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Telereabilitação em doenças crônicas: Design e avaliação de usabilidade

Telereabilitação em doenças crônicas: Design e avaliação de usabilidade
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ago. 17 - 4 min de leitura
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A reabilitação de pacientes com doenças crônicas enfrenta desafios significativos devido à natureza recorrente e de longa duração dessas enfermidades. A telereabilitação (TR), utilizando Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), surge como uma solução inovadora, permitindo o atendimento dos pacientes sem a necessidade de presença física junto ao profissional de saúde.

A publicação de Ghaben SJ e colaboradores no DIGITAL HEALTH, de 17 de agosto de 2023, buscou identificar o design, os testes de usabilidade de um sistema de TR e suas características e funcionalidades ideais para a reabilitação de adultos com doenças crônicas. O estudo introduz o framework “input-process-output” (IPO) para o design e teste de usabilidade de sistemas TR. A abordagem centrada no usuário (UCD) é priorizada, aliando-se à prática ágil, o que confere flexibilidade ao processo de desenvolvimento. A integração de teorias comportamentais, especialmente a Teoria de Mudança Comportamental (BCT), e a multidisciplinaridade das equipes de desenvolvimento, que unem profissionais da saúde a especialistas em ciência da computação, são essenciais para a eficácia do sistema.

Os autores analisaram estudos publicados entre janeiro de 2017 e dezembro de 2022, identificando 31 sistemas de telereabilitação, todos desenvolvidos por equipes multidisciplinares, voltados para enfermidades como cardiovasculares, câncer, diabete e distúrbios respiratórios crônicos. A maioria dos sistemas empregou uma abordagem de design centrada no usuário, com ênfase na identificação das necessidades e características dos usuários, bem como a utilização de teorias para fundamentar seu desenvolvimento. A avaliação da usabilidade indicou que a maioria passou por testes de usabilidade moderados, culminando em sistemas de alta fidelidade e, em alguns casos, sistemas totalmente disponíveis para uso.

Os autores salientam a relevância da arquitetura do sistema TR, com destaque para a necessidade de incluir recursos como câmeras para videoconferência. Contudo, sistemas mais avançados podem incorporar diversas funcionalidades, atendendo às demandas dos usuários. A avaliação da usabilidade, considerando a facilidade e satisfação de uso, é crucial, e aspectos como eficiência, qualidade e empoderamento são determinantes.

O estudo também evidencia a aplicação do modelo IPO no desenvolvimento de sistemas de TR. Esta abordagem, focada nas necessidades do usuário, seja paciente ou terapeuta, tem potencial para melhorar a adesão ao tratamento e, consequentemente, os resultados de saúde. Contudo, o modelo IPO, em sua forma generalizada, pode não considerar nuances específicas de cada doença crônica. Assim, pesquisas futuras podem explorar adaptações do modelo IPO para condições específicas.

A colaboração dos profissionais de saúde é fundamental para a implementação bem-sucedida da TR, sobretudo no tratamento de doenças crônicas. Ao combinar teorias comportamentais, design centrado no usuário e colaboração multidisciplinar, os sistemas de TR podem se tornar mais eficientes e alinhados às demandas de pacientes e profissionais.

Em resumo, esta pesquisa evidencia o impacto transformador da telereabilitação no cenário da saúde contemporânea. Com uma abordagem estruturada, centrada no usuário e reforçada pela colaboração interdisciplinar, os sistemas de TR podem revolucionar a reabilitação, tornando-a mais acessível e adaptada às necessidades dos pacientes com doenças crônicas.

🚩 Este estudo convida à reflexão sobre as inovações tecnológicas na reabilitação. Para os profissionais que desejam aprofundar-se no tema, disponibilizamos o link para acesso ao estudo completo.


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Referência: 

Ghaben SJ, Mat Ludin AF, Mohamad Ali N, Beng Gan K, Singh DKA. A framework for design and usability testing of telerehabilitation system for adults with chronic diseases: A panoramic scoping review. DIGITAL HEALTH. 2023;9. doi:10.1177/20552076231191014COPY CITATION


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