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Quanto mais "Curtidas", menor a taxa de mortalidade do hospital

Quanto mais "Curtidas", menor a taxa de mortalidade do hospital.

Estudo diz que hospitais com mais “likes” no facebook tem, menor a mortalidade. Popularidade online indica qualidade nos cuidados com o paciente, neste caso.

Uma das maiores reclamações contra o sistema de saúde atual é que você nunca tem certeza – quando entra em um hospital – exatamente como será sua estada. Certas medidas, como satisfação dos pacientes e índices de mortalidade, são considerados indicadores razoáveis de qualidade, entretanto, também não são fáceis de serem obtidos. Sites de avaliação de pacientes, no estilo do Yelp, são vulneráveis, algumas vezes difamam e têm relatórios com viés. Estatísticas para hospitais específicos, quando coletadas, muitas vezes não são divulgadas.

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Ao invés de encontrar novas maneiras de coletar e reportar qualidade, porque não usar algo que já sabemos que é poderosamente efetivo: a força de redes sociais que é o Facebook. Como um estudo de similaridade de amizades mostrou, Facebook não é apenas um espaço virtual, mas uma ferramenta que amplifica nossa vida real.

Essa realidade, demonstrada em um estudo publicado no The American Journal of Medical Quality, pode ser estendida para o paciente. Quando a pesquisa comparou o número de “likes” adquiridos por 40 hospitais na cidade de Nova York, encontrou que a popularidade online está positivamente correlacionada com quantas pessoas responderam “Sim, eu definitivamente recomendaria o hospital” em pesquisas sobre satisfação dos pacientes.

Uma relação ainda mais forte foi encontrada para a mortalidade.  Para cada ponto percentual de redução no índice de mortalidade em trinta dias, correspondeu com a página do hospital possuir 93 ou mais “likes” no Facebook.

Com alguns valores muito discrepantes, a maioria dos hospitais inclui no estudo que tem apenas algumas centenas de “likes” – uma amostra pequena para os padrões do gigante da mídia social. Os números, entretanto, tornaram-se um melhor indicador de qualidade, nos índices de mortalidade, quando associados aos índices de satisfação do cliente. Depois de tudo, os pacientes que passaram por hospitais em foi feita a pesquisa, foi perguntado se o recomendariam ou não. Um tipo especial de satisfação é necessária, entretanto, para o paciente entrar no Facebook, procurar seu hospital e recomendá-lo publicamente.

Depois de ler esse texto, você ainda considera não colocar sua clínica, hospital ou serviço de saúde, nas redes sociais? Pense nisso!

Original: The Atlantic

Fernando Carbonieri
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Inovação é sua forma de exercer a medicina. Em 2012 criou a Academia Médica, comunidade dedicada a "FALAR O QUE A FACULDADE ESQUECEU DE NOS CONTAR". Membro Comissão do Médico Jovem do CFM, Palestrante, Hacking Health Curitiba e Brasil

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