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Medicina, a mais bela das artes

Medicina, a mais bela das artes

A beleza do corpo humano é algo inimaginável, inigualável e incompreensível. Somos frutos de uma série de acontecimentos improváveis, que realmente nos torna uma obra divina.

Somos também base para tudo o que conhecemos, tudo o que cientificamos, a ponto de tentar entender como funcionamos. Todas as ciências derivam da perfeição do homem.

Todas as engenharias são fruto do entendimento da nossa natureza. A origem de tudo (ou o meio de tudo, não sei ao certo dizer) está na natureza humana. Eletrônica, mecânica, mecatrônica, materiais, e tantas outras áreas da engenharia derivaram do "como nosso corpo funciona".  A medicina tende a reunir os conhecimentos que cada uma das áreas reuniu e conseguiu calcular.

A nossa profissão é um todo de todas as outras profissões. Podemos aplicar como resultado, tudo o que todos já descobriram e descreveram. Não há nada que não se aplique ao homem. Principalmente, não há um sonho que por ele não possa ser conquistado.

Em momentos difíceis, duvidamos daquilo que fazemos e do porque fazemos. Engano, atraso, descaso, cansado... Mas sempre nos deparamos com um algo a mais.

Não é segredo para nenhum de nós, que o conceito "cura" não existe. Sinto dizer para os acadêmicos que estão lendo este texto, mas é verdade. Cura não existe. Na verdade, a beleza da nossa profissão nunca esteve na cura. Nenhum grande médico da história prometeu isso. A beleza da nossa profissão está no bem estar do enfermo, na melhoria da qualidade de vida, na vontade do nosso paciente em melhorar.

Alonguei-me demais neste preâmbulo apenas para mostrar (e motivar) que podemos mais. Juntos sempre podemos mais. A medicina, como falei, é o resultado e a aplicação de muitos ramos da ciência. Não existe medicina sem engenharia, e nem a engenharia existiria sem medicina.

Emociono-me muito com os avanços que estamos assistindo. Como os casos de pacientes amputados, que anos após a perda de algum membro podem voltar a ter uma vida mais próxima do normal com as próteses modernas. Pegar coisas, ser independente novamente. Resultado de muito esforço de muitas gerações de cientistas médicos e não médicos que, a cada dia, reparam a divindade que nos foi dada e, acidentalmente, nos foi tirada. Trabalho lindo e inspirador, principalmente para aqueles que se isolam dentro de suas caixas, ou daqueles que afirmam supremacia de sua escolha profissional sobre a outra.

Espero que todos os colegas e futuros colegas se inspirem em fazer da medicina a arte que sempre sonharam, mesmo em tempos difíceis. Somos o que somos, e cuidamos da mais bela das máquinas com o nosso trabalho. Sonho por dias melhores e, para isso, espero que possamos realmente nos engajar através da ciência, das artes, do humanismo, da filosofia e da política. 

Falo na política e não na vida partidária. Precisamos ser mais políticos e nos unir para desenvolver a nossa cidadania e um futuro melhor para a nossa profissão e para nossos pacientes.

Você escolheu dar conforto ao homem, nos momentos mais miseráveis e nos mais bonitos também.

Continue praticando a sua arte, a mais bela entre todas as outras.

 Um abraço fraterno a todos.

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Fernando Carbonieri
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