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Você já ouviu falar de cólica biliar, mas e em casos de síndrome acalculosa?

Você já ouviu falar de cólica biliar, mas e em casos de síndrome acalculosa?

A cólica biliar é um sintoma causado por um bloqueio dos ductos biliares que dificulta o fluxo biliar. Geralmente ocorre por coledocolitíase ou colecistite, embora possa também ocorrer a cólica biliar acalculosa e na síndrome pós colecistectomia. 

A dor da cólica biliar se caracteriza por uma dor intensa e súbita, no lado direito do abdome ou entre as omoplatas. A dor aparece após refeições e é intermitente, por isso se fala em “cólica”. Náuseas e vômitos podem estar presentes. 

O diagnóstico pode ser feito através de exames de imagem para visualizar o cálculo, podendo ser feito por ultrassonografia (exame de escolha),  colangiopancreatografia por ressonância magnética ou colecintigrafia, para medir o esvaziamento vesicular, se houver disponibilidade no serviço de saúde.

Quando a causa é um cálculo (coledocolitíase) o tratamento pode ser realizado por CPRE, porém, se a causa for acalculosa, o tratamento de escolha é a colecistectomia laparoscópica.

Na colecistite alitiásica, os principais mecanismos envolvidos são os de lesão causada por isquemia, tornando a mucosa da vesícula biliar mais suscetível ao efeitos da bile, a estase biliar causando mudanças na composição da bile e a resposta inflamatória.

Embora seja de difícil diagnóstico, alguns achados são suspeitos: febre inexplicável, elevação de enzimas hepáticas e bilirrubina e leucocitose. Nos exames de imagem realizados, os achados são inespecíficos e muitas vezes comprometidos devido a gases intestinais. 

Na síndrome pós colecistectomia, que ocorre em 10% dos casos, a cólica se dá por consequência de anormalidades estruturais e/ou funcionais do esfíncter de Oddi, o que causa alterações da pressão, ou até mesmo de sua sensibilidade. Suas principais causas são: estenose biliar, discinesia da ampola hepatoduodenal e cálculo da via biliar principal. O tratamento da síndrome é a esfincterectomia, principalmente se houver estenose papilar.


Referências: 

 Dhar S,Gupta R,Chrungoo RK,Sarar S,Parihar S.Acalculous cho- lecystitis. JK Science. 2003; 5 No. 4, 146-148

Huffman JL,Schenker S.Acute acalculous cholecystitis:a review. Clin Gastroenterol Hepatol. 2010; 8:15-22

https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/distúrbios-hepáticos-e-biliares/distúrbios-da-ves%C3%ADcula-biliar-e-ductos-biliares/coledocolit%C3%ADase-e-colangite?query=Cólica%20biliar

http://sbhepatologia.org.br/pdf/edicao3_artigo8.pdf

SALIM, Marcelo Talasso; CUTAIT, Raul. Complicações da cirurgia videolaparoscópica no tratamento de doenças da vesícula e vias biliares. ABCD, arq. bras. cir. dig.,  São Paulo ,  v. 21, n. 4, p. 153-157,  Dec.  2008 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-67202008000400001&lng=en&nrm=iso>. access on  30  June  2020.  https://doi.org/10.1590/S0102-67202008000400001.

Academia Médica
Letícia Pereira
Letícia Pereira Seguir

Acadêmica de medicina.

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