[ editar artigo]

Tomografia Computadorizada: Investir ou não em um aparelho de tecnologia superior?

Tomografia Computadorizada: Investir ou não em um aparelho de tecnologia superior?

Há apenas 48 anos o engenheiro Hounsfield demonstrou no Congresso Anual do British Institute of Radiology as imagens obtidas pelo primeiro aparelho tomógrafo com finalidade clínica. De lá até o momento sabemos que muito mudou. A ciência da imageologia ganhou indicadores e boas práticas que nos dão suporte para o melhor diagnóstico com o mínimo de impacto na saúde de nosso paciente.

Obviamente que esses avanços são acompanhados de investimentos elevados em novos equipamentos e softwares. Fica até complicado fazer escolhas frente a um mercado que avança bastante rápido, com tecnologias de ponta para os aparelhos diagnósticos. Uma das principais questões a serem respondidas alicerça-se na balança entre investimento, produtividade e benefício ao paciente.

Quando o assunto é tomografia, os novos equipamentos são cada vez mais surpreendentes. Para se ter uma ideia os primeiros aparelhos tomógrafos demoravam horas ou até dias para processar as imagens. Hoje esse processo é muito mais ágil. A velocidade de aquisição e de reconstrução está na ordem de segundos, com uma qualidade muito superior aos aparelhos de 5 anos de uso.

A qualidade das imagens com fins diagnósticos e até mesmo terapêuticos, como são os casos dos Follow-up de oncologias,  permitem um detalhamento de lesões e pequenas estruturas com alta resolução a partir de aquisições de imagens volumétricas, possibilitando reconstruções multiplanares e tridimensionais capazes de elevar a assertividade dos resultados radiológicos com muita precisão.

Estes avanços possibilitaram um aumento considerável no uso da tomografia com finalidade diagnóstica, como os exames cardíacos para a detecção de pequenas anormalidades (Preditivo Positivo) que utilizam recursos de identificação das arritmias automaticamente durante as aquisições das imagens, realizando as correções necessárias sem qualquer influência dos operadores. Ou ainda programas avançados de modulação de dose de radiação baseados nos batimentos cardíacos de cada paciente em estudo, o que não eram possíveis nos aparelhos mais antigos por conta das limitações técnicas.

Utilizando algorítimos inteligentes de processamento dos dados obtidos pelos detectores de alta sensibilidade – que já possuem tamanho Nano – os tomógrafos atuais permitem uma melhora significativa nas informações disponibilizadas para os médicos radiologistas, impactando positivamente a maneira como decidimos os próximos passos nos tratamentos dos pacientes.

Além da alta qualidade das imagens e novas possibilidades de diagnósticos não invasivos, aparelhos como o TC INCISIVE, lançado pela Philips na ECR 2019, possibilitam qualidade de gestão e produtividade, pois possuem hardware e softwares avançados para monitoramento dos componentes do aparelho, como é o caso do vMRC Smart Card – uma unidade de processamento eletrônico dos indicadores críticos do Tubo de raios-X (temperatura, pressão, voltagem, estabilidade do anôdo etc...) que acompanha o desempenho da peça gerando relatórios para um time de engenheiros que checam remotamente os dados. Isso diminui o tempo de máquina parada, consumo energético e garante maior segurança e durabilidade do equipamento, elevando o conceito de TCO (Custo Total do Proprietário) para um outro nível de entendimento e abordagem. Previsibilidade e controles operacionais relevantes são as novas fronteiras a serem transpostas na nova tomografia desses tempos.

Investir ou não em um aparelho de tecnologia superior?

São fatores que geram grandes desafios para os gestores, administradores e médicos radiologistas. E algumas questões vêm a nossa mente quando estamos de frente a decisões de investimento:

  • Devo comprar um aparelho de última geração com maior tecnologia, melhor produtividade e um maior investimento?
  • Devo ser conservador, comprar um aparelho mais obsoleto, porém mais barato?
  • Qual destas opções seria a melhor a longo prazo?

São perguntas bastante pertinentes cujas respostas vão depender de múltiplos fatores como: demanda de exames por dia; expectativa e projeção de crescimento do serviço de imagem; busca por uma melhor receita com retorno financeiro a médio prazo; economia dos custos operacionais fixos e variáveis.

Também pensando nisso as principais fabricantes do mercado, a exemplo da Philips, não medem esforços para melhorarem os seus produtos, na intenção de mitigar alguns destes problemas. Ainda utilizando o exemplo da TC INCISIVE, a aquisição da máquina vem acompanhada de garantia na troca do tubo de raio-x por até 10 anos sem custos adicionais. Questões como essas são bastante relevantes para a mensuração dos custos a médio e longo prazo, pois significa  economia estimada em até 400 mil dólares no período. Afinal a suposta economia gerada pela aquisição de um aparelho inferior pode acabar sendo um "tiro no pé” pelo maior custo de manutenção ao longo de 10 anos.

A Philips também conta com o programa Technology Maximizer, que disponibiliza as últimas atualizações de software e hardware para o cliente conforme são lançadas, mantendo assim todo o parque tecnológico atualizado e sob controle.

A otimização do desempenho dos tomógrafos através de algoritmos de inteligência artificial, o emprego do conceito de Machine Learning em toda a rotina de exames para melhorar a gestão do ciclo de vida do aparelho, são fatores que devem ser considerados nas decisões de seleção de tecnologia e investimento, quando se resolve optar por empresas de diagnósticos por imagem do mercado. Dessa forma, damos um passo mais seguro para garantir a melhor condição de retorno do investimento, com o custo operacional sob controle e consequente satisfação na experiência dos pacientes com o serviço prestado pela clinica ou hospital.

Pare entender um pouco mais sobre gestão e produtividade em clínicas de imagem que possuem Tomografias ou desejam disponibilizar esse tipo de exame, recomendo que você acesse o site da TC INCISIVE, de onde eu tirei as informações para esse texto, e confira as novidades sobre esse produto.

Artigo escrito por Dr. Felipe Negrão, Médico Imageologista do Hospital Erasto Gaertner de Curitiba, com especialização em Neuro imagem, à pedido da Philips.

Academia Médica
Felipe Alexandre Queiroz Negrão
Felipe Alexandre Queiroz Negrão Seguir

Formado em medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná com residência médica pelo Hospital do Rocio e especialização nível R4 em Neurorradiologia pela clínica Ecomax-SC. Curso de Neurorradiologia pela Santa Casa-SP.

Ler conteúdo completo
Indicados para você