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A necessidade do ensino administrativo e empreendedor no curso de Medicina

A necessidade do ensino administrativo e empreendedor no curso de Medicina

Como disse Abel Salazar, “O médico que sabe apenas medicina, nem medicina sabe”. Desde o século XX, Salazar e demais médicos visionários já tinham noção de que o médico é muito mais que o profissional da saúde e bem-estar corporal. Durante a faculdade de medicina temos matérias tangentes às mais diversas áreas da saúde e da atuação como profissional.

Somos preparados para agir eticamente, com as diversas aulas e sessões tutoriais acerca das atitudes preconizadas para cada situação. Somos preparados para pensar e agir com base em políticas públicas determinadas pelo Ministério da Saúde e SUS. Todavia não somos preparados para agir como adultos responsáveis por gerir nossa própria carreira.

Conhecimentos básicos de administração, empreendedorismo e contabilidade não nos são repassados. O acadêmico sai do curso de graduação sem a menor ideia de ao menos quais são suas responsabilidades fiscais, seja como empregado ou trabalhador autônomo.

Tais conhecimentos deveriam ser vistos como essenciais, uma vez que qualquer um que queira atender pelo regime privado fora dos hospitais tem que abrir sua clínica ou consultório, ou no mínimo alugar uma sala em consultórios já existentes. Além disso, há ainda a necessidade de fornecer base teórica para aqueles que desejam algo mais que a carreira clínica ou cirúrgica.

Sabe-se que a área da saúde é hoje uma das mais promissoras para investimentos e aplicações e quando essa se associa à área de desenvolvimento tecnológico tem-se o nicho indiscutivelmente mais promissor de desenvolvimento.

Antigamente tinham-se os administradores e profissionais das ciências econômicas como protagonistas dos empreendimentos em saúde, contudo aos poucos estão surgindo médicos pioneiros no empresariado. Assim, nada mais justo e interessante que o profissional que detenha o saber teórico da fisiologia e patologia humana, seja também aquele que possa gerir a sua carreira e até ganhar o mundo com suas ideias e visões inovadoras.

E para começar, devemos analisar a inclusão dessas matérias já durante a universidade, pensado no acadêmico, afinal assim como pensava Willian Osler, “... a educação na qual ele está envolvido não é um curso universitário, nem um curso de medicina, mas um curso de vida, para o qual o trabalho de alguns anos com os professores é apenas uma preparação”.

E você? O que gostaria de aprender, ou ter aprendido, para complementar seus estudos durante a faculdade de Medicina?

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Victor Rennó
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Acadêmico do 3º ano de medicina. Ex presidente da Liga Acadêmica de Geriatria. Fundador da Liga Acadêmica de Gestão e Inovação em Saúde - LAGINOVE. Ex acadêmico de Engenharia Civil.

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