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Humanização no Curso de Medicina

Humanização no Curso de Medicina

HUMANIZAÇÃO NO CURSO DE MEDICINA

First the patient, second the patient, third the patient, fourth the patient, fifth the patient, and then maybe comes science." - Bela Schick (1877 - 1967) - Aphorisms Facetiae of Bela Schick

A preocupação com  a humanização da medicina e, especialmente, com o ensino da prática dos estudantes de medicina,  está constante presente nos hospitais e nos cursos de medicina. Pragmaticamente o que se discute  é como conduzir este processo de uma forma natural e como conduzi-la sistematicamente.

A interação entre o estudante e o paciente tem que extrapolar o aspecto formal, técnico ou puramente acadêmico. É seminal entender que essa relação humana deve ser respeitosa, com vínculo e responsabilidade. Os estudantes não devem esquecer jamais que  a medicina é fundamentalmente uma ciência humana.

O médico vocacional deve gostar das pessoas e, como já disse o professor Adib Jatene,  ser primeiro especialista em gente. A medicina se utiliza dos progressos tecnológicos  das ciências biológicas para atingir este fim humanista. O médico com formação humanista não só é um médico melhor como também uma pessoa melhor.

O humanismo é uma das grandes virtudes do ser humano e uma ferramenta de trabalho das profissões que lidam com a dor e o sofrimento humano. O humanismo precisa ser ensinado na teoria e na prática, da mesma maneira como  se ensina fazer uma anamnese e um exame físico completo.

Começa na maneira de acolher o paciente pela primeira vez, no toque das mãos ao cumprimentá-lo, na afetividade e humildade do olhar e das palavras. Na compreensão  da fragilidade do doente. No respeito ao pudor. No reconhecimento que as palavras podem ferir mais que um bisturi. Na paciência das explicações necessárias e se despir completamente de reconhecimento ou de  favorecimento pecuniários extraordinários. Na fuga da pressa maligna!

Um estudante competente é sempre aquele que é atencioso e que valoriza as queixas dos pacientes, sem subestimá-las. Reputo como absolutamente necessário que preceptores e professores do curso de medicina devem ensinar compaixão como o remédio mais barato e eficiente. Ela é a base do humanismo da medicina contemporânea.

João Carlos Simões

Editor Científico da Revista do Médico Residente do CRM PR

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