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Troca de Plantão #10: alguém suspendeu a cirurgia, e não foi o anestesista!

Troca de Plantão #10: alguém suspendeu a cirurgia, e não foi o anestesista!

Com o intuito de levar informação relevante aos médicos, profissionais de saúde e gestores que trabalham com ciências médicas no Brasil e no mundo, criamos o "Troca de Plantão da Academia Médica", que acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse.  

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº10 contou com os colegas Filipe Prohaska, Alexander BuarqueCarlos Bernini KapinsJair Kuhn, Ana Panigassi, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

O Troca de Plantão acontece no Grupo da Academia Médica, dentro do Clubhouse. Entre e procure o Club Academia Médica.

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Sessão "Fofocas do Dia"

Menos bebês devem nascer em 2021, por causa da pandemia, prevê estudo

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Ana comentou sobre um possível "baby-boom" nos EUA, porém pontuou que o que está acontecendo é justamente o contrário. 

Os especialistas apontam que o primeiro fator que acarreta pais a adiarem a decisão ou até mesmo desistirem de ter outro filho é o desemprego. De acordo com os pesquisadores, o principal fator que leva famílias a não quererem outro filho é a perda da sua fonte de renda durante a crise humanitária. 

Buraco negro artificial comprova teoria proposta por Stephen Hawking há 45 anos

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Pesquisadores do Instituto de Tecnologia Technion-Israel fizeram exatamente isso. Eles criaram um buraco negro análogo a partir de alguns milhares de átomos. Eles estavam tentando confirmar duas das previsões mais importantes de Hawking, que a radiação Hawking surge do nada e que não muda em intensidade com o tempo, o que significa que é estacionária.

Ministério da Saúde lança edital para contratar 2.904 médicos para todo o Brasil

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O governo federal lançou novo edital do Programa Mais Médicos para o Brasil com 2.904 novas vagas. O certame foi publicado na edição extra do Diário Oficial da União da segunda-feira (08/03), e a novidade, na comparação com os últimos editais, é o tempo de permanência do médico, que inicialmente será de três anos e prorrogável por mais três.

Estudo de Oxford indica que a vacina AstraZeneca é eficaz contra a linhagem SARS-CoV-2 P.1

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Dados preliminares de um estudo realizado na Universidade de Oxford indicam que a vacina COVID-19 desenvolvida pela AstraZeneca PLC é eficaz contra a variante P1, ou brasileira, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do estudo em Sexta-feira.

Os dados indicam que a vacina não precisará ser modificada para se proteger contra a variante, que se acredita ter se originado na cidade amazônica de Manaus, disse a fonte, que pediu anonimato porque os resultados ainda não foram divulgados.

A fonte não forneceu a eficácia exata da vacina contra a variante. Eles disseram que os resultados completos do estudo devem ser divulgados em breve, possivelmente em março.

 

Resultados de 3 anos após reparo da válvula mitral por cateter na insuficiência cardíaca

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Os resultados, divulgados originalmente no ano passado na reunião virtual do American College of Cardiology (ACC) , em 2020 e agora publicados na edição de 9 de março de 2021 do Journal of the American College of Cardiology, mostram uma liderança estreita para TAVI em relação ao primário combinado desfecho de morte, acidente vascular cerebral e reinternação cardíaca durante substituição cirúrgica da válvula aórtica em 2 anos (11,5% vs 17,4%; HR 0,63; IC 95% 0,45-0,88) em comparação com os resultados de 3 anos, onde o TAVI mostrou superioridade.

Entre os pacientes com IC e FMR moderada a grave ou grave que permaneceram sintomáticos apesar da GDMT, o TMVr era seguro; forneceu uma redução durável em RM; reduziu a taxa de HFH; e melhor sobrevida, qualidade de vida e capacidade funcional em comparação com GDMT sozinho por 36 meses. Os pacientes sobreviventes que passaram para o tratamento com dispositivo tiveram um prognóstico comparável àqueles originalmente atribuídos à terapia transcateter.

Dessa maneira, Carlos pontuou que a cardiologia viu surgir nos últimos anos uma nova especialidade dedicada ao tratamento minimamente invasivo de doenças das válvulas cardíacas e cardiopatias congênitas - que têm alta prevalência e podem ocorrer acompanhadas de insuficiência cardíaca, constituindo-se em importante causa de morbidade e mortalidade.

Acrescentou que até recentemente, a cirurgia cardíaca constituía-se no único tratamento para esses pacientes, de modo a propiciar alívio dos sintomas e aumento da sobrevida. Com a nova especialidade, o tempo de internação hospitalar, por sua vez, fica reduzido e a recuperação do paciente se faz de forma muito mais rápida.

 

Com a pandemia, número de mortes por infarto e AVC cresceu 31%, de acordo com a SBC

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O número de mortes por infartos e AVCs cresceu 31% no Brasil desde o aumento do contágio pela COVID-19, segundo uma pesquisa da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A forte correlação positiva entre o aumento de mortes cardiovasculares e domiciliares não especificadas corrobora essas explicações, pois pode sugerir que pelo menos algumas das mortes por infarto e AVC ocorreram em casa, impedindo o diagnóstico correto. Por outro lado, eventos cardiovasculares agudos podem ter diminuído em alguns locais, devido a riscos competitivos e menor exposição a gatilhos secundários de eventos cardiovasculares, como a poluição do ar. 

Alexander ressaltou o possível aumento da epidemia das doenças cardíacas, cânceres mal diagnosticados e internações por diabetes, devido às restrições hospitalares decorrente da pandemia. Carlos e Fernando comentaram sobre o apelo midiático em relação ao câncer, o que geralmente não ocorre com o infarto, haja vista que é algo abrupto.

Carlos pontuou que possivelmente tem-se uma diminuição de consultas e cirurgias eletivas, e que isso corrobora o fato de pacientes crônicos terem seus atendimentos reduzidos. Além disso, alegou que os coronariopatas não estão tendo uma linha de cuidado adequada e estão chegando em uma situação muito tardia no reconhecimento de suas doenças.

 

Cirurgias eletivas: impacto financeiro com a pandemia

Foi pontuado por Fernando, Filipe e Alexander que apesar de ser uma medida de segurança necessária, a ausência dos procedimentos causou um impacto financeiro significativo nas instituições hospitalares. E não é só a saúde suplementar que sofre os impactos da pandemia. Afinal, a ameaça de fechamento de hospitais privados por falta de verbas atinge diretamente pacientes do SUS.

Nos hospitais privados, as cirurgias eletivas representam a maior fonte de receita e margem de lucro frente a outros procedimentos. Estima-se que cerca de 70% do faturamento de um hospital seja oriundo de procedimentos cirúrgicos. Alguns hospitais, especialmente os de pequeno e médio porte, buscaram alternativas de crédito para manter as contas em dia e não precisar fechar as portas.

 

Comparação de cicatrizes pós-cirúrgicas entre pacientes veganos e onívoros

Leia o artigo, na íntegra, aqui.

Os veganos apresentaram níveis médios de ferro sérico significativamente mais baixos (p <0,001) e vitamina B12 (p <0,001). A diástase da ferida foi mais frequente em veganos (p = 0,008). Após 6 meses, os pacientes veganos tiveram uma pontuação SCAR modificada mais elevada do que os onívoros (p <0,001), mostrando a pior propagação da cicatriz (p <0,001), cicatrizes atróficas mais frequentes (p <0,001) e pior impressão geral (p <0,001) <0,001). Este estudo sugere que uma dieta vegana pode influenciar negativamente no resultado de cicatrizes cirúrgicas, com alterações no tônus cutâneo. 

Luciana, obstetra, relatou que quando opera pacientes veganos observa-se a falta de consistência do músculo, diminuição do colágeno e do tônus, quando comparadas às pacientes que comem carne vermelha.

Matheus também pontuou que observa que pacientes veganos têm hábitos de vida mais saudáveis, não apenas na alimentação, mas em relação ao sono e exercícios físicos. Fernando pontuou que os veganos serão bastante estudados nos próximos anos e que é uma ciência em construção.

 

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