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Vamos conversar sobre Melanoma?

Vamos conversar sobre Melanoma?

Acabou a temporada de festas mais frenéticas e com elas vai indo também o verão. E olha que esse nosso verão foi a amostra grátis do fogão à lenha, não é, amigo(a) leitor(a)?

Tão importante quanto cuidar de fatores como nossa alimentação, bem estar, saúde física e mental, está o fato de ficarmos de olho em um assunto de extrema importância: o melanoma.

 

Mas o que é esse famoso melanoma?

O melanoma é um tipo de câncer de pele que tem sua origem nos melanócitos, que nada mais são do que células que produzem melanina, substância que dá cor à nossa pele. A mancha associada ao melanoma pode aparecer em qualquer local do corpo na forma de manchas, pintas ou sinais. Para se ter uma ideia, de todos os tumores malignos dos pacientes brasileiros, cerca de 30% são respectivos ao câncer de pele, ou seja, num grupo de 100 pessoas com tumor maligno no nosso país, 30 delas têm a chance de ter o câncer de pele.

Algo importante a ser destacado é que, nos últimos anos, a sobrevida relacionada ao melanoma aumentou graças, principalmente, ao diagnóstico precoce.

 

Quais são as estatísticas do melanoma?

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o SIM-SUS (Sistema de Informação de Mortalidade), para 2020, há uma estimativa de 8.450 novos casos no Brasil, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres. Para se ter uma ideia, em 2015, 1.794 pessoas morreram por conta dessa condição contando 1.012 homens e 782 mulheres vítimas do melanoma.

 

Mas o que faz aumentar o risco do melanoma?

Podemos listar aqui quatro principais:

  1. Exposição excessiva e prolongada ao sol (principalmente entre as 10 da manhã e 16 horas);
  2. Fazer o uso das perigosas câmaras de bronzeamento artificial;
  3. Pele ou olhos mais claros, cabelos ruivos ou loiros (existe também a condição de albinismo, que também é um fator de risco importante);
  4. Ter/tido, na família, um caso de câncer de pele.

 

Quais os sinais da doença?

O sinais seguem uma regra bem fácil, a  do ABCDE, vamos a ela:

  • Assimetria: a lesão é totalmente irregular, ou seja, se você dividir ela ao meio num paralelo imaginário, um lado não é igual ao outro;
  • Bordas: se as bordas forem irregulares, dando à mancha uma forma como se fosse estrelada ou totalmente irregular;
  • Cor: se na mancha houver cores diferentes, ou seja, regiões mais claras ou mais escuras que outras;
  • Diâmetro: se a mancha superar o limite de 6 milímetros de diâmetro;
  • Evolução: se a mancha evoluiu rapidamente, ou seja, cresceu bastante.

Todas essas características que foram lidas são importantes indicadores. Se você presenciou alguma, busque seu médico dermatologista, pois é bom ficarmos vigilantes.

Caso seu médico decida avaliar melhor o seu caso ele optará, por hora, por uma dermatoscopia e/ou biópsia. A dermatoscopia é uma análise microscópica de camadas da pele que não são vistas a olho nu e a biópsia, por sua vez, é um exame mais invasivo que tem como meta a coleta de material para a análise do patologista.

 

Qual são os tipos de tratamento?

Segundo o INCA, a cirurgia é a melhor escolha, mas claro, amigo(a) leitor(a), tudo depende de cada caso. Radioterapia e quimioterapia são indicadas dependendo do nível ou estágio da doença atual.

Hoje em dia, quando é detectado um quadro de metástase (quando o câncer avançou o local onde está e se espalha pela circulação), o tratamento medicamentoso apresenta grandes benefícios e alta taxa de sucesso terapêutico. A finalidade dos tratamentos são ou a cura, ou o aumento da sobrevida e qualidade de vida dos pacientes, dependendo da gravidade de cada caso.

Mas como dizia aquela velha frase: é melhor prevenir do que remediar.

 

Então, como prevenir o câncer de pele?

Primeiro, evite exposições solares, mesmo com proteção, do período que vai das 10 horas da manhã até às 16 horas. Nesta faixa de horário, é o momento em que há maior concentração e incidência dos famosos raios UV, que podem ser danosos à pele. Passado este período do dia, quando se expuser ao sol use proteções como bonés, chapéus, óculos escuros e claro, nunca, jamais, sobre hipótese alguma, se esqueça do protetor solar. E digo mais, protetor solar não é só quando estiver em praias, seu uso é pra todo lugar em contato com o sol.

Aproveito e deixo também com vossas senhorias, além das referências, a cartilha do Instituto Nacional de Câncer que trata sobre prevenção e detecção precoce de câncer tipo melanoma.
 
Até breve!

 


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Gabriel Couto
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Aluno do Curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná. Gosta de ouvir em primeiro lugar e de ser ouvido e, quem sabe, futuro oncologista.

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