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Vamos falar sobre metformina e diabetes tipo ll em relação à COVID-19?

Vamos falar sobre metformina e diabetes tipo ll em relação à COVID-19?

A metformina é uma droga antidiabética do subgrupo das biguanidas. O diabetes mellitus tipo II é o mais prevalente a nível mundial, sendo responsável por 90% entre os tipos de diabetes.

Mas vamos falar do que realmente importa, a Metformina faz parte desde 2010 da lista dos medicamentos essenciais, visto sua alta efetividade e baixa toxicidade. É a primeira linha e escolha no tratamento da DM-II, tendo como principais ações: 

  • Redução dos níveis de glicose, diminuindo a neoglicogênese hepática, o que leva um declínio nos níveis de insulina.
  • Promove o aumento da captação de glicose pelo músculo, pois o torna mais sensível à insulina.
  • Diminui a absorção gastrointestinal de glicose
  • Aumento da captação de glicose periférica, potencializando a tirosina QUINASE nos receptores de insulina.

Farmacocinética: tem administração por via oral com absorção incompleta e lenta pela parte superior do intestino delgado. Possui baixa composição associada ao transporte proteico, sendo amplamente circulada em forma livre. Sua excreção se dá quase que completamente via renal de forma rápida. Atenção em nefropatas (aumenta acidose láctica).

Um ponto bem importante é sua utilização em pacientes com síndrome metabólica, visto que possui uma grande eficácia sobre o metabolismo lipídico, onde há a diminuição de ácidos graxos e triglicérides plasmáticos culminando na inibição da lipólise, diminui colesterol total e LDL, com aumento discreto do HDL. Assim como na perda de peso em pacientes obesos. 

Também é utilizada na Síndrome do Ovário Policístico (SOP), isso mesmo, ela possui efeito na resistência à insulina, aumentando receptores tipo 4 (GLUT4), o que facilita a absorção da glicose.

Em tempos da doença misteriosa que é a COVID-19, a metformina não poderia ficar de fora né? Segundo um estudo europeu o uso da metformina deve ser interrompido em pacientes com sintomas graves de COVID-19 para reduzir o risco de descompensação metabólica aguda. Dessa forma haveria uma diminuição no risco de descompensação metabólica aguda, Insuficiência Renal aguda do tipo renal, desidratação e doença renal crônica. 
 

• A partir do momento que for retirado a Metformina, devemos escalonar outra medicação com efeito igual ou melhor para o paciente, visto que a retirada da medicação pode levá-lo a um quadro de descompensação.

• DEIXAR BEM LEMBRADO QUE A METFORMINA NÃO DEVE SER RETIRADA PROFILATICAMENTE, apenas em pacientes que possuem diagnóstico confirmado, via sorologia e PCR + sintomas clínicos de síndrome gripal. 
 

 


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Referências

1) https://www.researchgate.net/publication/282432363_Metformina_Uma_Revisao_da_Literatura 

2) https://portugues.medscape.com/verartigo/6504833

3) Bornstein SR, Rubino F, Khunti K, Mingrone G, Hopkins D, Birkenfeld AL, et al. Practical recommendations for the management of diabetes in patients with COVID-19. The Lancet Diabetes & Endocrinology 2020;8:546–50. https://doi.org/10.1016/S2213-8587(20)30152-2.

 

Academia Médica
Ricardo Pagrion
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Acadêmico de Medicina na Universidade Nove de Julho. Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Anatomia Humana, como também na área de fisiopatologia humana. Membro atual das Ligas Acadêmicas: Trauma, Clínica médica e Cuidados Paliativos.

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