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O desafio do Engajamento Médico
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O desafio do Engajamento Médico

Atualmente muito tem se ouvido falar sobre engajamento médico. Afinal, o que isso significa?

Este termo emergiu com a recente reforma na saúde norte-americana , desde então tem tomado força em outros países, inclusive o Brasil. O termo "engajamento médico" significa envolver de forma emocional e intelectual o médico, fazendo com que este assuma o propósito de sua profissão dentro de uma instituição, não só em colaboração específica mas também compartilhando metas, atitudes e condutas nas quais reflitam uma melhora do cuidado e assistência ao paciente. Profissionais comprometidos, engajados, melhoram a sua produtividade e isso traz benefícios para todos os envolvidos no processo da assistência em saúde. 

Alguns tópicos publicados no site FierceHealthcare, ajudam a entender melhor esse processo a luz da realidade brasileira. Dentre outras coisas o engajamento médico segue preceitos como:

- Manter médicos informados sobre as metas financeiras e operacionais do hospital, promovendo uma perspectiva administrativa. 

- Oferecer ferramentas para a educação continuada e treinamento médico, não só aprimorando competências mas melhorando informações em finanças, comunicação inter-pessoal e formação de equipes.

- Promover o entendimento dos objetivos da instituição e alinhar aos objetivos pessoais e profissionais dos médicos.

- Incentivar a concentração do trabalho em uma instinutição e /ou minimizar o trabalho em outras. 

Porém nem sempre e fácil manter um profissional engajado. Um estudo recente na Current Direction in Psychological Science, mostrou que o engajamento não está relacionado somente aos recursos oferecidos pelo empregador, mas também pelo nível de envolvimento e desempenho do profissional médico. E este envolvimento é extremamente variável, podendo se alterar em dias e até horas, o que é uma característica do ser humano, mas também um ponto a ser trabalhador por líderes e gestores.

De outra forma, nós médicos como profissionais liberais que somos, também podemos utilizar essa prática em nossos consultórios. Neste sentido, é interessante rever as práticas das nossa relação médico-paciente, da nossa relação com funcionários e da relação dos nossos funcionários com os pacientes. O próprio ambiente de trabalho também contribui com o engajamento, a partir do momento em que o paciente passa se sentir em casa, em um ambiente acolhedor, silencioso e empático. 

Ainda existe muito a ser feito no aprimoramento do engajamento médico, mas muitos hospitais e clínicas hoje no Brasil já estão mudando a sua forma de pensar e atuar ,visando cada vez mais manter o médico engajado, motivado e preparado para atenção global de seus pacientes. 

Roberta Fittipaldi Palazzo

Roberta Fittipaldi Palazzo

Medica pneumologista e intensivista. Pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), professora da pôs graduação de Terapia Intensiva do HIAE, cursando doutorado em Pneumologia na Universidade de São Paulo(USP).

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