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Impressora 3D: novas metodologias para o ensino da medicina
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Impressora 3D: novas metodologias para o ensino da medicina

Já imaginou poder imprimir um órgão para estudar anatomia? Imprimir o tórax de um paciente para planejar uma cirurgia? Parece algo bastante futurista, mas já é realidade em diversos países.

Essa impressora já existe, embora seja um recurso tecnológico relativamente novo. Foi criada em 1984 por Charles Hull e alguns sócios. O principal objetivo era a impressão de modelos 3D, criados a partir de um software que codifica o desenho computadorizado para a impressora. Ela funciona como uma impressora de jato de tinta, mas, em vez de tinta, imprime sucessivas camadas do material desejado (polímeros, gesso, dentre outros), criando um objeto físico tridimensional.

Amplamente usados na indústria e nas engenharias, o sucesso dos modelos 3D, ou prototipagem rápida, como são genericamente chamados, foi incorporado à medicina. Diversas áreas médicas já utilizam essa impressora no planejamento prévio de cirurgias, criação de próteses individualizadas, auxílio na orientação a pacientes e diagnóstico de patologias, além de tomada de decisão. Há universidades brasileiras que já realizam pesquisas relacionadas ao uso de modelos 3D para ensino de anatomia, fisiologia e semiologia, como a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), sob coordenação de Dr. Chao Lung Wen, e a Escola Bahiana de Medina e Saúde Pública (EBMSP), sob coordenação Drª Marta Meneses.

O objetivo é que futuramente possamos imprimir modelos criados a partir de desenhos computadorizados, ou até mesmo a partir de tomografias ou ressonâncias, para serem usados com uma finalidade lúdica e específica de aprendizado. Acredita-se que modelos tridimensionais facilitam a visualização de relações anatômicas e a integração de conhecimento de anatomia e semiologia, auxiliando também a memorização do aprendizado. Além disso, a impressora 3D é uma boa alternativa à indisponibilidade de peças cadavéricas nas faculdades.

A impressão 3D, embora seja de potencial benefício à área médica, ainda é pouco utilizada na área de ensino. Faz-se necessário a produção e divulgação de novas pesquisas sobre essa técnica, assim obteremos mais evidências sobre essa nova forma de ensino da medicina.

Victor Marchesini

Victor Marchesini

Acadêmico do 12° semestre da Escola Bahiana De Medicina e Saúde Pública. Entusiasta em avanços tecnológicos na arte médica e no ensino da medicina.

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