recebendo oxigênio no hospital, mas que não estão com suporte respiratório avançado. Uma atualização da recomendação anterior sobre heparinas (que previnem a formação de coágulos sanguíneos) também significa que esses medicamentos podem ser considerados como opções de tratamento para alguns pacientes com COVID-19. 

A diretriz reitera o conselho de que os desejos individuais dos pacientes em relação às opções de tratamento e planos de cuidados avançados devem ser discutidos e documentados de forma clara e usados ​​para informar o cuidado. Se os pacientes não tiverem planos de cuidados antecipados, eles devem ter a oportunidade de expressar suas preferências. 

Pronunciamento de Bolsonaro e contradições

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento em cadeia nacional na noite desta terça-feira (24), mesmo dia em que o Brasil cruzou pela primeira vez a marca de 3000 mortes registradas em 24 horas, para defender sua gestão no combate à pandemia do novo coronavírus iniciada há pouco mais de um ano. Com o aumento desenfreado no número de mortes no país, onde já morreram quase 300 mil pessoas (100 mil apenas de meados de janeiro até agora), Bolsonaro tem sido pressionado a modular seu discurso sobre a crise sanitária no país, cuja gravidade, além de uma montanha de mortos, afeta as perspectivas econômicas, sociais, políticas e de relações exteriores do país, cada vez mais isolado. No pronunciamento, de quatro minutos, o presidente disse que seu governo é "incansável" no combate ao vírus e se solidarizou com as famílias e amigos das quase 300 mil vítimas, após ter debochado do temor e do luto da população em diferentes ocasiões.

Revisão | Síndrome pós-aguda COVID-19

Leia aqui. 

O COVID-19 agudo geralmente dura até 4 semanas a partir do início dos sintomas, além das quais o SARS-CoV-2 competente para replicação não foi isolado. COVID-19 pós-agudo é definido como sintomas persistentes e / ou complicações tardias ou de longo prazo além de 4 semanas do início dos sintomas. Os sintomas comuns observados em COVID-19 pós-agudo são resumidos.

Figura 1

Figura 2

Documento de posição da WSES: O gerenciamento de pacientes cirúrgicos no ambiente de emergência durante a pandemia de COVID-19

Leia, na íntegra, aqui. 

Desde a ocorrência da pandemia COVID-19, as nações mostraram seu despreparo para lidar com um incidente com vítimas em massa dessa proporção e gravidade, que resultou em um número enorme de mortes, mesmo entre os trabalhadores da saúde. A Sociedade Mundial de Cirurgia de Emergência concebeu este documento de posicionamento com o objetivo de fornecer recomendações baseadas em evidências para o gerenciamento de pacientes cirúrgicos de emergência sob a pandemia de COVID-19 para a segurança do paciente e dos profissionais de saúde.

O objetivo deste documento de posição é fornecer orientações exaustivas para realizar cirurgia de emergência em um ambiente seguro e protegido para pacientes cirúrgicos e profissionais de saúde sob COVID-19 e oferecer o melhor gerenciamento de pacientes COVID-19 que precisam de um tratamento cirúrgico de emergência. Recomenda-se a triagem para infecção por COVID-19 no departamento de emergência de todos os pacientes cirúrgicos agudos que aguardam admissão hospitalar e cirurgia urgente. 

O procedimento de triagem fornece um teste de esfregaço nasofaríngeo RT-PCR e uma TC de tórax de base (sem contraste) ou uma radiografia de tórax ou um US de pulmão, dependendo das habilidades e disponibilidade. Se a triagem COVID-19 não for concluída, recomendamos manter o paciente isolado até que o resultado do teste de esfregaço RT-PCR não esteja disponível, e tratá-lo como um paciente COVID evidente. O tratamento de pacientes cirúrgicos COVID-19 é multidisciplinar. Se um procedimento cirúrgico imediato for obrigatório, seja laparoscópico ou via abordagem aberta, recomendamos fazer todos os esforços para proteger a equipe da sala de cirurgia para a segurança do paciente.

Príncipe Harry consegue emprego como executivo em startup dos EUA

Leia mais aqui.

O Príncipe Harry deixou a fila dos desempregados: ele conseguiu um emprego como executivo de uma startup do Vale do Silício, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo "Wall Street Journal". A publicação deu conta de que o príncipe conseguiu o cargo de "diretor de impacto" da empresa Better Up Inc, especializada em coaching e saúde mental. "Pretendo ajudar a criar impacto na vida das pessoas", disse Harry ao confirmar a informação para o jornal.

Estudo internacional descreve a incidência de eventos adversos durante a peri-intubação em pacientes gravemente enfermos

Leia, na íntegra, aqui. 

De 3.659 pacientes triados, 2.964 (idade mediana, 63 anos; intervalo interquartil [IQR], 49-74 anos; 62,6% homens) de 197 locais em 5 continentes foram incluídos. O principal motivo da intubação foi insuficiência respiratória em 52,3% dos pacientes, seguida de comprometimento neurológico em 30,5% e instabilidade cardiovascular em 9,4%. Dados de resultados primários estavam disponíveis para todos os pacientes. Entre os pacientes do estudo, 45,2% experimentaram pelo menos 1 grande evento adverso peri-intubação. 

O evento predominante foi a instabilidade cardiovascular, observada em 42,6% de todos os pacientes submetidos à intubação de emergência, seguida por hipoxemia grave (9,3%) e parada cardíaca (3,1%). A mortalidade geral na UTI foi de 32,8%. Neste estudo observacional das práticas de intubação em pacientes criticamente enfermos de uma amostra de conveniência de 197 locais em 29 países, os principais eventos adversos peri-intubação (em particular instabilidade cardiovascular) foram observados com frequência. 

Alimentos ultraprocessados ​​e doenças cardiovasculares incidentes no estudo Framingham Offspring

Mais informações, aqui. 

Os resultados atuais apóiam que o maior consumo de alimentos ultraprocessados ​​está associado ao aumento do risco de incidência de DCV e mortalidade. Embora pesquisas adicionais em populações etnicamente diversas sejam necessárias, essas descobertas sugeram benefícios cardiovasculares da limitação de alimentos ultraprocessados.

Relatório da OMS: Uma Estratégia Global sobre Água, Saneamento e Higiene para Combater Doenças Tropicais Negligenciadas 2021-2030

Leia, na íntegra, aqui. 

A Estratégia apoia o cumprimento das metas do roteiro 2021-2030 sobre doenças tropicais negligenciadas (DTNs). Estabelece o papel crítico da água, saneamento e higiene (WASH) para prevenção, cuidado e gestão de DTNs, e as ações necessárias para garantir que os esforços de WASH resultem em resultados de saúde e bem-estar melhorados e sustentados. A Estratégia baseia-se nas colaborações entre os setores de WASH e DTN na última década e apela a parcerias reforçadas para melhorar o acesso a WASH entre as populações com maior risco de doenças de pobreza.  

O aumento da ação coletiva exigirá uma liderança política mais forte e investimentos inteligentes de longo prazo que reconheçam WASH como um pilar fundamental para a saúde pública. Os objetivos da estratégia incluem:

  • Aumentar a conscientização sobre os cobenefícios de WASH e DTNs e envolvimento em níveis nacional e global
  • Compartilhamento de dados para destacar as desigualdades, direcionar o investimento e monitorar o progresso
  • Gerar evidências de alta qualidade e incorporá-las à orientação e às estratégias nacionais
  • Planejamento, entrega e avaliação conjunta de programas para aumentar a responsabilidade, sustentabilidade e equidade.

 

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