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Tempos de crise, vitimização e a sua melhor versão

Tempos de crise, vitimização e a sua melhor versão

Tempos de crise, vitimização e a sua melhor versão

[avatar user="Lifefp" size="thumbnail" align="left" link="http://bit.ly/lifefpam" target="_blank"]A Life FP é a nova parceira do Academia Médica no falar o que a faculdade esqueceu de contar. São posts semanais que ajudarão nossos leitores a viver om qualidade, fazendo o dinheiro trabalhar por você.[/avatar]

Caros amigs do Academia Médica,
Estamos tendo a oportunidade de vivenciar um momento histórico em nosso país. As incertezas objetivas que habitam o atual ambiente social geram outras dúvidas, estas subjetivas, que infelizmente ganham importância ainda maior. É preciso ter a lucidez de distingui-las, sem medo, e dar a cada uma o tamanho adequado.

É claro que em situações de crise, tende-se a interpretações e julgamentos subjetivamente negativos, mesmo quando considerado o perfil otimista do brasileiro. Otimismo agora afetado e quebrantado pelas desilusões, endividamento, desesperança e vitimização. Precisamos repreender quem erra, mas também precisamos reconhecer que erramos muito nos últimos anos e não podemos culpar apenas os políticos pelo momento atual.

Não é de hoje que o “jeitinho brasileiro” está enraizado em nossa cultura: Os pequenos desvios de ética e moral, pequenas infrações de trânsito, votos por interesse, inadimplência, o não pagamento de imposto... E diversos outros exemplos deste “jeitinho”... O que acontece nas esferas mais altas do governo é um grande reflexo de uma sociedade corrompida.

Mas nem tudo está perdido! Em nenhum outro momento da nossa história ficou tão evidente a eficiência de algumas de nossas instituições. O país da impunidade está vendo, pela primeira vez, políticos e grandes empresários na cadeia. Embora muitos outros ainda deveriam estar, foi um começo. O brasileiro, antes tarde do que nunca, passou a pensar no futuro, fazer contas e a se relacionar com o dinheiro. Nunca vi tantas pessoas preocupadas e interessadas em política, mesmo que seja para questionar e julgar, algo que antes sequer sabiam.

Damos pequenos, mas fundamentais passos para um desenvolvimento mais sustentável. Estamos criando uma sociedade mais consciente, interessada e quem sabe com menos “jeitinho brasileiro”. Estamos percebendo que as coisas precisam ser bem feitas para funcionar, que o dinheiro deve e pode fazer parte de um plano de vida melhor estruturado e perceber os desafios que alguém não planejado enfrenta. A crise evidencia o que há em nós, para o melhor, ou pior.

Não acredito que depois de tudo isso a corrupção, os desvios de conduta, a má qualidade na educação e saúde cessarão, tampouco creio que não haverá (ainda) mais inflação ou outras crises, mas certamente será diferente.

Uma nação se transforma a partir de seu povo e não através de seus governantes. Não é pelo pessimismo reinante que conseguimos mudar alguma coisa. Negligenciar a crise acreditando que esta não te afeta também é uma estratégia equivocada. A crise existe, é real e impacta todos nós, agora, a pergunta é: Se eu não controlo a crise, como é que posso controlar o impacto disso em minha vida? A resposta é: Menos crise e mais planejamento. Se alguns clamam o fim do Brasil, proclamamos o nascimento de sua melhor versão a partir de seu Plano de Vida e Finanças Pessoais.

Para iniciarmos este Planejamento de Vida é fundamental reconhecer nossas deficiências e fraquezas e trabalhar para que sejamos a melhor versão do que podemos ser.

Sendo cada um de nós, cada família, um país, consulto:

  • Estamos cultivando bem nossa politica externa? (Novos amigos e velhos amigos)
  • Estamos cuidando da nossa política interna? (Cuidando do cônjuge e se importando com a felicidade das pessoas próximas)
  • Estamos cuidando das finanças públicas? (Utilizando o nosso dinheiro para aquilo que realmente importa, para gerar melhor retorno para a família, investindo no futuro e infraestrutura familiar).
  • Estamos cuidando da nossa saúde? (Quando foi a última vez que fez um checkup? Tem feito exercícios físicos? Qual foi o último livro que leu, inteiro? Você tem investido em seu bem mais valioso, você?).
  • Estamos cuidando da nossa sociedade? (Qual foi a última vez que foi a uma peça de teatro? Quando deu um presente repentino ao seu cônjuge? Quando doou, ofertou algum recurso a alguém mais necessitado?)
  • Estamos cuidando da nossa educação? (Qual foi o ultimo investimento em seu conhecimento, cultura e desenvolvimento pessoal e familiar?)
  • Como estaria este país (família)? Estaria em crise?
  • Caminhando com alguns clientes que me permitem o desafio destas reflexões eu percebo que estão vivendo mais próximos de sua melhor versão e não “em crise”, apesar “da crise”.

    Por isso anseio conhecer e poder contribuir para que mais pessoas possam desafiar-se aos benefícios de uma vida planejada. Como diz uma sábia frase: Ninguém planeja fracassar... mas muitos fracassam por não planejar.”

    Termino este texto com 2 convites e 1 pedido:

    Primeiro: Reconheça a sua crise, mas não se defina nela. Uma âncora em seu passado apenas te faz prisioneiro de seu presente e uma vítima de seu futuro. Quer melhorar? Reconheça que precisa e acredite que pode! Se você acreditar, você está certo. Se você não acreditar, você também está certo... no quê você acredita?

    Segundo: Não deixe a crise circunstancial ofuscar o amplo contexto de sua melhor versão. O caminho para esta sua melhor versão é feito de curvas, algumas mais fechadas do que outras, como a crise atual, mas todas servem para lhe mostrar algo. Esteja sensível, esteja planejado e construa a sua vida em sua melhor versão.

    O meu pedido: Saia da sua zona de conforto, que não sejamos vítima de uma crise, mas agentes de uma melhor versão também na sua vida. Vamos conversar melhor, terei o maior prazer em te ajuda-lo.

    Com carinho,

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    Luiz Fernando Schvartzman, CFP®
    Sócio LifeFP™
    luiz.fernando@lifefp.com.br

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