O suporte ao aleitamento materno é um componente essencial da saúde pública, pois traz benefícios significativos tanto para a mãe quanto para o bebê. Um estudo recente revisado pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA (USPSTF) enfatiza a importância das intervenções de aconselhamento comportamental durante a gravidez e após o nascimento para apoiar a prática do aleitamento materno. O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), oferece uma análise aprofundada e recomendada para médicos de atenção primária e outros profissionais de saúde envolvidos no cuidado perinatal.
Benefícios do Aleitamento Materno
O aleitamento materno, definido pela USPSTF como alimentar no peito ou com uma mamadeira contendo leite materno, é conhecido por reduzir o risco de várias condições de saúde no bebê, como otite média aguda, asma, aumento de peso e obesidade, leucemia infantil e diabetes tipo 1. Para as mães, os benefícios incluem uma menor incidência de câncer de mama e de ovário, hipertensão e diabetes tipo 2.
Apesar dos benefícios conhecidos, as taxas de aleitamento materno nos EUA ainda estão abaixo das metas nacionais. Em 2021, apenas 59,8% dos bebês de 6 meses eram amamentados, e somente 27,2% eram exclusivamente amamentados. As taxas mais baixas foram observadas entre mães que são negras, menores de 30 anos, solteiras ou que vivem fora de áreas metropolitanas, com escolaridade máxima no ensino médio e participantes do Programa Especial de Nutrição Suplementar para Mulheres, Bebês e Crianças.
Intervenções para Suporte ao Aleitamento Materno
As intervenções que demonstram eficácia no aumento das taxas de aleitamento materno incluem programas educativos e de suporte. Os programas educativos geralmente oferecem informações sobre os benefícios do aleitamento materno, habilidades práticas e gestão de complicações comuns. Além disso, programas de suporte, muitas vezes conduzidos por enfermeiros, parteiras, clínicos e profissionais de lactação, podem proporcionar encorajamento e oportunidades para discutir questões e problemas relacionados ao aleitamento materno.
Eficácia do Aconselhamento Comportamental
O estudo da USPSTF revelou que as taxas de aleitamento materno são significativamente maiores entre as mães que participam de intervenções de aconselhamento comportamental em comparação com aquelas que não recebem esse suporte. Essas intervenções também estão associadas a um aumento nas taxas de aleitamento materno exclusivo. Além disso, 22 estudos relataram que mães que receberam aconselhamento comportamental tiveram menos problemas com a amamentação, como mastite e dor nos mamilos ou seios.
Recomendações para Prática Clínica
Com base nos benefícios evidenciados, a USPSTF conclui que as intervenções de aconselhamento comportamental em cuidados primários apresentam um benefício líquido moderado e recomenda que clínicos de atenção primária forneçam intervenções ou encaminhamentos para apoiar o aleitamento materno para todas as adolescentes e adultos que estão grávidas ou no pós-parto.
Este estudo destaca a importância crítica do suporte proativo ao aleitamento materno nas práticas de cuidados de saúde, não apenas para melhorar os resultados de saúde infantil, mas também para promover o bem-estar materno a longo prazo. As implicações para a prática médica incluem a necessidade de integrar o aconselhamento sobre aleitamento materno como um elemento padrão do cuidado perinatal, garantindo que todas as mães tenham acesso ao suporte necessário para iniciar e manter a amamentação.
Referência:
Voelker R. Behavioral Counseling Interventions to Support Breastfeeding. JAMA. Published online April 08, 2025. doi:10.1001/jama.2025.4144






