Como estudar medicina no século XXI
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Como estudar medicina no século XXI

A faculdade de medicina me provou o quanto eu estava certa. Passar longos períodos dentro da faculdade, recebendo o conteúdo de forma passiva, sempre foi para mim algo um tanto enfadonho, principalmente por já ter cursado engenharia em um Instituto Federal antes de começar a estudar Medicina.

Eu nunca encontrei lógica naquelas longas aulas – muitas vezes mal dadas, por profissionais com muitos títulos, mas pouca didática. Eu costumava chegar em casa após as aulas de engenharia e abrir o YouTube para estudar. Ele, sim, foi meu verdadeiro professor. Do YouTube aos exercícios: essa era a fórmula do sucesso para compreender de maneira eficiente a matéria.

Quando entrei para a faculdade de medicina, descobri vários serviços de vídeo aulas destinados à área da saúde em geral, além de outros direcionados para estudantes de medicina. Minha faculdade é PBL (Problem Based Learning), um sistema moderno que teve sua origem em Harvard, mas ao ser adaptado ao Brasil causou – e ainda causa – uma certa estranheza nos estudantes da área médica.

Você tem contato com pacientes cedo demais  e recebe uma imensa carga de autonomia, que os estudantes brasileiros não estão acostumados. Isso leva muitos a caírem em um ciclo de reprovação sem fim. Por isso é importante ter uma mente amadurecida para se adaptar ao PBL, principalmente no que diz respeito à gestão de tempo livre.

No meu caso, meu tempo livre com o PBL é preenchido por horas de vídeo aulas e leituras. Sim, YouTube com aulas da USP, sites pagos com aulas direcionadas à medicina e muita, muita leitura. Quando já estou sem forças para continuar e ainda faltam páginas complementares de livros mais específicos, eu conto com a ajuda do leitor automático. Esse método tem me rendido um dos primeiros lugares em aproveitamento e notas altas na faculdade. A combinação PBL e tecnologia tem sido tão eficaz que desde o meu primeiro ano eu já consigo ter certo raciocínio apurado.

No século XXI, só se torna um profissional ruim, quem quer. Estamos na era da independência do aprendizado. Ninguém detém mais a informação. Quem decide o acesso a ela, é o estudante pelo próprio navegador da internet.

Academia Médica
Marcela da Silveira Rocha
Marcela da Silveira Rocha Seguir

Estudante de Medicina Universidade Nove de julho - GRU

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