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Troca de Plantão #11: Jararaca viraliza o uso de máscaras

Troca de Plantão #11: Jararaca viraliza o uso de máscaras

Com o intuito de levar informação relevante aos médicos, profissionais de saúde e gestores que trabalham com ciências médicas no Brasil e no mundo, criamos o "Troca de Plantão da Academia Médica", que acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse.  

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº11 contou com os colegas Filipe Prohaska, Alexander Buarque, Jair Kuhn, Marilea Assis, Paulo Magnus, Jamil, Ana Panigassi, Ana Carolina, Carlos Bernini, Ana Elza, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

O Troca de Plantão acontece no Grupo da Academia Médica, dentro do Clubhouse. Entre e procure o Club Academia Médica.

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O Troca de Plantão #11 começou com Fernando dizendo o quão importante as experiências médicas pessoais são importantes para construir a medicina baseada em evidências, haja vista que ela não se restringe à ciência, mas transpassa pelas experiências empíricas dos profissionais.

Para ouvir o troca de plantão #11 clique a seguir:

Sessão "Fofocas do Dia"

Jamil comentou sobre a decisão do governo de liberar todas as vacinas, mesmo sem o selo Anvisa, bem como de voltar a fomentar o uso de medicações que não tem comprovada eficácia, ou seja, incoerência governamental.

Marilea pontuou os problemas de logística e de estratégia da vacinação em massa, tendo em vista as enormes filas, demora e demais problemas. Para ela, é de suma importância pensar em outras estratégias para isso, bem como de aliar-se a tecnologia como forma de otimização para esse processo. Fernando alegou que há Unidades Básicas de Saúde que seriam suficientes para a vacinação, equipes de Estratégia de Saúde da Família, ou seja, que há capilaridade, porém, não há quantidade de vacina suficiente nem vontade de utilizar todo esse recurso.

Exame de cápsula endoscópica

O exame de cápsula endoscópica (endoscopia sem fio) é um procedimento em que a pessoa ingere uma cápsula alimentada por bateria. A cápsula contém uma ou duas pequenas câmeras, uma luz e um transmissor. Imagens do revestimento do intestino são transmitidas para um receptor preso à cintura ou em um bolso da pessoa. São tiradas milhares de fotos. A pessoa deve parar de comer ou beber durante aproximadamente 12 horas antes de realizar esse exame.

O exame de cápsula endoscópica é especialmente útil para encontrar hemorragias ocultas no trato digestivo e problemas na superfície interna do intestino delgado, que é uma área difícil de ser avaliada com um endoscópio. Ele não funciona muito bem no intestino grosso, mas essa área não é tão difícil de ser avaliada com um endoscópio. A pessoa normalmente evacua a cápsula após aproximadamente doze horas, e algumas pessoas não notam isso. A cápsula não precisa ser coletada e pode ser descartada na descarga. 

Ana e Marilea comentaram que o objetivo maior da cápsula é a não necessidade de ter o paciente dentro do hospital, ainda mais em um contexto de pandemia. Fernando ressaltou que inclusive, essa é uma situação oportuna para mudanças de cultura e provavelmente vão haver mudanças nos hábitos de como procurar e desenvolver saúde.

Doenças infecciosas infantis diminuem na pandemia: Oxford

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Estudos e relatos médicos mostram redução desde doenças simples, como um resfriado, a condições mais graves, como uma bronquiolite. Jair ressaltou que o fato de as escolas e creches estarem fechadas, ou seja, com menor aglomeração de crianças, corroborou para a queda.

Estudo: Crianças e jovens permanecem com baixo risco de mortalidade por COVID-19: The Lancet Child and Adolescent Health 

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Gravidez e COVID: o que dizem os dados: Nature

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Mulheres grávidas se saem pior do que outras, embora os riscos para o feto sejam pequenos. A boa notícia é que os bebês geralmente são poupados de infecções respiratórias graves e raramente ficam doentes. Amostras da placenta, cordão umbilical e sangue de mães e bebês indicam que o vírus raramente passa da mãe para o feto. No entanto, alguns dados preliminares sugerem que a infecção pelo vírus pode danificar a placenta, possivelmente causando lesões no bebê.

Estudos sugerem que uma única dose de vacina para quem já infectou-se com COVID-19 seria suficiente para positivar essas pessoas: The New England Journal of Medicine

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Os anticorpos destas pessoas pareciam inclusive ter um desempenho melhor do que aqueles nas que não tiveram Covid-19 e receberam duas doses de vacina. Vários estudos vem sugerindo que as vacinas da Pfizer-BioNTech e da Moderna são cerca de cinco vezes menos eficazes contra a variante. 

O sangue colhido cerca de duas a três semanas após a vacinação dos voluntários para o estudo mostrou um salto significativo nas quantidades de anticorpos em comparação com as amostras coletadas antes da vacinação.

Sancionada lei que permite empresas comprarem vacina contra COVID-19

Leia, na íntegra, aqui.

Nesta quarta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro sancionou o Projeto de Lei  534/2021 que autoriza empresas privadas, estados e municípios a comprarem vacinas da Covid-19 com registro ou autorização temporária de uso no Brasil.

O projeto, de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, prevê que as pessoas jurídicas de direito privado, como empresas, por exemplo, poderão adquirir diretamente das farmacêuticas vacinas contra a Covid-19 que tenham autorização temporária para uso emergencial, autorização excepcional e temporária para importação e distribuição ou registro definitivo concedidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre as regras para aquisição do imunizante, o destaque é que, enquanto estiver acontecendo a vacinação dos grupos prioritários, as doses compradas deverão ser integralmente doadas ao SUS. Ao concluir essa etapa, o setor privado poderá ficar com metade das vacinas adquiridas desde que as doses sejam aplicadas gratuitamente.

Transmissibilidade estimada e impacto da linhagem B.1.1.7 SARS-CoV-2 na Inglaterra: Science

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Uma nova variante do SARS-CoV-2, VOC 202012/01 (linhagem B.1.1.7), surgiu no sudeste da Inglaterra em novembro de 2020 e está se espalhando rapidamente em direção à fixação. Usando uma variedade de abordagens de modelagem estatísticas e dinâmicas, estimamos que esta variante tem um número de reprodução 43–90% (intervalo de 95% de intervalos confiáveis ​​38–130%) maior do que as variantes preexistentes. Um modelo de transmissão dinâmica de duas deformações ajustado mostra que VOC 202012/01 levará a grandes ressurgimentos de caixas COVID-19. 

Sem medidas de controle rigorosas, incluindo o fechamento limitado de instituições educacionais e um lançamento de vacina muito acelerado, as hospitalizações e mortes por COVID-19 em toda a Inglaterra em 2021 excederão as de 2020. De forma preocupante, VOC 202012/01 se espalhou globalmente e exibe uma transmissão semelhante e aumento (59–74%) na Dinamarca, Suíça e Estados Unidos.

Filipe destacou que o Brasil não está testando e tipificando as variantes, ou seja, não se sabe quantas pessoas estão infectadas pela variante de Manaus ou da variante selvagem, só sabemos que houve o aumento de casos e que as variantes existem. Destacou que é de suma importância que comecemos a tipificar essas variantes, porque, infelizmente, o Brasil abre um leque de possibilidades para elas, haja vista que é um país tropical, que tem muitos animais e muita mata e isso pode ser um berçário para novas variantes. Também lembrou que as vacinas em si parecem cobrir todas elas.

Após discurso de Lula, Bolsonaro usa máscara em evento e muda o tom sobre vacinas contra Covid-19

Horas antes da cerimônia, Lula fez um discurso em São Paulo em que se apresentou como um contraponto a Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de coronavírus. Ele chegou de máscaras e disse que retiraria o equipamento para discursar porque havia distanciamento social. Lula pediu para que as pessoas tomassem a vacina e fizessem isolamento físico.

Poucas horas após o discurso, o presidente Jair Bolsonaro mudou sua postura habitual ao comparecer a um evento usando máscara de proteção e reforçar o discurso pró-vacina. Ao contrário do que costumam fazer, na cerimônia, todos os ministros participantes e o presidente  utilizaram máscaras de proteção, assim como Lula fez horas antes em discurso na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo, na Grande São Paulo.

A última vez que Bolsonaro havia participado de um evento com máscara havia sido no dia 03 de fevereiro. De lá para cá, foram 36 eventos oficiais em diversas cidades, entre solenidades, encontros com embaixadores, audiências e formaturas, e em todos o presidente não usou o equipamento de proteção. Bolsonaro só tirou a máscara para discursar. Assumindo a mudança de tom em relação às vacinas contra Covid-19, o presidente falou sobre as ações do governo federal para comprar os imunizantes.

Ana alegou que o roteiro do discurso do ex-presidente Lula foi ótimo, bem como disse que quem tem o monopólio da narrativa, ganha o jogo político. Além disso, Filipe lembrou da política "pão e circo", e disse que o brasileiro gosta. 

Organização Mundial da Saúde revela que uma a cada quatro mulheres no Brasil já sofreram violência doméstica.

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De acordo com o relatório divulgado, 23% das mulheres brasileiras entre 15 e 49 anos já foram agredidas física ou sexualmente por seus parceiros em algum momento da vida. A pesquisa revelou ainda que, de um ano pra cá, 6% das brasileiras passaram por, pelo menos, um episódio de agressão.

O episódio terminou com Marilea, Ana Carolina e Ana Panigassi exaltando a importância do feminismo.
 

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