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Saúde mental: demanda por atendimentos no SUS cresce em meio à pandemia

Saúde mental: demanda por atendimentos no SUS cresce em meio à pandemia

Saúde mental é um tema que veio à tona com mais intensidade durante a pandemia e, ao que tudo indica, a busca por atendimentos nessa área também se intensificou no Sistema Único de Saúde (SUS). Dados do Ministério da Saúde (MS) revelam que somente em 2021,foram realizados mais de 400,3 mil atendimentos pela rede pública — o que representa um aumento de 11% em relação ao ano de 2020.

Um fator que chama a atenção nos dados, é que mais de 159,6 mil pessoas que buscaram esse tipo de ajuda fazem uso abusivo do álcool. A relação entre o desenvolvimento de um quadro de crise ou transtorno mental também foi associada ao uso de outras drogas como alucinógenos, sedativos, solventes, opiáceos, dentre outras. 

Neste levantamento, outro fator importante é o perfil dos pacientes. A maioria são homens que possuem entre 25 e 29 anos. Outras faixas etárias significativas são: 10 a 24 anos (49,4 mil casos) e 60 anos ou mais (38,4 mil).

Saúde mental e atendimento da Rede de Atenção Psicossocial: desafios constantes

Um dos grandes avanços que o movimento da Reforma Psiquiátrica trouxe para o Brasil foi o desenvolvimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Atualmente, a rede é composta por serviços de saúde como os Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) que são integrados às Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e aos leitos de atenção integral em hospitais e CAPS III, além dos centros de convivência e cultura.

Leia também: Considerações sobre saúde mental e psicossocial durante o surto de COVID-19

Durante a pandemia, a oferta desses atendimento foi afetada e passou por alterações distintas, principalmente nos momentos de maior restrição por conta das orientações sanitárias. Neste contexto, vale lembrar que é preciso ter atenção e cuidado com as pessoas que precisam do acesso à saúde mental e que as estatísticas revelam apenas a ponta do iceberg, já que o sofrimento mental pode ser causado por múltiplos fatores que vão além das determinações biológicas e genéticas.

A pandemia de COVID-19 é uma fratura exposta e que impulsionou ainda mais os problemas sociais, econômicos, familiares e potencializou um cenário que deixa as pessoas mais estressadas e suscetíveis ao sofrimento mental e ao desenvolvimento desses quadros.

Em nota concedida à agência Brasil, o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério, Rafael Bernardon, fez um adendo sobre a pesquisa do MS:

"É importante lembrar que esses números não são suficientes para retratar o problema da dependência química no país, tendo em vista que estamos falando especificamente da quantidade de atendimentos e não do total de pessoas dependentes”.

 

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Referências

  1. Agência Brasil. SUS: atendimento a pessoas com transtornos mentais aumenta 11% em 2021. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-02/sus-atendimento-pessoas-com-transtornos-mentais-aumenta-11-em-2021. Acesso em 21 de fev de 2022.

  2. Ministério da Saúde. 20 anos da Reforma Psiquiátrica no Brasil: 18/5 – Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/20-anos-da-reforma-psiquiatrica-no-brasil-18-5-dia-nacional-da-luta-antimanicomial/. Acesso em 21 de fev de 2022
  3. Ministério da Saúde. Conheça a RAPS: Rede de atenção psicossocial. Disponível em? https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/conheca_raps_rede_atencao_psicossocial.pdf. Acesso em 21 de fev de 2022.








 

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