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Personal Branding: O impacto da gestão da marca pessoal nos profissionais da saúde

Personal Branding:  O impacto da gestão da marca pessoal nos profissionais da saúde

Não é novidade para ninguém que o mercado de trabalho vem sofrendo transformações significativas ao longo dos últimos anos, as quais são multifatoriais e podem ser justificadas, entre outros motivos, pelo avanço tecnológico e disseminação de informações de fácil acesso, pelo aumento expressivo do número de instituições de ensino superior e consequente oferta de profissionais no mercado, e ainda pelo aumento de profissionais liberais, empreendendo e atuando de forma autônoma. 

Analisando os aspectos positivos de tais transformações, precisamos assumir que foram inúmeros e que possibilitaram avanços exponenciais. Entretanto, não podemos deixar de mencionar que todas essas transformações resultaram também no aumento da competitividade de mercado, fazendo emergir novas demandas aos profissionais, inclusive de reinvenção e recolocação em seus cenários de atuação, assim como a construção de estratégias de marca pessoal como uma vantagem diante da concorrência. 

E é a partir desse ponto que daremos luz ao Personal Branding, um termo que tem sido cada vez mais estudado e mencionado como indispensável na gestão de carreiras e negócios no mercado de trabalho atual. Mas, inicialmente, é preciso elucidar qual é o real significado dessa área do conhecimento, pois ela ainda é relativamente nova, em especial no cenário da saúde, o que faz surgir dúvidas e entendimentos equivocados, resultando na subutilização de uma estratégia inovadora e resolutiva, por mera falta de conhecimento dos profissionais, os quais podem se beneficiar, e muito, diga-se de passagem!

Personal Branding nada mais é do que o processo de gestão da sua marca pessoal, ou seja, todos somos uma marca, porém quando geridas estrategicamente, usamos ela a nosso favor e conseguimos alcançar o posicionamento da mesma, nos consolidando e, por vezes, nos tornando autoridade, em nossas áreas de atuação profissional. Porém, é preciso destacar o contrário também: caso não tenhamos o entendimento da importância que a gestão de nossas marcas possui, corremos o risco de naufragar através de nossas condutas diárias, que ao longo do tempo vão se tornando a nossa referência. 

Basicamente, podemos dizer que o Personal Branding é estruturado através de três pilares, que são: a sua imagem, o seu comportamento e a sua obra. E que devem estar alinhados, inclusive à sua vida pessoal e profissional, afinal nossos múltiplos papeis na sociedade precisam estar em sintonia! Ou seja, a incoerência ou o descompasso entre esses  três aspectos podem impactar na sua marca pessoal, fazendo com que você seja lembrado com referências negativas. E assim podemos constatar que, sem dúvidas, construir sua marca pode servir como o caminho para o sucesso profissional.  

Mas atenção, NÃO confunda Personal Branding com Marketing! Trabalhar a marca pessoal não significa fazer propaganda, mas, sim, se posicionar perante o seu público de forma estratégica, fazendo com que ele compreenda quem é você e o que tem a oferecer. O objetivo é construir, por meio de boas práticas, uma imagem sólida, respeitosa, que se destaque e crie uma boa percepção sobre a sua identidade e a sua capacidade profissional.

Outro equívoco disseminado por aí é o entendimento que Personal Branding é praticamente sinônimo de posicionamento digital (e não é!). Mas aqui vamos com calma, pois é um ponto importante de ser esclarecido…

O posicionamento digital faz parte do Personal Branding, ou seja, não são a mesma coisa, mas um influencia diretamente no outro. E vou te explicar o porquê: vivemos em uma era altamente tecnológica, na qual as redes sociais passaram a fazer parte de nossas vidas. Assim, as ferramentas digitais possuem grande capacidade de fazer com que o profissional se consolide como referência em sua área de atuação. E com isso eu afirmo: as redes sociais precisam ser exploradas por quem deseja se posicionar de forma ASSERTIVA no complexo ecossistema da saúde.

E você, profissional da saúde, acha que faz sentido o Personal Branding em sua carreira?

Antes de pensar na resposta, quero que você se faça alguns questionamentos: Como eu desejo ser lembrado? Quando é debatido sobre a minha área específica de atuação, o meu nome entra na roda? Pare um pouco e reflita: quem é a sua referência profissional no mercado? E o que torna esse profissional diferente? 

Você já se deu conta de que nos deparamos, muitas vezes, com profissionais preparados, habilidosos, dedicados, com grande conhecimento, currículo invejável, mas, ao contrário do que tudo indica, com uma carreira desgovernada, perdida e sem nenhum posicionamento? Pois bem, isso pode ser explicado pela falta de gestão estratégica da marca pessoal. E isso é comum acontecer entre os profissionais da saúde, uma vez que não somos preparados para isso em nossas formações, pois ainda encontramos um descompasso entre a abordagem das hard skills e soft skills nas instituições de ensino, fazendo predominar o ensino tecnicista. 

E vale lembrar que Personal Branding não é apenas para profissionais liberais, e que aqueles profissionais que atuam vinculados formalmente a serviços de saúde também podem pensar estrategicamente sobre a gestão de suas marcas, o que pode resultar em inúmeras conquistas, entre elas o destaque, o reconhecimento e progressões, tanto de cargo como de salário. 

Então, o recado que fica é: o mundo está fluido e a área da saúde está cada dia mais desafiadora, com novos produtos, tecnologias e muitos profissionais se formando a cada ano, por isso, fique atento: sair da sua zona de conforto, assumir o controle da gestão da sua marca pessoal e ter um posicionamento claro, consistente e autêntico, é imprescindível para que consiga mostrar o seu verdadeiro valor e se destacar em seu cenário de atuação profissional! 

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